POLÍTICA NACIONAL

Google: RJ é o local que mais pesquisa o termo ‘terceira via’

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Ciro Gomes e Simone Tebet
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Ciro Gomes e Simone Tebet

Nos últimos 30 dias, o termo “terceira via” foi mais buscado no Rio de Janeiro que no resto do país. Na plataforma de pesquisas do google, o estado aparece com interesse 100, enquanto Pernambuco, segundo colocado, apresenta apenas 23: um interesse 77% menor. Paraíba, Ceará e Bahia integram o top cinco de interessados, respectivamente. São Paulo é o nono colocado.

Nos assuntos relacionados, PSDB e “Partido Social Democracia Brasileira” aparecem em primeiro e segundo lugar. Nesta segunda-feira, o candidato do partido, o ex-governador de São Paulo João Doria, deixou a disputa presidencial. A senadora Simone Tebet (MDB) e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), ambos pré-candidatos à Presidência, integram as pesquisas dos internautas nesta ordem de preferência. Tebet apresenta aumento repentino nas buscas de mais de 700%, enquanto Ciro sofreu alta de 300%.

Dentro do estado do Rio, Campos dos Goytacazes é o município que mais procura por terceira via (100) na ferramenta. São João da Barra e São Francisco de Itabapoana, municípios do norte fluminense estão em segundo e terceiro lugar. A capital fluminense ocupa a quarta posição e com interesse baixo, apenas um.

Para a disputa presidencial que ocorre nas eleições de outubro, os partidos se organizam em busca da terceira via. Até o momento, oito pré-candidatos já desistiram de se candidatar como alternativa à polarização entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Jair Bolsonaro (PL). Além de João Doria, o ex-juiz Sérgio Moro (União), o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD), o fundador do Novo João Amôedo, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (União) e o apresentador Luciano Huck também desistiram de representar a terceira via nas urnas.

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POLÍTICA NACIONAL

Pacheco diz que decidirá sobre CPI do MEC no início da próxima semana

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Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado Federal


O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quarta-feira que deve decidir sobre a  CPI do MEC no início da próxima semana. Pressionado pela oposição e por governistas, o senador afirmou que discutirá com os líderes do Senado sobre a abertura dessa comissão parlamentar de inquérito e de outras três que aguardam na fila. 

Segundo Pacheco, ele levará a questão ao colégio de líderes no início da semana que vem após a análise técnica dos pedidos, que será feita ao longo desta semana.

O líder da oposição, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), protocolou um pedido de CPI para investigar as suspeitas de corrupção na gestão de Milton Ribeiro no Ministério da Educação. 

Para barrar a criação do colegiado, os governistas ameaçaram ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso Pacheco não dê preferência a outras três comissões que já foram protocoladas à presidência do Senado.

Hoje, há três aguardando na fila: uma do líder do governo, Carlos Portinho (PL-RJ) sobre obras paradas do MEC em gestões passadas; uma de Eduardo Girão (Podemos-CE), sobre a atuação do narcotráfico no Norte e Nordeste do país, e de Plínio Valério, sobre a atuação de ONGs na Amazônia.

“O que cabe à presidência nesse instante é, sem preterir nenhuma iniciativa nem priorizar nenhuma iniciativa, tratar todas as iniciativas de senadores de forma igualitária e isonômica”, disse Pacheco, que também completou. “Tudo isso vai ser avaliado pela presidência, vamos ouvir a advocacia do Senado, a consultoria do Senado e tomar a melhor decisão que eu acredito que deva ser no início da próxima semana.”


Uma das possibilidades de Pacheco, conforme apurou O GLOBO, é instalar as quatro comissões. Assim evitaria de alguma das partes acionar o STF.

Outra possibilidade, mencionada por Pacheco hoje, é juntar a CPI do MEC com a comissão apresentada por Portinho, que quer investigar obras paradas do ministério. Segundo o presidente do Senado, há uma relação temática entre os dois pedidos.

Pacheco também afirmou que, após avaliar todos os cenários possíveis, vai levar a questão ao colégio de líderes para decidir se abertura das comissões é oportuna politicamente, devido à eleição. O senador já havia declarado que a proximidade com o período eleitoral poderia prejudicar os trabalhos de uma CPI.

“É inegável dizer que nos meses de agosto e setembro serão meses muito dedicados à questão eleitoral, então temos que avaliar o envolvimento dos partidos políticos, dos senadores, num propósito desses de investigação em diversas CPIs”, disse.

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Fonte: IG Política

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