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Grupo Neoenergia vence leilão da CEB com ágio de 76,63%

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A Bahia Geração de Energia, do Grupo Neoenergia, venceu, sob representação do CityGroup, o leilão de privatização da Companhia Energética de Brasília S.A (CEB Distribuição), realizado na manhã desta sexta-feira (4), na sede da B3, em São Paulo. O valor de arremate foi de R$ 2,515 bilhões, um ágio de 76,63%.

De acordo com as regras estipuladas para o certame, o lance mínimo deveria ser de R$ 1,423 bilhão. Com duração aproximada de duas horas, a disputa foi bastante acirrada entre a Bahia Geração de Energia e a CPFL Comercialização de Energia Cone Sul, representada pela BTG Pactual.

A CPFL terminou o leilão oferecendo R$ 2,508 bilhões, um ágio de 76,14%. A terceira concorrente, a Equatorial Participações e Investimentos, representada pela corretora XP, apresentou uma proposta de R$ 1,485 bilhão, um ágio de 4,29%.

O processo de privatização da empresa foi desenhado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O presidente da instituição, Gustavo Montezano, afirmou que a CEB “drenava” recursos públicos que poderiam ser destinados a outras áreas, como educação, saúde, infraestrutura da unidade federativa. Segundo ele, a previsão é de que a concessão atraia R$ 5 bilhões de investimento para a região.

O presidente da CEB, Edison Garcia, reconheceu que a privatização da companhia foi alvo de “muita oposição”, mas argumentou que seguiu princípios técnicos e que deve melhorar o serviço. “Chegamos em um prazo recorde, histórico, de privatizações no Brasil, com uma privatização com o maior ágio, o maior número nominal de venda e o maior tempo possível”, disse, destacando que o processo todo demorou 11 meses para ser concluído.

Presente no leilão, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, anunciou que deve privatizar, ainda, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). Ele disse que também pretende passar a Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô DF) para as mãos do setor privado, durante a sua gestão.

Edição: Fernando Fraga

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Bolsonaro diz que tentará aumentar faixa isenta do IR para R$ 3 mil até 2022

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bolsonaro e pazuello live
Reprodução/Youtube

Bolsonaro durante sua live semanal nesta quinta-feira (14), ao lado do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira (14) que vai tentar aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para R$ 3 mil até 2022 . Bolsonaro fez a fala durante transmissão ao vivo em rede social.

Atualmente, o limite de isenção é de R$ 1.903,98. Ao argumentar que tentaria aumentar a faixa de isenção, Bolsonaro lembrou a fala dele da semana passada, em que disse que o Brasil estava quebrado e que não conseguiria cumprir sua promessa de aumentar faixa de isenção para R$ 5 mil.

“Gostaríamos de passar pra R$ 5 mil , não seria de uma vez, mas daria até o final do mandato fazer isso. Não conseguimos por causa da pandemia. Nós nos endividamos em mais R$ 700 bi, não deu pra atender. Vamos ver se para o ano que vem pelo menos passe de R$ 2 mil para R$ 3 mil”, projetou Bolsonaro.

O presidente relatou que tem conversado com a equipe econômica sobre o tema e ressaltou que o “posto Ipiranga” é o ministro da Economia, Paulo Guedes .

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“Tenho falado que não sou economista, todo mundo sabe disso, o posto Ipiranga é o Paulo Guedes, mas tem um detalhe: todo mundo que ganha R$ 3 mil por mês que desconta um pouco do Imposto de Renda dá em torno de R$ 28 bilhões por ano, mas no ano seguinte quase tudo é ressarcido, então jogo contábil de um ano pro outro”.

Para Bolsonaro, o aumento da faixa de isenção até ajudaria a Receita Federal a gerenciar a arrecadação. “Até ajuda no meu entender a Receita a ter “menos clientes”, porque recebe com uma mão e em alguns meses entrega com a outra”, disse.

Bolsonaro aproveitou para rebater algumas críticas de que não estaria cumprindo as promessas de campanha . Segundo ele, a promessa seria cumprida se não fosse a chegada da pandemia.

“Não é não está cumprindo compromisso de campanha, era compromisso, ia ser cumprido e aconteceu algo anormal. É você querer comprar um carro, mas alguém da família fica doente, você não compra mais o carro, ou vai deixar o parente morrer por causa disso aí?”, comparou.

No entanto, o presidente nunca havia saído do discurso em relação às mudanças no IR . Prometeu aumentar a faixa isenta durante a campanha, repetiu o tema, mas nada fez no primeiro ano de governo e até março de 2020, quando o novo coronavírus chegou ao Brasil.

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