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GLF Amazônia: conferência internacional discute o manejo florestal sustentável

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Os caminhos para o manejo florestal sustentável serão debatidos em uma das sessões técnicas do Global Landscapes  Forum – Amazônia, conferência digital que ocorrerá entre os dias 21 e 23 de setembro.  O evento internacional, que reúne mais de 200 palestrantes em mais 40 sessões técnicas e plenárias, oficinas e atividades culturais, chama a sociedade para refletir sobre o papel da Amazônia e propor soluções para o enfretamento da crise climática global. E o manejo florestal na região está no centro desse debate.

Especialistas, representantes de empresas e lideranças comunitárias e indígenas vão dialogar sobre os principais caminhos para alavancar o manejo florestal sustentável na Amazônia na sessão que acontecerá no dia 21 de setembro, terça-feira, de 13h30 às 15h (horário de Brasília), coordenada pelo Diálogo Florestal e Embrapa Amazônia Oriental. As inscrições seguem abertas e gratuitas.

O pesquisador Milton Kanashiro, da Embrapa Amazônia Oriental, ressalta que o fio condutor do debate é o Fórum Florestal para a Amazônia Legal, iniciativa que reúne 75 organizações brasileiras, e a Agenda Positiva para o Manejo Florestal Sustentável. “Os participantes vão conduzir um debate sobre os principais elementos para o presente e futuro do manejo florestal sustentável na região com as experiências e vozes das comunidades, empresas e instituições”, complementa Kanashiro.

Espaço de participação social

O Fórum Florestal tem como missão promover a governança e construção coletiva de soluções inclusivas para o desenvolvimento sustentável e o bem-viver na região. Ele resulta de ações no âmbito do Diálogo Florestal, iniciativa que conta com mais de 170 integrantes em seis Fóruns regionais. “Nosso objetivo é criar espaços com ampla participação social que busquem soluções para os problemas locais e globais, em especial os relacionados à produção florestal e à ampliação da escala dos esforços de conservação e restauração do meio ambiente”, explica Fernanda Rodrigues, secretária executiva do Diálogo Florestal.

Soluções coletivas

Processos de governança florestal, manejo florestal comunitário, diversificação de produtos florestais não-madeireiros, metodologias de manejo florestal, concessões florestais e manejo em áreas privadas estão entre os temas que serão debatidos pelos sete participantes da sessão. “É urgente a necessidade de promovermos a legalidade da produção florestal em todas as modalidades, como áreas privadas, concessões e em comunidades, buscando o fortalecimento das instituições governamentais e o apoio da sociedade”, destaca Milton Kanashiro.   

Outro ponto destacado na sessão é a participação ampla das partes interessadas na construção de caminhos para o manejo florestal e a agregação de valor aos produtos florestais como ponto central para a conservação na Amazônia. “Vemos a co-criação de soluções para ampliar e diversificar a oferta sustentável de produtos madeireiros e não-madeireiros em comunidades como uma importante alternativa de conservação da floresta”, completa Fernanda Rodrigues.

A sessão temática tem a participação de Margarida Silva, líder da comunidade do Arimun, da Reserva Extrativista Verde para Sempre, em Porto de Moz (PA) e integrante da Rede Mulher Florestal; Alisson Castilho, técnico do Instituto Internacional de Educação do Brasil e secretário executivo do Observatório do Manejo Florestal Comunitário e Familiar; Lucas Mazzei, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental; Daniel Bentes, Associação das Concessionárias Florestais – Confloresta; Walelasoetxeige Paiter Bandeira Suruí, Movimento da Juventude Indígena de Rondônia; Milton Kanashiro, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental; e Fernanda Rodrigues, secretária executiva do Diálogo Florestal e do Fórum Florestal da Amazônia.   

Passado e presente dos povos tradicionais

Ainda na terça-feira, 21, a Embrapa traz para o debate no GLF Amazônia o passado e o presente das formas de uso da terra dos povos tradicionais da Pan-amazônia. A sessão plenária “Agroecologia, Arqueologia e Antropologia: integrando passado e presente para viabilizar usos da terra sustentáveis na Amazônia do futuro” acontecerá de 18h45 às 19h45 (horário de Brasília). Sob a coordenação da Embrapa Amazônia Oriental e Centro Internacional de Pesquisa Agroflorestal (Icraf), a plenária vai reunir especialistas dos países da Pan-Amazônia para dialogar sobre como os camponeses e povos tradicionais conciliam em suas práticas seculares o equilíbrio entre produção, manejo da natureza e conservação do ecossistema amazônico.

 
 
Fonte: Embrapa

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Nascimento de bezerros exige cuidados do produtor

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Veterinário recomenda algumas medidas para melhorar o bem-estar dos recém-nascidos  

O período de nascimento de bezerros requer muita atenção e cuidado nas propriedades leiteiras.

Assim que o animal nasce, ele precisa receber o colostro, primeiro leite secretado pela mãe pós-parto. O colostro é considerado “a primeira vacina” do filhote, já que a placenta não passa a imunidade ao recém-nascido.

De acordo com o veterinário Eduardo de Oliveira, da Embrapa Pecuária Sudeste (São Carlos – SP), curar o umbigo é um manejo básico e muito importante, principalmente na época chuvosa. O local pode ser uma porta de entrada para infecções e a chuva deixa o cordão umbilical úmido, favorecendo a proliferação de microrganismos. O veterinário recomenda que a cura do umbigo seja feita duas vezes ao dia, durante três dias, com solução de iodo (10%), garantindo assim a cauterização química completa para não haver risco de infecção.

Outra ocorrência muito comum nesta época de chuvas é a pneumonia nos bezerros. Segundo Oliveira, o produtor deve ficar atento a sinais, como: falta de apetite, cansaço e febre.

Diarreia também é bastante frequente nos recém-nascidos. Algumas medidas contribuem para redução dessa enfermidade, como limpeza do comedouro e do bebedouro, higienização dos utensílios usados para fornecimento de leite e do local onde os animais ficam. Assim, evita-se a transmissão e proliferação de microrganismos.

A separação dos bezerros pode ser uma alternativa para impedir a contaminação cruzada.

Manter o calendário de vacinação em dia e fazer a vermifugação adequada são essenciais à sanidade e ao bem-estar de todo o rebanho.

Fonte: Embrapa

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