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Guardiões do Crivella: MPE denuncia prefeito, assessor e candidata a vice

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Marcelo Crivella
Estefan Radovicz / Agência O Dia

Marcelo Crivella, seu assessor e a candidata à vice prefeitura foram denunciados pelo Ministério Público Federal

O Ministério Público Eleitoral (MPE) denunciou nesta quarta-feira (16) o prefeito Marcello Crivella , sua candidata a vice na chapa na disputa pela reeleição, a tenente coronel Andrea Firmo, e seu assessor especial de gabinete, Marcos Luciano, por abuso de poder político e conduta vedada em razão do caso “Guardiões do Crivella”.

O órgão pede que os envolvidos fiquem inelegíveis por oito anos, e que paguem multa pelo envolvimento com grupos que intimidavam jornalistas e famílias de pacientes internados com Covid-19 em hospitais municipais.

De acordo com o promotor Rogério Pacheco Alves, funcionários públicos foram escalados para impedir ou dificultar reclamações e a cobertura da imprensa sobre a situação precária da saúde municipal,  principalmente desde o início da pandemia de Covid-19.

O MPE aponta que Crivella participou de pelo menos um dos grupos e que teve “a oportunidade de participar das conversas e acompanhar os relatórios publicados pelos funcionários”.

Segundo a denúncia, o grupo seguiu atuando durante a campanha de Crivela à reeleição, com atos públicos como caminhadas e carreatas. A denúncia cita que o responsável pela organização da campanha era o mesmo que organizava os grupos de WhatsApp, Marcos Luciano.

Em nota, a Prefeitura do Rio disse que o grupo de Whatsapp denominado “Guardiões do Crivella” não se prestava a organizar servidores de forma alguma para coibir a imprensa, muito menos para qualquer atuação com viés eleitoral.

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POLÍTICA NACIONAL

Senado: partidos indicam membros para CPI da Covid-19

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Os blocos partidários do Senado definiram os nomes dos indicados para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19. A CPI, destinada a apurar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia, terá 11 membros titulares. A CPI também vai apurar como os estados administraram as verbas federais repassadas para enfrentar a covid-19.

Os membros titulares da comissão são: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Eduardo Girão (Pode-CE), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC).

Os suplentes serão Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Angelo Coronel (PSD-BA), Marcos do Val (Pode-ES), Rogério Carvalho (PT-SE), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Zequinha Marinho (PSC-PA). Os nomes foram apurados pela reportagem da EBC junto às assessorias dos senadores e partidos.

Agora, cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidir se as reuniões do colegiado serão presenciais, semipresenciais ou remotas. Ele, no entanto, já indicou que os encontros, a princípio, ocorrerão nas dependências da Casa.

“Uma CPI impõe atos como interrogatórios, inquirição de testemunhas incomunicáveis, reunião e exame de documentos sigilosos, perícias. Tudo isso recomenda que, por ser um trabalho investigativo, seja feito presencialmente”, disse. Pacheco frisou, porém, que a própria comissão terá a liberdade de decidir o formato do seu trabalho, e inclusive de conduzir atividades não presenciais.

Os membros da comissão deverão eleger seu presidente e o vice. A relatoria será definida em seguida. A CPI terá poderes de investigação equivalentes aos de autoridades judiciais. Primeiramente, o colegiado deverá aprovar um plano de trabalho, proposto pelo relator. Trata-se das ações da comissão para cumprir o seu objetivo. Entre elas, podem estar a requisição de informações oficiais, a solicitação de auditorias e perícias, a intimação e oitiva de testemunhas, a convocação de ministros de Estado e a realização de diligências variadas.

* Com informações da Agência Senado

Edição: Fábio Massalli

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