POLÍTICA NACIONAL

Gurgacz pede que governo disponibilize mais dinheiro para setor produtivo

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O senador Acir Gurgacz (PDT-RO) pediu, em pronunciamento nesta terça-feira (14), que o governo disponibilize mais recursos para o setor produtivo, especialmente as micros e pequenas empresas. Só assim, argumentou ele, as empresas terão condições de honrar seus compromissos e farão o dinheiro circular, o que, na opinião do senador, vai acelerar o processo de recuperação da economia depois que a crise sanitária estiver controlada.

Gurgacz acredita que injetar no setor produtivo o dinheiro parado em bancos, fundos e reservas de capital gerará os mesmos efeitos positivos proporcionados pelo pagamento do auxílio emergencial de R$600 a milhões de famílias em todo o país.

— R$ 122 bilhões já distribuídos nas mãos das pessoas já resultaram num crescimento de 14% no comércio varejista em maio sobre abril. No setor de vestuário, esse crescimento foi de até 100%. A previsão é que até setembro sejam injetados na economia, só com o auxílio emergencial pago às pessoas, mais de R$ 255 bilhões. Isso é equivalente a 3,5% do PIB nacional. Se esse dinheiro for direto para o consumo e se as empresas também obtiverem o crédito emergencial, tudo indica que a recessão poderá ser menor e que a recuperação da economia possa ser mais rápida que as previsões que nós estamos vendo no dia a dia — disse.

O senador sugeriu que seja dobrado o valor ofertado pelo Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), criado para ajudar o microempresário a enfrentar a crise financeira decorrente da pandemia. Segundo o senador, os R$ 6,9 bilhões disponibilizados foram suficientes para atender apenas metade das mais de 120 mil empresas cadastradas para obter os empréstimos.

Gurgacz pediu também que o governo aumente as linhas de crédito do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas (Fampe), que já disponibilizou, desde o início da pandemia, R$ 1,8 bilhão. Além disso, ele defendeu a ampliação das linhas de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com a flexibilização das regras para todo o setor produtivo.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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POLÍTICA NACIONAL

Bolsonaristas e Centrão defendem governo por cheques de Michelle

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Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil

Governo do presidente Bolsonaro está sendo afetado por cheques pagos a Michelle

O Centrão e grupos bolsonaristas se uniram em defesa do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) após a divulgação de  pagamentos feitos por Fabrício Queiroz e sua mulher, Márcia Aguiar, à primeira-dama Michelle Bolsonaro por meio de cheques.

De acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo , a conta de Michelle recebeu entre 2011 e 2016 um repasse de até R$ 89 mil. A revelação foi feita após uma apuração da revista Crusoé mostrar que a primeira-dama já tinha recebido uma quantia de R$ 72 mil . O valor, no entanto, foi ainda maior.

Os dois grupos ignoram a falta de explicação sobre como se deram os supostos empréstimos, já que a a quebra de sigilo mostrou que não há depósitos do presidente na conta de Queiroz que comprovem a ajuda financeira.

Após a divulgação do caso, auxiliares do presidente passaram esta sexta-feira (7) tentando dizer que os valores eram irrelevantes e que não seria possível lembrar de todas as movimentações bancárias. Eles não responderam, no entanto, como os supostos empréstimos foram feitos.

“Depósitos? De jeito nenhum. Vocês estão forçando a barra demais. Precisa bem mais do que isso pra configurar alguma coisa”, disso Cabo Junio Amaral (PSL-MG).

“Não vejo nada de ilegal em alguém depositar um cheque. Nessa época, cheque comia solto. Alguém reclamou de alguma desonestidade quanto aos cheques?”, respondeu Bibo Nunes (PSL-RS).

Para os integrantes da oposição ao governo federal, as novas revelações levam de novo a investigação da rachadinha no gabinete de Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) para próximo do Palácio do Planalto. Á época, o então deputado estadual da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) recebeu de volta parte dos salários pagos a seus assessores parlamentares.

“Há dois dados da vida política do clã Bolsonaro: relação íntima com as milícias e esquema financeiro a partir da política. Pra haver evolução política, desdobramentos, há que se ter outro quadro de forças”, disse Orlando Silva (PC do B-SP). “As elites seguem sustentando o governo. Assim não há mudança. Até porque não há alternativa posta”, completou.

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