MULHER

Grávidas e HIV: veja os cuidados necessários para a saúde da mãe e do bebê

Publicados

em


source
HIV
Pixabay/Creative Commons

Quais cuidados a gestante com HIV precisa ter?

No mundo todo, 870 mil mulheres são infectadas com o HIV todos os anos, segundo dados da Unaids, programa das Nações Unidas que tem como função criar soluções e ajudar os países com o combate ao vírus. Apesar de todo o estigma relacionado à doença, é perfeitamente possível que mulheres soropositivas tenham filhos saudáveis . Basta seguir algumas orientações relacionadas à gestação e ao parto. 

A ginecologista e Obstetra Clínica MedPrimus  Dra. Fernanda Pepicelli, em entrevista ao Delas, esclarece algumas dúvidas sobre o tema. Confira a seguir.

Quais os cuidados que uma gestante com HIV precisa tomar durante a gestação? 

Pepicelli explica que a gestante com HIV é considerada de alto risco, portanto precisa ser acompanhada por um profissional especializado. A gestante precisa ser bem orientada quanto a doença, alguns sinais e sintomas de alguma infecção oportunista, que pode ocorrer durante a gravidez deve ser bem orientada para ser tratada imediatamente. 

“A paciente deve entender o impacto positivo do uso dos medicamentos para o HIV. Para ela mesma e para evitar a transmissão para o bebê. Além disso, manter hábitos de vida saudável e realizar atividade física, tem impacto na manutenção da imunidade”, acrescenta. 

Cuidados durante o parto para não ocorrer a transmissão vertical

Transmissão vertical é quando há contágio de um vírus materno para criança durante o parto e/ou gestação. Este contágio pode ocorrer porque o vírus passou pela placenta ou através do contato do bebê com alguma secreção sangue maternos contaminados. 

Para evitar que ela ocorra é importante o acompanhamento da carga viral da gestante. Isso reduz o risco de transmissão para o bebê. A médica explica que outro ponto fundamental para a proteção do feto é manter a bolsa de água íntegra. Quanto mais tempo ela se mantiver íntegra melhor. Por isso o mais recomendado para gestantes soropositivas seria a cesariana.

Porém, em casos selecionados, é possível sim, fazer um parto normal. “Em casos selecionados é possível sim. Mas é preciso que a mãe esteja com a carga viral indetectável, esteja o maior tempo possível com a bolsa das águas integra e que o trabalho de parto não seja prolongado. Isso tudo para evitar a contaminação”, explica. 

Assim que o bebê nasce é feito um tratamento profilático durante um período para zerar qualquer vírus que tenha passado da mãe para a criança. Além disso, outro cuidado a ser tomando e que a mãe, infelizmente, não pode amamentar, já que o leite materno contém o vírus. No entando, é possível que a criança tenha acesso aos benefícios do leite materno por meio dos bancos de leite humano.

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Propaganda

MULHER

“Elas se protegem”, diz mãe de gêmeas, uma delas com Síndrome de Down

Publicados

em


source
Renata Pinheiro e as filhas: Marina e Marcela
Reprodução/Instagram

Renata Pinheiro e as filhas: Marina e Marcela

Como muitas  mulheres , a dentista Renata Pinheiro, sonhava em ter filhos. Ela  engravidou aos 34 anos e teve uma bela surpresa: ao invés de um, eram dois bebês. “Nos exames de pré-natal eu e o meu marido descobrimos que seriam bivitelinos, pois elas tinham peso e tamanho diferentes.

Foi uma surpresa, uma alegria, mas também veio o medo de ser difícil financeiramente e de cuidar de duas crianças ao mesmo tempo”, conta. No nascimento, outra descoberta: Marina tinha Síndrome de Down e Marcela não. “No começo foi muito turbulento. Eu, mãe de primeira viagem, de duas meninas e cada uma com características individuais, me assustou”, diz.

Renata conta que ter uma filha com Síndrome de Down a fez descobrir toda uma área de conhecimento. “Aprendi sobre os direitos que estão na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, fiz cursos e participo de palestras. Mas os fatos que vivenciamos na rotina é que nos ensinam e nos fortalecem”, conta.

Além de buscar informação por conta própria, ela conta que também encontra apoio para em grupos de mães e famílias com crianças com a mesma condição. “Faço parte de grupos de mães que vivem realidades parecidas e é muito bom. A sociedade precisa se preparar, tanto no aspecto físico e estrutural quando no pessoal. As pessoas com deficiência estão aí e têm o direito de estarem em todos os lugares”, afirma.

Essa rede de apoio, somada ao acolhimento que recebe de sua família, foram fundamentais para que ela soubesse lidar com situações de preconceito envolvendo a filha. “Já tive matrícula recusada em escola particular e na escola de natação da cidade. Nesse período eu era imatura frente a discriminação, mas hoje sei reinvidicar e lutar pelos direitos dela”, conta Renata, que já venceu um processo contra uma empresa de recreação por discriminação. 

“Infelizmente sei que novos absurdos podem acontecer, porém, eu tenho que prepará-la para a sociedade. A sociedade que não está preparada para ela”, diz. 

Você viu?






Mesmo com as diferenças, a criação das duas é a mesma. A única diferença é que Marina faz acompanhamento com uma fonoaudióloga e psicopedagoga. “Para as duas, mantemos a mesma rotina, exigimos disciplina e buscamos que sejam educadas dentro dos nossos critérios. As duas fazem as mesmas atividades, só isso que difere mesmo”, conta.

Felizmente, o preconceito não abala as relações familiares e a amizade entre as irmãs Marina e Marcela, hoje com oito anos. “As duas são muito companheiras. Estão na fase de ‘ranhetice’, mas elas se protegem. Uma briga com a outra, mas não venha ninguém falar ou brigar com uma que a outra a defende”, conta. 

Fonte: IG Mulher

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana