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Haddad diz que PSDB se ‘comprometeu’ ao ‘aderir ao bolsonarismo’

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Haddad em participação no programa Roda Viva
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Haddad em participação no programa Roda Viva

Pré-candidato ao governo de São Paulo, o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) disse nesta segunda-feira, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, que a adesão do PSDB ao bolsonarismo “comprometeu demais” o partido.

O ex-ministro da Educação dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) também minimizou atritos com as gestões tucanas passadas e afirmou que a “inflexão antipopular” do ex-governador João Doria (PSDB) custou “caro” ao partido. Questionado se concordava com a frase dita por Lula na semana passada, de que o “PSDB acabou”, Haddad preferiu não responder.

“Leite e Doria fizeram campanha para o Bolsonaro. Acho que isso comprometeu o PSDB. O PSDB já vinha de um momento difícil, que foi em 2014, com a postura nada republicana do Aécio (Neves) frente à derrota (para Dilma Rousseff). E de 2014 para frente, as coisas só pioraram. Em 2018, a adesão ao bolsonarismo, na minha opinião, comprometeu demais o PSDB”, afirmou Haddad.

O ex-prefeito da capital paulista, apontado como um dos articuladores da chapa Lula-Alckmin, minimizou os conflitos com os tucanos no passado, dizendo que, quando ministro da Educação, sempre manteve interlocução com os parlamentares do PSDB.

Na prefeitura de São Paulo, embora tenha dito que conseguiu construir “muitas coisas” junto com Geraldo Alckmin (PSB), então governador tucano, Haddad declarou que sempre achou que o “PSDB faltou com o PT no governo do estado”.

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“Tinha uma maioria tão folgada que se permitia não negociar com a oposição”, afirmou ele.

O ex-ministro disse, porém, que é preciso “distinguir o que aconteceu no passado com o PSDB “do que o que ocorreu com Doria”:

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“Doria fez uma inflexão antipopular que eu acho que custou caro ao PSDB a ponto de ele, que era naturalmente candidato a presidente da República, por governar o maior estado da federação, se inviabilizar completamente à luz do governo que manteve em São Paulo”, disse Haddad, acrescentando que Doria se indispôs com empresários, trabalhadores da iniciativa privada e servidores públicos.

Haddad, que tenta atrair PSOL e Rede para sua candidatura ao governo de São Paulo, elogiou a ex-ministra Marina Silva (Rede), dizendo que a vê como uma “personalidade necessária no Brasil”.

Perguntado sobre ter a ex-senadora como vice em sua chapa, ideia que passou a ser ventilada em seu entorno, Haddad afirmou que a decisão sobre quem ocupará o cargo ficará para um segundo momento, após acerto do PT com as legendas aliadas em outros estados.

“Marina vai viver um momento cuja importância vai ser muito elevada, porque o Bolsonaro efetivamente destruiu a imagem do Brasil no exterior em relação à pauta ambiental”, afirmou o ex-prefeito.

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POLÍTICA NACIONAL

Legalização das drogas: Ciro critica Freixo sobre mudança de discurso

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Ciro Gomes (PDT) classificou como
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Ciro Gomes (PDT) classificou como “individualista” a atitude de Marcelo Freixo (PSOL)

O candidato do PT à Presidência da República, Ciro Gomes, criticou nesta quinta-feira (18) a recente mudança de discurso de Marcelo Freixo, candidato do PSB ao governo do Rio, sobre legalização das drogas. A declaração foi dada durante participação do presidenciável em evento na Associação Comercial de São Paulo.

Em mais uma modulação de aceno ao eleitorado de centro, Freixo abandonou sua pauta histórica de sua militância política. Para Ciro, essa guinada colabora para aumentar a descrença da população nos políticos.

Ciro discorria sobre o que chamou de “perda na crença na política” por parte dos brasileiros quando mencionou o carioca como exemplo de atitude “individualista”. Para o pedetista, o povo trabalhador entende a democracia como uma “picaretagem”.

“O Freixo, depois de uma história, para ser candidato, diz que agora não é mais a favor da descriminalização das drogas. Isso aí destrói a questão da hegemonia moral e intelectual, erode os costumes, transforma o país numa selva individualista”, declarou Ciro.

Na quarta-feira (17), Freixo disse em entrevista à TV Record que “não era mais a favor (da legalização)” e que não achava que a pauta “vai nos ajudar nesse momento no Brasil”.

Em um primeiro momento ele havia se esquivado da pergunta, dizendo que era contra temas que “dividissem a sociedade brasileira” na atual conjuntura. Ao explicar sua nova posição, o candidato do PSB afirmou que nesse momento os esforços do governo devem ser na direção de investir em políticas sociais, de saúde e na polícia.

“O que a gente precisa fazer é avançar em dois braços. Um é o braço efetivo da polícia, pra botar bandido na cadeia. Estou falando de miliciano, traficante e político corrupto também. E, mais do que isso, quero o braço social. Tem quer ter lugar com esporte, psicólogo, assistente, para a mãe poder levar o filho e permitir prosperidade, uma chance pra essa juventude”, prosseguiu o postulante ao Palácio Guanabara.

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Fonte: IG Política

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