cultura

Galerias virtuais democratizam o acesso à arte durante a pandemia

Publicados

em

 

 

source
Galerias virtuais democratizam acesso à arte
Reprodução/Up Time Art Gallery

Galerias virtuais democratizam acesso à arte

As paredes brancas, o carpete de madeira e os quadros estrategicamente posicionados permitem um passeio pela galeria de arte. A ausência do vai e vem de outras pessoas faz com que subir escadas, andar por corredores e apreciar lentamente as pinturas seja tranquilo. Os passos, porém, não são dados pelas pernas do público, mas pelas setas do teclado: tratam-se de galerias virtuais .

A novidade tem ganhado bastante força durante a pandemia de Covid-19 , e acabou democratizando o acesso à arte ao torná-la disponível a um clique. A tecnologia das exposições em 3D , que já estava disponível em aplicativos consagrados, como é o caso do Google Arts & Culture , chegou também às pequenas galerias.

Uma delas é a UP Time Art Gallery, idealizada pela crítica de arte Marisa Melo. Ela conta que esse movimento de levar a arte para a internet já vinha acontecendo, mas foi acelerado pelo contexto externo.

Marisa Melo, idealizadora da Up Time Art Gallery
Divulgação

Marisa Melo, idealizadora da Up Time Art Gallery

“Antes da pandemia, nós tínhamos um número muito pequeno de acesso a galerias virtuais. Mas a tendência era que, com toda essa tecnologia, com toda essa globalização, a coisa acontecesse. A pandemia acelerou esse processo”, conta Marisa.

Democratizando a arte

A idealizadora da galeria diz que investidores e artistas receberam muito bem a novidade, mas não apenas eles. O público também tem gostado de visitar as exposições , que são disponibilizadas gratuitamente em 3D no site da galeria. A média de visitantes em uma exposição virtual de 30 dias chega a 42 mil pessoas.

Você viu?

Além da questão da gratuidade, Marisa acredita que a experiência virtual é capaz de alcançar um público maior também devido ao contexto elitista que envolve as galerias físicas.

“[A tecnologia] ajuda muito porque torna a arte acessível. Existe um público que não consegue entrar em uma galeria física, porque subentende-se que a arte é para um público mais caro. Então, se a pessoa não tem poder aquisitivo para comprar, ela também não vai conhecer a arte. Virtualmente, isso não acontece. A arte entra na casa de todo mundo”, opina.

Além da questão do público, Marisa diz que os próprios artistas emergentes têm mais oportunidades nas galerias virtuais . Nesse caso, ela compara as redes sociais às vitrines da cada um.

“A galeria física tem um conceito elitista. Ela tem uma abrangência muito pequena em relação à visitação, não é democrática. Eu falo que ela é elitista no sentido de ter ali artistas que já são consagrados, então não abrem para um artista emergente. A galeria virtual é democrática, todos têm acesso”, diz.

Como conhecer

Para os amantes de arte e para quem quer se aventurar nesse mundo, opções não faltam por toda a internet . No site da própria UP Time Art Gallery , é possível encontrar exposições em 3D , mas esse não é o único caminho.

site Brasil 3D  também tem a experiência virtual de galerias famosas . Por lá, é possível visitar digital e gratuitamente galerias físicas, como se o visitante estivesse no local.

Outra opção é o próprio aplicativo Google Arts & Culture , que também tem uma versão para computador . Nele, o público consegue visitar exposições em mudeus de todo o mundo, do MASP ao MoMA.

Comentários Facebook
Propaganda

cultura

Coletivo literário Maria Taquara realiza oficinas online gratuitas

Publicados

em

O coletivo literário de autoras mato-grossenses Maria Taquara realiza, de abril a junho, uma série de oficinas online de escrita criativa nas mais variadas linguagens: poesia, poesia visual, slam, prosa, crônica, conto, narrativas curtas, entre outras. As inscrições estão abertas e são gratuitas. Os interessados, com ou sem experiência na criação de textos literários, podem se inscrever pelo WhatsApp (65) 98139-0607.

As oficinas fazem parte do projeto “Oficina de criação coletiva literária Maria Taquara – O despertar da palavra”, contemplado no Edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-grossense, realizado pelo Governo do Estado de Mato Grosso por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).

A ação conta com grandes nomes da literatura regional, autoras premiadas e com obras consagradas como Divanize Carbonieri, finalista do Prêmio Jabuti, e destaques da nova geração, como a multiartista Pacha Ana. O projeto conta ainda com Marithê Azevedo, Lígia da Silva Viana, Estela Ceregatti, Jade Rainho, Juçara Naccioli, Paty Wolff, Lívia Bertges, Anna Maria Moura, e Neide Silva. A coordenação é de Mari Gemma De La Cruz e Marli Walker.

O Coletivo Literário Maria Taquara – Mulherio das Letras MT, criado em novembro de 2018, tem como objetivo fomentar a participação da mulher na literatura e na arte, e defender a necessidade de políticas públicas para o fomento da leitura, da literatura e das bibliotecas nos diversos níveis governamentais. Atualmente é composto por 26 autoras.

O Edital Estevão de Mendonça de Literatura Mato-grossense contemplou 30 projetos, sendo 17 obras de literatura, nas categorias poesia, prosa, juvenil, infantil e revelação, e mais 13 projetos de fomento à leitura nas categorias de contador de história, mediador de leitura, formação de mediadores e oficina literária.

Oficinas

17.04 (sábado), 9h às 16h – O movimento do Slam e a poesia contemporânea no Brasil, por Pacha Ana e Lígia Viana

17.04 (sábado), 14h às 16h – Princípios da narrativa curta, por Divanize Carbonieri

21 e 28.04 (quarta-feira), 19h às 21h – Poesia & Canção: a composição da palavra na música, por Estela Ceregatti e Jade Rainho

01 e 08.05 (sábado), 09h às 11h – A arte como espaço e dispositivo da expressão da linguagem e pensamento do sujeito, por Neide Silva

01 e 08.05 (sábado), 14h às 16h – Narrativas de si para multiplataformas, por Marithê Azevedo

15 e 22.05 (sábado), 09h às 11h – Poesia: palavra mágica, por Jade Rainho

15 e 22.05 (sábado), 14h às 16h – Poéticas do cotidiano em contos curtos, por Paty Wolff

29.05 e 05.06 (sábado), 09h às 11h – Poesia visual: imagem e texto do impresso ao digital, por Lívia Bertges

29.05 e 05.06 (sábado), 14h às 16h – Narrativas urbanas contra o medo, por Ananás

19 e 26.06 (sábado), 14h às 16h – Poesia marginal no século XXI, por Juçara Naccioli

Inscrições pelo WhatsApp (65) 98139-0607

Fonte: GOV MT

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana