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História de vida da mestre quilombola Justina Ferreira é retratada em documentário

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Mestre quilombola Justina Ferreira | Foto: Téo Miranda

“Aqui eu nasci, aqui eu vivi, aqui eu vou morrer, mas com muita garra, que hoje, estou sendo uma mulher reconhecida, para contar a história para o meu povo. O que eu passei, mas não morri”. É nesse tom emocionante, que Justina Ferreira da Silva, uma mestre quilombola, inicia  o vídeo documentário As mãos  Beneditas de Justina  que será lançado no próximo dia 13 de abril na internet. Esta é a data que Justina completa 65 anos de vida e recebe de presente o reconhecimento de toda uma comunidade.

A história de Justina Ferreira, mulher quilombola de Mato Grosso poderá ser conhecida através de um vídeo documentário e uma exposição virtual. Muito mais do que a história de vida desta guardião dos conhecimentos da comunidade Ribeirão do Mutuca, pertencente ao Quilombo Mata Cavalo (Nossa Senhora do Livramento – MT), os produtos culturais narram o grito de resistência da comunidade, diante de todas as tentativas de massacre físico e cultural vivenciados por eles no decorrer dos tempos, ‘a resistência embaixo de bala’, como narra uma das personagens do documentário.

De maneira emocionante o produto audiovisual traz relatos da própria Justina e dos moradores da Comunidade, num misto de reconhecimento à essa Mestre da Cultura de Mato Grosso e a luta pela terra e sobrevivência dos aprendizados repassados pelos antepassados. Justina narra no vídeo tudo que viveu e como procura repassar para os mais novos o conhecimento herdado de seus pais e avós. Para a comunidade, ela é um patrimônio vivo, uma mãe de todos. Ao final, Justina, faz um relato emocionante: “eu não aprendi a ler. Aprendi a sabedoria. É o amor, o carinho. Não pense você que a roupa é sua felicidade. A sua felicidade está dentro de você”.

As mãos da juventude construindo uma Exposição

O Projeto As mãos Beneditas de Justina foi contemplado pelo edital Conexão Mestres da Cultura – Marília Beatriz de Figueiredo Leite promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel – MT) com recursos da Lei Aldir Blanc. Estão sendo lançados além do vídeo documentário, a exposição virtual e em processo de edição, um livro sobre a trajetória desta líder que vive no interior de Mato Grosso. A exposição, conta com imagens João Almeida, Téo Miranda, e de alguns membros da própria comunidade: Rayane Vitória da Silva, Eduarda Karolyne Ferreira Brito, Eliana Letícia da Silva, Graciele Evangelista da Silva, Wenderson David Ferreira da Silva e Samuel Felipe dos Santos, que foram capacitados durante uma oficina audiovisual realizada durante a execução do projeto. Gilda Portela, curadora da exposição conta que a ideia é que a exposicao seja  transpassada pelo espírito da reciprocidade, solidariedade e pelo trabalho coletivo que enxergamos na vida da mestra homenageada Justina e que manteve  viva a  comunidade Quilombola do Mutuca.

A curadora explica que as fotografias foram feitas e selecionadas neste clima de ” cuidadania”  juntamente com os jovens quilombolas expositores e parte da equipe executora do projeto, como a proponente Laura Ferreira, Paty Wolff e João Almeida. “Outro elemento que cabe destaque é que  a identidade étnica quilombola deve ir além da resistência cultural; a evocação  da  cosmogênese  das  memórias ancestrais  seja ressaltada como elemento  principal através da temática  nossos ancestrais são rainhas e reis. Vemos nas imagens uma Justina que comanda a cozinha, que embala doce, que é mãe, é avó, que lutou pra permanecer nesse território, mas também descendente de reis e rainhas”, finaliza Gilda. 

Serviço:

Quando: A partir do dia 13 de abril de 2021 às 19h (horário de Mato Grosso)

Para visitar a exposição virtual: www.acorquirim.org.br

Visite também a página no facebook: https://www.facebook.com/mestresdaculturamt

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Novo single de Paula Shaira está disponível nas plataformas streaming

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A nova música de trabalho da cantora e compositora cuiabana, Paula Shaira, a canção “Bilhete”, ganhou videoclipe. A produção contou com time especial de profissionais do audiovisual mato-grossense. O clipe está disponível no canal oficial da SUMAC Records no YouTube.

A gravação da música e a produção do videoclipe foram viabilizadas graças à seleção do projeto no edital MT Nascentes, realizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

André Zambonini, diretor responsável pela produção, liderou uma equipe de mais de 20 pessoas, nas gravações do clipe. Para a direção de fotografia, contou com Rosano Mauro. “Diante da situação de pandemia, tivemos que readequar o roteiro sugerido por Paula. Busquei atender as expectativas da artista, mas fui para um caminho muito mais intimista, até mesmo para reduzir o número de pessoas no set”.

O roteiro inicial previa a presença de duas mulheres mais velhas para representar a passagem de tempo, a construção do amor entre duas mulheres. No entanto, Zambonini optou por trabalhar apenas com Paula e a atriz Malu Senna.

“Foi então que na pós-produção utilizei filtros e efeitos para representar lembranças. Também apostei em planos mais fechados”, explica Zambonini. Para arrematar, o toque do figurino e maquiagem, assinados por Carla Fernanda e Evelyn Silva, respectivamente, imprimiram a estética dos anos 80.

André destaca que esteve alinhado não só às expectativas da artista, como também, à intenção do produtor musical, Lucas Oliveira. “O recurso percussivo da máquina de escrever foi realçado na produção de arte do videoclipe”, destaca.

E Paula Shaira, que além de conceber a ideia do roteiro, cantar, tocar e atuar no videoclipe, também foi para o lado do editor Willian Kanashiro, para acompanhar todo o processo de montagem.

“Gosto muito de me inteirar sobre os processos do meu trabalho, então, fiz questão de participar de tudo”. Ela conta que aprendeu muito com o amigo Paul Domingos, que é cineasta e ensinou muito a ela sobre produção audiovisual.

“Desde que ouvi os primeiros resultados da produção, a música já me guiou para a estética do videoclipe. Compartilhei minhas ideias com André e ele aprovou: fomos para o lado do campo, aquela sensação bucólica e saudosista tinha que ter”. O videoclipe, segundo Paula, mostra um amor proibido.

“E atuar com a Malu Senna foi perfeito. Ela é minha amiga de infância, tivemos uma história bem legal, parecida com o clipe. Mas hoje somos grandes amigas. Tenho muito a agradecê-la”.

O editor Willian Kanashiro avalia que o trabalho de montagem fluiu muito melhor porque Shaira estava do lado. Chegamos a um resultado muito bom. Ter o artista ao lado, compartilhando as ideias e qual o resultado que se deseja chegar, é muito mais interessante. Admiro muito a versatilidade dela”, diz Kanashiro.

Para conhecer mais sobre o trabalho de Paula Shaira, acesse os perfis da artista no Deezer, Spotify e seu canal oficial no Youtube.

Fonte: GOV MT

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