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Guedes cita autonomia do BC e privatizações a ministros do G20

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O Brasil avança nas reformas econômicas que pretendem gerar uma recuperação sustentada, disse hoje (7) o ministro da Economia, Paulo Guedes, em reunião do G20, grupo das 20 maiores economias do planeta. Em encontro no bloco econômico, ele destacou algumas ações tomadas pelo governo e pelo Congresso.

O ministro citou medidas aprovadas nas últimas semanas pelos parlamentares, como a autonomia do Banco Central, a proposta de emenda à Constituição (PEC) Emergencial e a liberalização dos setores de saneamento e gás natural. Guedes também citou o leilão de 22 aeroportos ocorrido hoje e que arrecadou R$ 3,3 bilhões.

Ressaltando que o Brasil representa uma oportunidade para os investidores estrangeiros, Guedes mencionou o leilão de seis terminais portuários e de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste–Leste, previsto para amanhã (8) e sexta-feira (9). Também citou a intenção de privatizar os Correios e a Eletrobras.

Vacinação

O ministro participou virtualmente de reunião de ministros de Finanças e presidentes dos Bancos Centrais do G20. Assim como no encontro com os ministros do Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), Guedes voltou a defender a vacinação em massa contra a covid-19 e disse que a recuperação nacional e global depende da imunização e do avanço de reformas.

Em seu discurso, ele destacou que mais de um terço da força de trabalho formal no Brasil recebeu apoio direto durante o período mais agudo da crise econômica gerada pela pandemia de covid-19. O ministro citou o auxílio emergencial, o programa de preservação de empregos em troca da redução de jornada e suspensão de contratos e a ajuda à saúde como exemplos de que o país usou o espaço fiscal disponível para ajudar a parcela mais vulnerável da sociedade.

Em relação a 2021, Guedes disse que o governo está renovando os programas de apoio, segundo ele com maior foco nos necessitados. Destacou a campanha de vacinação o avanço das reformas no Congresso.

Mecanismos

Os encontros dos ministros do G20 e do Brics ocorreram em paralelo com a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), que ocorre nesta semana. Por causa da pandemia de covid-19, Guedes participou do evento de forma virtual.

Guedes manifestou apoio do Brasil à nova distribuição dos Direitos Especiais de Saques no FMI e defendeu a agenda de infraestrutura do G20. Segundo o ministro, é importante ativar mecanismos que destinem recursos a economias de renda baixa e média, tendo em vista os impactos econômicos da pandemia e as suas limitações financeiras. Defendeu a implementação de um marco legal comum que contribua com a solvência das economias.

Edição: Pedro Ivo de Oliveira

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Peac Maquininhas liberou R$ 3,19 bilhões em 2020

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Programa que socorreu empreendedores e pequenos negócios afetados pela pandemia de covid-19, o Programa Emergencial de Acesso a Crédito com Garantia de Recebíveis (Peac Maquininhas) emprestou R$ 3,19 bilhões no período de funcionamento, entre 15 de outubro e 31 de dezembro do ano passado. O valor foi divulgado hoje (19) pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia.

Nesse período, 112.161 operações foram realizadas. No Peac Maquininhas, os bancos emprestavam recursos a microempreendedores individuais (MEIs), micro e pequenos empresários. Em troca, as instituições financeiras recebiam, como garantia, os recebíveis (recursos a receber) gerados pelas maquininhas de cartão.

As garantias são executadas em caso de inadimplência. Como os recebíveis das maquininhas de cartão são de fácil recuperação, essa modalidade de crédito permitia juros mais baixos que as taxas de mercado. Segundo a SPE, o programa resolveu os dois principais gargalos na concessão de crédito a pequenos negócios: a falta de informações e a falta de garantias.

Segundo a nota técnica, 18% dos MEIs, 4% das microempresas e 2% das pequenas empresas dependeram exclusivamente do Peac Maquininhas para conseguirem crédito no último trimestre de 2020. Na divisão por setores, os segmentos mais beneficiados foram bares e restaurantes, com 14.985 empréstimos aprovados, e hoteleiro, com 1.507.

Estabelecido pela Lei nº 14.042, de agosto de 2020, o Peac Maquininhas teve a infraestrutura para as operações concluída em 30 de setembro. Os empréstimos começaram em 15 de outubro. Coube ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), como agente financeiro da União, repassar os recursos aos bancos comerciais.

Os bancos que mais emprestaram recursos da linha de crédito foram o Banco do Brasil (70%), Money Plus (17%), Safra (9%) e Caixa Econômica Federal (4%). Na divisão por estados, os tomadores concentraram-se em São Paulo, com 23,9% das operações; Minas Gerais (9,9%) e Paraná (7,5%).

Edição: Fábio Massalli

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