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Guia da CNM auxilia gestores em consulta pública do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que encerra dia 30

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Está disponível para consulta pública até esta quarta-feira, 30 de setembro, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares), previsto na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de 2010. A área técnica de Saneamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM) incentiva os gestores a participarem da consulta para enviar sugestões de melhoria ao documento. Após analisar o plano, a entidade preparou um guia a fim de auxiliá-los nesta tarefa com propostas de alterações ao texto.

O Planares, que está disponível no Ministério do Meio Ambiente (MMA), tem em suas 186 páginas um diagnóstico, diretrizes, metas e programas que envolvem a gestão do lixo no país. Segundo a pasta, é “mais um instrumento para melhorar a gestão de resíduos e ajudar a fechar os mais de 3 mil lixões existentes no Brasil”. As metas e ações propostas têm um horizonte de 20 anos e devem ser revisadas a cada quatro anos de modo a orientar os investimentos e a alocação dos recursos para o setor.

Com a participação dos gestores públicos municipais na consulta pública, a CNM espera reforçar as necessidades e pleitos municipalistas com o governo federal. De acordo com a equipe técnica de Saneamento, as contribuições podem resultar em incremento efetivo na gestão e no gerenciamento integrado dos resíduos sólidos em nível nacional considerando os territórios municipais.

Da forma como está hoje, sem previsão de recursos orçamentários para sua efetivação, o documento não apresenta como a União irá cumprir com suas obrigações de forma concreta e atuar para apoiar os Municípios. São muitas metas e prazos sem indicar quem são os responsáveis e quais os recursos necessários.

Metas nacionais

Segundo o MMA, a versão proposta está alinhada com o novo marco regulatório do saneamento básico, incluindo metas importantes, como o encerramento de todos os lixões até 2024 e o acesso de 72,6% da população à coleta seletiva até 2040. Atualmente, mais de 6,3 milhões de toneladas de lixo são descartadas de maneira incorreta; e, para que a PNRS avance, a atuação conjunta da União, Estados e Municípios é fundamental, bem como da sociedade e do setor empresarial.

Para reduzir a insegurança e a vulnerabilidade dos catadores e garantir a devida remuneração, a proposta prevê ainda que, até 2040, 95% dos Municípios brasileiros que tenham serviços prestados por catadores formalizem contratos com cooperativas e associações. O Planares orienta ainda para que metade do lixo gerado no país seja recuperado até 2040 para reduzir drasticamente a quantidade despejada em aterros sanitários.

Outros objetivos, para 2040, são: ampliar em dez vezes a quantidade de reciclagem de resíduos secos; recuperar 45% das embalagens em geral colocadas no mercado progressivamente por meio do sistema de logística reversa; realizar o reaproveitamento energético de mais de 60% do biogás gerado da decomposição de lixo orgânico.

Confira a consulta pública do Planares e o Guia da CNM para alteração do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares) [PDF]

Fonte: AMM

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Atuação municipalista garante reforço financeiro para os municípios

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A pouco mais de dois meses para o final do mandato, os prefeitos de Mato Grosso se organizam para fechar as contas, honrar compromissos e manter o equilíbrio financeiro e orçamentário das administrações locais. A atuação do movimento municipalista garantiu reforço financeiro aos municípios para enfrentar a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus. Os municípios de Mato Grosso receberam mais de R$ 1 bilhão em recursos federais para minimizar os impactos da crise.

O repasse financeiro efetuado por meio do auxílio emergencial, compensação de perdas e outras transferências contribuiu para que os cofres municipais absorvessem os efeitos da retração econômica.

O presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios – AMM, Neurilan Fraga, disse que a atuação do movimento municipalista foi decisiva para assegurar o aporte financeiro, que contribuiu para que os prefeitos pudessem passar pela pior fase da crise. “Após o início da pandemia, participamos de várias reuniões remotas com representantes da equipe econômica do governo federal para defender o apoio da União aos municípios, que tiveram que adotar inúmeras medidas restritivas para conter o avanço do vírus, mas que consequentemente geraram efeitos na arrecadação por conta da suspensão de várias atividades”, assinalou, destacando que a AMM se uniu à Confederação  Nacional dos Municípios e demais entidades estaduais para reivindicar recursos para prefeituras de todo o país.

O auxílio financeiro emergencial repassado para os municípios de Mato Grosso somou R$ 961 milhões, transferidos em quatro parcelas, de junho a setembro. A recomposição do Fundo de Participação dos Municípios – FPM no mesmo patamar de 2019 totalizou R$ 138 milhões, de março a setembro. Foram transferidos outros R$ 423 milhões para setores específicos, como saúde, assistência social, cultura, entre outros.

Ciente da necessidade de assegurar a autonomia financeira dos municípios, até mesmo para fortalecer a economia local para enfrentar futuras crises, o movimento municipalista prioriza agora a Reforma Tributária em tramitação no Congresso Nacional. O objetivo é  alterar o texto para que os municípios não percam receitas. O assunto foi amplamente debatido esta semana durante videoconferência realizada por sugestão do presidente da AMM e que contou com a participação de representantes de vários estados. Embora seja improvável a votação da Reforma este ano, o assunto integra a pauta municipalista nacional e será uma das prioridades para 2021.

Fonte: AMM

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