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Gamestop recua após plano de vender 3,5 milhões de ações

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Gamestop recua após plano de vender 3,5 milhões de ações
Redação 1Bilhão Educação Financeira

Gamestop recua após plano de vender 3,5 milhões de ações

Gamestop recua após plano de vender 3,5 milhões de ações

As ações da GameStop recuavam nas negociações pré-mercado nesta segunda-feira, depois que a varejista de videogames disse que pode vender até 3,5 milhões de ações, enquanto tenta tirar proveito do aumento das cotações após um frenesi conduzido pelo Reddit .

Segundo a Reuters, a venda de ações renderia à empresa mais de 670 milhões de dólares ao preço de fechamento de quinta-feira de 191,45 dólares. Os papéis subiram mais de 900% neste ano e chegaram a bater 482,95 dólares, com os operadores de varejo apostando contra hedge funds de Wall Street que haviam vendido as ações.

A GameStop disse que usaria os recursos da oferta de ações para acelerar a mudança em seu modelo de negócios para o e-commerce, um plano que está sendo liderado pelo principal acionista e membro do conselho, Ryan Cohen.

A empresa disse que protocolou o prospecto de oferta de ações no mercado junto à Securities and Exchange Commission (SEC, regulador do mercado de capitais dos EUA).

As ações caíam 13%, para 166 dólares no pré-mercado.

Separadamente, a GameStop disse que as vendas globais para o período de nove semanas encerrado em 4 de abril aumentaram cerca de 11%.

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Keith Gill, o investidor que ficou conhecido pela corrida frenética às ações da GameStop, no início deste ano, mostrou um print na rede social Reddit , onde assina com o nickname “DeepFuckingValue”, em que consta uma posição de quase 40 milhões de dólares em ações, opções e dinheiro.

Segundo esta publicação no grupo Wall Street Bets, onde quase 10 milhões de utilizadores organizam os seus investimentos em bolsa, Gill tem uma posição global de 39,8 milhões de dólares entre ações, opções e dinheiro que entretanto levantou (11,9 milhões).

O investidor, que faz vídeos para o Youtube a explicar os seus investimentos e a dar conselhos a outros que o queiram seguir, era um agente de corretagem autorizado pela FINRA (Financial Industry Regulatory Authority), o regulador das corretoras nos Estados Unidos, na corretora MML Investors Services LLC, uma empresa da MassMutual, uma seguradora norte-americana. Mas deixou de o ser em janeiro deste ano.

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‘A crise energética poderá ter impacto eleitoral em 2022’, diz ex-diretor da ANP

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Crusoé

'A crise energética poderá ter impacto eleitoral em 2022', diz ex-diretor da ANP
O Antagonista

‘A crise energética poderá ter impacto eleitoral em 2022’, diz ex-diretor da ANP

O economista carioca Adriano Pires , de 64 anos, trabalha há mais de quatro décadas com o setor de energia . Em 2001, quando o governo Fernando Henrique Cardoso foi obrigado a adotar medidas de racionamento, Pires era o diretor da Agência Nacional de Petróleo , a ANP. Desde então, ele acompanha com atenção as oscilações na oferta e na demanda de eletricidade no país. Pelos seus cálculos, o Brasil poderá ter cortes de energia , os temidos apagões, em breve, o que pode afetar a eleição presidencial de 2022. Pires conversou com Crusoé pelo telefone.

Apesar de o Brasil não ter controlado totalmente a pandemia, há uma expectativa de recuperação econômica para este ano. Haverá energia para isso? Essa é uma grande interrogação. Nos países do Hemisfério Norte, principalmente nos Estados Unidos, a economia deve ganhar um forte impulso com o avanço da imunização. No Brasil, teremos a maior parte da população vacinada entre setembro ou outubro. Então, há uma expectativa de retomada. Os bancos estimam um crescimento de cerca de 5% este ano. Mas acho que eles não estão considerando de maneira correta uma possível crise de energia. Até porque ela já está presente de alguma forma. Tanto é que as tarifas de luz têm subido uma barbaridade. A grande vilã da inflação este ano deve ser a conta de energia elétrica. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) está dizendo que o nível de água dos reservatórios está em 30%. Em agosto, pode ficar abaixo de 20%. Em novembro, pode chegar a 10%. Se isso acontecer, será algo inédito no setor elétrico brasileiro. Nunca o ONS operou com o nível menor que 15%. É uma situação delicada. Lembre-se que o racionamento de 2001 e 2002 fez com que o PIB nacional caísse dois pontos percentuais.

O Brasil terá racionamento de novo, como aconteceu no governo Fernando Henrique Cardoso? Não dá para cravar isso. O sistema antes era diferente. Naquela época, não havia usinas térmicas ou eólicas, a vento. Também não havia um sistema de transmissão tão robusto como o que existe hoje. De qualquer maneira, mesmo que não tenhamos um racionamento naqueles moldes, existe um risco de apagão. Isso acontece quando é preciso cortar a carga, porque não é possível atender aos picos de demanda de eletricidade. Os apagões, sim, têm chances reais de acontecer. Daqui em diante, nós teremos três meses decisivos, com grandes emoções: agosto, setembro e outubro. Nesse período, o reservatório vai continuar secando. Mesmo se chover bastante, como o nível do reservatório vai estar baixo, o problema deve continuar.


O Brasil tem eleições presidenciais marcadas para o ano que vem… Acredito que a crise energética poderá ter um impacto eleitoral em 2022. A última vez que faltou energia elétrica no Brasil foi no Amapá, no ano passado. Josiel Alcolumbre, irmão do então presidente do Senado, Davi Alcolumbre, do DEM, perdeu a eleição para a prefeitura de Macapá. As pesquisas diziam que ele ganharia no primeiro turno, mas depois do apagão suas chances diminuíram. Na crise de 2001 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, o racionamento foi um dos fatores que ajudou Lula, que era opositor, a vencer a eleição.

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Bolsonaro tem sido muito diferente de Dilma Rousseff ao lidar com a questão energética? A grande diferença entre Dilma e Bolsonaro é que ela fez populismo tarifário. Com a medida provisória 579, ela baixou o preço da energia elétrica na marra, em 20%. Para cumprir a promessa, em 2013, Dilma passou a esvaziar demais os reservatórios de água, que ela dizia ser a energia mais barata. Nós estamos pagando a conta disso até hoje, porque o regime de chuvas tem sido muito ruim desde então. Bolsonaro, por enquanto, não está sendo populista. Ele tem tentado equilibrar a oferta e a demanda, com tarifas muito altas. Até quando vai ser assim, eu não sei. É importante ter em mente que, em 2014, Dilma quase quebrou a Eletrobras e a Petrobras para ter luz e gasolina baratas. Foi com isso que ela se reelegeu.

A culpa da crise de energia é do aquecimento global? O problema é a falta de planejamento estatal. Estamos há vinte anos vivendo de sobressaltos e pesadelos no setor de energia elétrica, porque nossa matriz energética continua muito refém do clima. E, com o aquecimento global, a meteorologia ficou mais imprevisível. A protagonista de todas as crises que tivemos no setor energético é a água, ou melhor, a falta dela. No passado, quem dava confiabilidade à operação de energia eram as usinas com grandes reservatórios. Bastava ampliar a geração nas hidrelétricas que o problema estava resolvido. No governo de Lula, a então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, proibiu a construção de usinas assim. Ela só permitiu aquelas que são de fio d’água, que não exigem uma grande represa. Mas essas usinas, como a de Jirau, Santo Antonio e Belo Monte, só geram energia quando chove, o que pode ser seis meses por ano. As usinas eólicas só funcionam quando venta. As solares, quando faz sol. Só não tivemos um apagão e racionamento no governo de Dilma Rousseff porque, nos últimos dez anos, o Brasil tem crescido pouco ao ano. E o consumo de energia está atrelado às variações do PIB.

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