POLÍTICA NACIONAL

Governo Bolsonaro completa mil dias vivendo três crises por mês

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 Jair Bolsonaro
Agência Brasil

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Neste domingo (26.09), o governo do presidente Jair Bolsonaro completa mil dias. Até o momento, sua gestão enfrentou 100 crises, uma média de três por mês, de acordo com um levantamento feito pelo jornal O Globo.

O jornal relata um movimento frequente de Bolsonaro: consultar seus ministros sobre como lidar com tais crises. No dia 8 de setembro, após atos antidemocráticos marcarem presença nas ruas apoiando o presidente, o chefe de Estado se reuniu com seus ministros para que eles “votassem” se o discurso radical de de Bolsonaro deveria continuar ou se ele deveria recuar e serenar os ânimos exaltados.

O presidente iria manter o discurso inflamado, mas foi convencido pelo ex-presidente Michel Temer a escrever uma carta acalmando sua relação com o Supremo Tribunal Federal (STF) e, em especial, com o ministro Alexandre de Moraes.

Durante os mil dias de governo Bolsonaro, 19 ministros deixaram suas pastas. Só no Ministério da Saúde, três trocas ministeriais foram feitas durante a pandemia de Covid-19.

“A experiência do governo Bolsonaro é inédita na História do Brasil. Estamos usando para avaliar este governo a medida e os parâmetros que usamos para avaliar o gestor público. Só que esses parâmetros não são adequados, porque o governo Bolsonaro não se propõe nem a gerir a coisa pública nem a criar um projeto de futuro para o país”, diz a historiadora Heloísa Starling, professora da UFMG, ao Globo.

Bolsonaro não apenas viveu crises, mas as criou

Boa parte das crises vivenciadas durante os mil dias de governo Bolsonaro foram induzidas por ele. O presidente chegou a participar de atos que pediam o fechamento do Congresso e do STF e contavam com a presença de manifestantes pedindo a intervenção militar. Para demonstrar apoio à Forças Armadas, Bolsonaro demitiu Fernando Azevedo do Ministério da Defesa, e trocou os comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica – este foi um movimento inédito no período democrático brasileiro.

O restante das crises foram criadas por pessoas do entorno do presidente, com frequentes declarações polêmicas de ministros escolhidos por ele. Internacionalmente, Bolsonaro também coleciona atritos com líderes mundiais.

O governo Bolsonaro também foi marcado pela crise econômica, com a inflação acelerando e a fila de desempregados crescendo. Para o futuro, o restante da gestão do presidente ainda deve trazer muitas crises pela frente.

“Ele vai radicalizar muito ainda, porque não consegue ir para o segundo turno sem radicalizar, a não ser que a economia melhore muito. Não vejo Bolsonaro atenuar para absolutamente nada, porque ele precisa manter viva essa chama do radicalismo em 25% da população”, analisa o cientista político Humberto Dantas, gestor de Educação do Centro de Liderança Pública, em entrevista ao Globo.

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POLÍTICA NACIONAL

Potássio: Geller reúne embaixadas do Irã e da Rússia para discutir custo da produção

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A alta de preços das commodities agrícolas e insumos, a variação cambial e o impacto da pandemia de Covid-19 têm influenciado os custos de toda a cadeia produtiva da indústria alimentícia. 

O deputado federal Neri Geller (PP/MT), que já foi ministro de Agricultura, cumpriu agenda nesta quarta-feira (20.10) com o embaixador da Rússia, Alexey Labetskiy, para discutir a alta nas importações de fertilizantes.

De acordo com Geller, o potássio subiu de U$S 340 para U$S 920, além da alta do próprio dólar. “Já estive com a embaixada do Irã, discutindo sobre nitrogenado (ureia), e agora, na pauta com a Rússia, vamos tratar do potássio já que o Brasil depende da importação desse produto. Mais de 90% do nutriente é importado”, disse o parlamentar.

Geller antecipou que uma agenda com o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, a Aprosoja e Ampa será marcada para os próximos dias. “Precisamos estreitar relações comerciais com esses países que exportam insumos e criar condições para que nossos produtores possam negociar melhor na importação de fertilizantes”, expôs.

Neri explica que a redução para os insumos do setor contribuiria para diminuir o impacto sobre os custos de produção de alimentos, aliviando, consequentemente, o impacto nos preços pagos pela população brasileira, uma vez que o câmbio e demanda são duas variáveis que o Governo não pode controlar.

 

 

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