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Grandes eventos no Rio de Janeiro vão ser avaliados 45 dias antes

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Região da Candelária, no Rio de Janeiro
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Região da Candelária, no Rio de Janeiro

Os eventos-testes anunciados pela Prefeitura do Rio na sexta-feira, ainda não foram detalhados como era esperado para esta segunda-feira, dia 17, no Diário Oficial. Apesar do anúncio — e da expectativa com grandes celebrações como carnaval e réveillon —, o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, explicou que a publicação será sobre o protocolo para o credenciamento, que pode incluir shows. Nela, a prefeitura terá 45 dias para aceitar ou não a realização dos eventos. Conforme anunciado, há exigências também para o público. Todos os participantes deverão comprovar diagnóstico negativo para a Covid-19 em exame feito 12 horas antes do evento. Também será exigido comprovante de vacinação no caso de pessoas com 60 anos ou mais, que deverão ter tomado a segunda dose há pelo menos 14 dias. “Esse protocolo é para credenciamento para eventos. Não é nada para agora. É para elaborar eventos testes no futuro. Ele coloca 45 dias de prazo de avaliação da prefeitura para a liberação ou não daquele evento em caráter experimental, em caráter de testagem, realizando os testes das pessoas que vão entrar no evento. Mas ele não é para agora. É um decreto para que as pessoas possam se planejar para frente. O período mínimo de avaliação é de 45 dias depois da solicitação para fazer o evento” disse Soranz, em entrevista do “Bom Dia Rio”, da TV Globo. O secretário explicou que apesar da publicação do decreto, prevista para os próximos dias, a liberação dessas atividades só ocorrerá se a cidade apresentar dados favoráveis, como o aumento do número de imunizados e queda no número de novos casos e de internações. Só então os eventos-testes terão o aval, disse: “Tem que ser uma combinação de fatores. O Rio de Janeiro é uma das capitais que está mais avançada na vacinação, a gente já tem 26% da nossa população vacinada, e é por isso que esses eventos não são para agora. É mais para frente. Então, a gente vai planejar esses eventos de acordo com o aumento da cobertura, se, naquele momento epidemiológico a gente tiver mantida a redução do número de casos, a redução do número de internações, e essa avaliação é também de acordo com o sistema de testagem que vai ser montado para aquele determinado evento. Então, os outros países começaram a fazer eventos testes mesmo antes da vacinação, mas aqui no Rio queremos esperar um pouco, mas precisa já ir planejando para que as coisas sejam bem feitas no tempo certo”.

Daniel Soranz falou sobre o futuro decreto durante a inauguração do posto de vacinação no Espaço Hall, em Jacarepaguá, na Zona Oeste. Com este local, o município soma 257 pontos para imunização contra a Covid-19. 

Vacinação

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Nesta semana, o calendário do município, para a imunização de pessoas com comorbidades e com deficiência, dividido por idade, é acelerado. O cronograma visa a atender homens de 45 anos, nesta segunda-feira, até pessoas com 35 anos, no sábado. A partir desta terça-feira, dia 18, o calendário passa a ter uma organização diferente, com duas idades por dia, uma pela manhã e outra à tarde. A próxima semana segue o mesmo esquema para imunizar pessoas com comorbidades com idade entre 34 anos e 25 anos, na sexta-feira, dia 28. No sábado, o calendário acelera ainda mais para o atendimento de moradores de 18 a 24 anos. Com isso, este grupo prioritário será concluído. “Expectativa de vacinar 30 mil pessoas por dia, com a primeira dose da vacina, e também, essa semana, a gente finaliza toda a segunda dose da vacina CoronaVac”, disse o secretário. Daniel Soranz voltou a afirmar que espera concluir o calendário divulgado na semana passada com o cronograma para vacinar todos os moradores da cidade com idade acima de 18 anos. De acordo com as datas divulgadas pela Prefeitura do Rio, a previsão desta nova fase de imunização será concluída em outubro, com meta de cobrir 90% dos adultos. “A gente espera vacinar toda a população carioca com mais de 18 anos até outubro. Cada faixa etária, cada grupo de idade em três dias. A expectativa é vacinar 30 mil pessoas por dia, 180 mil pessoas por semana, e o calendário está mantido sim. O Ministério da Saúde cada vez apresenta aportes mais regulares. Está fechando agora um acordo com a Pfizer de 100 milhões de doses. O calendário está mantido e a expectativa para que a gente consiga manter em definitivo é bastante grande”, disse Soranz.

Visita a pacientes internados

A partir de hoje, com a publicação do Diário Oficial do Município nesta manhã, parentes de pacientes internados em leitos de enfermaria e de UTI podem visitá-los desde que estejam vacinados contra a Covid-19 no esquema completo — passados 14 dias após a segunda dose. A medida, adiantada pelo GLOBO, valerá para todos hospitais da capital, que terão autonomia para determinar regras como quantidade de visitas por dia e necessidade de pré agendamento ou não, como disse o secretário: “Liberação para toda a rede municipal, estadual, federal e privada, mas cada hospital tem sua autonomia para planejar como vai fazer isso, como vai fazer isso, e qual a quantidade de pacientes. Havia uma vedação para todos os hospitais, e ela agora está sendo liberada com a decisão de cada hospital do momento ideal para fazer essa retomada”, explicou Soranz esta manhã.

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Paraisópolis ganha parque municipal no dia em que celebra 100 anos

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Parque de Paraisópolis
Marcelo Pereira/Secom

Parque de Paraisópolis



Neste sábado, a Prefeitura entregou à população, o Parque Municipal Lourival Clemente da Silva, em Paraisópolis, antiga da comunidade da zona sul da capital. A entrega fez parte das comemorações dos 100 anos do bairro. Com a abertura hoje dessa área verde, já são 110 parques municipais na cidade de São Paulo, sendo dois entregues neste ano.

Segundo o prefeito, Ricardo Nunes, a capital terá mais ainda. “Essa marca é importante, porque a população precisa de área verde e de lazer. Por isso, em outubro entregaremos o Parque Augusta- prefeito Bruno Covas e faremos mais seis até o final da gestão”, completou.

A cidade de São Paulo tem 48,13% de área permeável, com cobertura vegetal e pode aumentar nos próximos anos. “O nosso desafio é manter ou aumentar essa área, pois a população precisa de parques e área de lazer. Além da preservação ambiental, beneficiamos a comunidade, com crianças brincando, jovens e idosos desfrutando do lazer, fazendo atividades e respirando ar puro. Vamos entregar uma cidade bem melhor a cada dia”, disse o prefeito Ricardo Nunes.

Já o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Eduardo de Castro, destacou a importância de área verde para a população. “A entrega desse parque é importante para a cidade, para o meio ambiente e para a comunidade local que ganha uma área de Mata Atlântica muito rica com a presença de uma flora muito rica e uma fauna na qual já identificamos 24 espécies de aves”, disse Castro.

Parque Paraisópolis

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Em maio de 2008 foi publicada a lei de criação do Parque e seu nome complementado em janeiro de 2020, em homenagem a Lourival Clemente da Silva, o “Louro” – morador por quase 50 anos e muito popular no bairro. Ele foi um agricultor e dono de um bar (hoje mercado). Faleceu em 2014, vítima de infarto.

A área total do Parque de Paraisópolis tem 68 mil metros quadrados, equivalente a quase 10 campos de futebol. O investimento para a abertura do Parque foi de R$ 2.922.488,80, provenientes do FMSAI – Fundo Municipal de Saneamento Ambiental e Infraestrutura. A inauguração do espaço faz parte das ações de melhoria em Paraisópolis tomada em conjunto entre a Prefeitura e o Governo do Estado de São Paulo em 2019.

O espaço conta com nascentes, curso d´água e vegetação de grande porte, além de um pergolado, deck, estares, edifício administrativo, área de exercício e parquinhos.

Dentre as espécies nativas, encontram-se ali cabuçu, capinxigui, figueira-branca, pau-jacaré, pixirica, sapopemba, suinã, tapiá-guaçu e tucum. Já entre as exóticas destacam-se a árvore-do-papel-de-arroz, o cinamomo, além de eucaliptos. Uma das espécies registradas é o pinheiro-do-paraná, que está em perigo de extinção no Brasil. Como compensação ambiental, foram plantadas 202 mudas nativas.


Bairro

Originado cem anos atrás em um loteamento destinado à construção de residências na antiga Fazenda do Morumbi, Paraisópolis começou a ser ocupado a partir de 1950 em terrenos de caráter semi-rural, por famílias de baixa renda, em sua maioria migrantes nordestinos atraídos pelo emprego na construção civil. Em 1970 já residiam irregularmente cerca de 20 mil pessoas, hoje são 100 mil.

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