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Governo quer obrigar Apple e Samsung a vender celular com carregador

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Governo quer obrigar Apple e Samsung a vender celular com carregador
Bruno Gall De Blasi

Governo quer obrigar Apple e Samsung a vender celular com carregador

A Apple e Samsung removeram o carregador da caixa de seus celulares. Mas a Secretaria Nacional do Consumidor ( Senacon ) quer um acordo para que as duas empresas voltem a vender o iPhone e o Galaxy com o acessório no Brasil. A multa, caso as partes envolvidas não cheguem em um consenso, pode ser de até R$ 10 milhões.

A ação da secretaria do Ministério da Justiça retoma um cabo de guerra entre as fabricantes e as entidades de defesa do consumidor. Agora, a Senacon propôs um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com a finalidade de fazer com que as fabricantes vendam seus celulares com o adaptador de tomada no pacote.

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Segundo o Estadão , o órgão não aceitou as explicações das empresas. Ao anunciar a remoção, tanto Apple quanto Samsung utilizaram a preocupação do meio ambiente como justificativa para retirar o acessório da caixa dos celulares. Cabe lembrar que as empresas foram notificadas pela Senacon em novembro do ano passado. A multa pode chegar a R$ 10 milhões, caso as fabricantes não aceitem a proposta.

Apple e Samsung vendem celular sem carregador na caixa

O acordo tem como alvo as decisões das fabricantes de não vender mais seus celulares com o carregador. Depois do Apple Watch , a Apple anunciou que não forneceria mais o adaptador de tomada durante o lançamento do iPhone 12 . A alteração também afetou os modelos anteriores que ainda estão à venda, como o iPhone XR, 11 e SE.

A mudança, segundo a fabricante, chega para reduzir a emissão de lixo eletrônico . Em outubro, a vice-presidente de marketing de produto do iPhone, Kaiann Drance, chegou a dizer que vender o iPhone 12 sem adaptador é “o certo a se fazer”, pois seus clientes já têm o acessório em casa. Ao Tecnoblog, a Apple afirmou que a garantia de iPhones não será afetada por carregadores aprovados pela Anatel.

Mas o Procon-SP não ficou satisfeito. Em março, a Apple foi multada em R$ 10 milhões pela entidade . Além da ausência do adaptador de tomada, o órgão de defesa do consumidor também acusou a fabricante de praticar publicidade enganosa, devido à resistência à água do iPhone 11 Pro , e impor cláusulas abusivas aos seus clientes.

A Samsung veio na sequência, quando fez o lançamento global do Samsung Galaxy S21 , em janeiro de 2021. Assim como a Apple , a marca sul-coreana também tomou a decisão para evitar o desperdício de recursos do meio ambiente. Mas, durante a estreia do sucessor do Galaxy S20 no Brasil, a companhia ofereceu o acessório de graça na pré-venda , depois de fechar um acordo com o Procon-SP.

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Pandemia mudou modo como pessoas dão ‘match’ no Tinder? Entenda

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BBC News Brasil

Pandemia mudou modo como pessoas dão 'match', diz chefe do Tinder
Hazel Shearing – BBC News

Pandemia mudou modo como pessoas dão ‘match’, diz chefe do Tinder

Deslizar para esquerda ou para a direita, o gesto típico de quem usa o aplicativo Tinder , parece não ser mais suficiente para os solteiros vivendo no contexto de isolamento durante a pandemia de coronavírus .

O “match”, a confirmação de que os dois lados se interessaram reciprocamente, era antes apenas um pontapé para o encontro presencial — mas isso mudou com o novo cenário de intensas interações virtuais, disse à BBC o diretor do aplicativo, Jim Lanzone.

Agora, o Tinder está passando por uma reformulação para que os perfis sejam apresentados de forma mais “holística”, para que os usuários possam se conhecer bastante online.

As mudanças refletem uma nova postura, explica Lanzone, 50 anos, na única entrevista concedida no Reino Unido antes da reformulação do aplicativo.

“Como sabemos, nos últimos 15 a 18 meses, as pessoas realmente se abriram para se conhecer virtualmente antes de definirem relacionamentos offline; ou se abriram até para ter relacionamentos virtuais”, afirmou o diretor do Tinder.

“A maior tendência aqui é que as pessoas no Tinder, saindo da pandemia de covid… elas só querem desacelerar as coisas e se conhecer muito mais antes de decidirem ‘dar o match’ e de encontrar alguém offline.”

Chat antes do ‘match’

Os dados do aplicativo indicam que o número médio de mensagens enviadas por dia aumentou 19% em comparação com o período anterior à pandemia, e as conversas são 32% mais longas.

Metade dos usuários da Geração Z, como são normalmente classificados aqueles nascidos entre 1997 e 2015, teve encontros por conversa de vídeo e um terço fez mais atividades virtuais em conjunto, diz a empresa.

A reformulação manterá a opção de uma pessoa deslizar para a direita se tiver interesse em outra, e para a esquerda se não. No entanto, as pessoas terão “mais ferramentas para mostrar uma versão mais multidimensional de si mesmas”, de acordo com Lanzone, que mora em San Francisco, Estados Unidos, e se tornou CEO do Tinder durante a pandemia no ano passado.

Os novos recursos incluem a opção de adicionar vídeos aos perfis e buscas mais precisas — por exemplo, alguém pode dizer ao aplicativo que quer encontrar pessoas que tenham animais de estimação ou que gostem de aventuras.

Pela primeira vez, os usuários poderão bater um papo com alguém antes de dar “match”, usando um recurso que lhes pede para dar sua opinião sobre um tópico.

Outros aplicativos de namoro — como o Hinge, que pertence à mesma empresa do Tinder, e o Bumble — já pedem aos usuários que respondam a perguntas e também postem fotos.

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Mas Lanzone explica que esses aplicativos são destinados àqueles que procuram um relacionamento sério — um “estágio diferente” das pessoas na casa dos 20 anos que estão “abertas a uma gama mais ampla de possibilidades”.

A decisão do Tinder de se concentrar mais em vídeos vem em um momento em que a popularidade do TikTok continua a crescer. ByteDance, a empresa chinesa por trás do aplicativo de vídeo de grande sucesso, viu seus lucros dobrarem no ano passado.

Jim Lanzone gesticula em palestra

Getty Images
Jim Lanzone assumiu o Tinder no ano passado, em meio à pandemia

Lanzone disse que os jovens da Geração Z, hoje cerca de metade dos usuários do Tinder, “vivem de vídeos, e por isso espera que estes usuários do Tinder atualizem constantemente seu perfil — em vez de ficar um tempo com o mesmo conjunto de vídeos e fotos.

Os dados do Tinder sugerem que usuários mais jovens valorizam em um parceiro a autenticidade e a abertura. Há também mais menções à saúde mental e a palavras como “ansiedade e” normalizar ” nos perfis.

Lanzone garante que o Tinder não se tornará uma mídia social, ao contrário do rival Bumble.

Menos drinks, mais trilhas

No entanto, o diretor afirma que a pandemia tirou as pessoas da trajetória linear do namoro que, em princípio, envolvia buscar candidatos no Tinder, dar “match”, combinar um encontro, ter um relacionamento e se casar.

“No verão passado (no hemisfério norte), quando houve uma flexibilização antes da próxima onda (de Covid-19) chegar, a tendência mudou muito rapidamente. Foram menos encontros para tomar um drink, e mais para fazer uma trilha juntos.”

Há “muito mais” em conhecer alguém “do que apenas dar ‘match’ e bater um papo rápido antes de se encontrar offline”, acrescentou ele.

“Acho que é hora de darmos às pessoas mais ferramentas para mostrar uma versão mais multidimensional de si mesmas.”

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