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G20 promete “financiamento total” de compra de vacinas da OMS

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Líderes de nações do G20 se comprometerão, pela primeira vez, a financiar totalmente um esquema da Organização Mundial da Saúde (OMS) para distribuir vacinas e remédios contra a covid-19 a nações mais pobres, mostra esboço das conclusões de uma cúpula do bloco. A medida desbloquearia quase US$ 20 bilhões. 

O documento, sujeito a alterações antes de uma cúpula de saúde global a ser realizada em Roma no dia 21 de maio, diz que os líderes das 20 maiores economias do mundo estão comprometidos com ações urgentes para aumentar a capacidade produtiva de tecnologias anticovid-19 neste ano, mas omite uma menção a dispensas de patentes de vacinas.

De acordo com o esboço, pela primeira vez os líderes expressarão um compromisso explícito de “financiar justa e totalmente a estratégia de Acesso ao Acelerador de Ferramentas contra a Covid-19 (ACT-A)”, que é o esquema da OMS para tornar vacinas e remédios contra a doença e exames disponíveis a todo o mundo.

O esquema foi lançado em abril de 2020 e ainda está profundamente subfinanciado – dos mais de US$ 34 bilhões que busca para desenvolver, adquirir e distribuir vacinas e remédios anticovid em todo o mundo, ainda carece de US$ 19 milhões.

Em comunicados anteriores, líderes do G20 disseram que tratarão das necessidades financeiras globais, mas sem assumir nenhum compromisso financeiro firme. Nessa quarta-feira (5), ministros das Relações Exteriores do G7, cujos países são todos membros do G20, reiteraram o desejo de dar apoio financeiro ao esquema, mas não chegaram a dizer que atenderão todas as suas necessidades financeiras.

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BRASIL E MUNDO

Programa será expandido para 128 unidades em todo o país

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O Projeto de Telessaúde do Brasil, um novo modelo de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) para comunidades distantes com o uso de tecnologia, está sendo testado em Cristalina (GO). O projeto busca melhorar a qualidade do atendimento em regiões remotas e reduzir o tempo de deslocamentos e custos.

Nessa quinta-feira (17), os ministros da Defesa, Braga Netto, e da Saúde, Marcelo Queiroga, estiveram na cidade para acompanhar os trabalhos. Queiroga afirmou que, até o fim deste ano, o modelo deverá ser expandido para 128 unidades de saúde em todo o país.

“Aqui, os ministérios, interligados por universidades públicas federais, desenvolveram um programa que pode ser reprodutível nas mais de 40 mil unidades básicas de saúde do Brasil”, afirmou Queiroga. “Planejamos, até o final do ano, ter 128 unidades básicas como essa espalhadas pelo Brasil e, assim, sucessivamente até interligarmos nosso país com esse tipo de ação que é prioritária.”

Por meio de equipamentos de alta tecnologia, o Telessaúde viabiliza que sejam feitos exames laboratoriais e consultas médicas em municípios distantes dos centros urbanos e socialmente vulneráveis, com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).

“Não há dúvidas que a telessaúde amplia fortemente o acesso à saúde. Temos no Brasil cerca de 9% da população vivendo em áreas remotas, e essa iniciativa, seguramente, faz com que a atenção primária e a média e a alta complexidade possam ser interligadas em função do desenvolvimento das tecnologias de informação e comunicação”, ressaltou Marcelo Queiroga.

O ministro da Defesa, Braga Netto, afirmou que a telessaúde já é uma realidade nas unidades de saúde das Forças Armadas em locais remotos como unidades de fronteira e atendem também as comunidades adjacentes como de índios e ribeirinhos.

“Trata-se de um serviço de excelência que amplia o princípio da universalização da saúde a todo cidadão brasileiro, oferecendo maior agilidade e eficiência aos atendimentos de saúde. Aqui em Cristalina, presenciamos um modelo inovador de telessaúde”, frisou.

Projeto inicial

A iniciativa no município goiano é coordenada pelo Ministério da Defesa, mas o projeto é uma estratégia intersetorial com a participação dos ministérios da Saúde; Ciência, Tecnologia e Inovações; das Comunicações; da Educação; da Cidadania; da Economia; e de Minas e Energia.

Juntas, as pastas viabilizam infraestrutura como acesso à banda larga de internet, dispositivos tecnológicos, digitais, energia elétrica em unidades que não possuem e capacitação técnica de profissionais.

Há mais de quatro meses, o projeto atende uma população sazonal de 20 mil pessoas, o que permite a atenção a boias-frias que não têm recursos para contratar profissionais de saúde.

Nas unidades, os pacientes têm acesso a exames laboratoriais e de detecção do novo coronavírus. Também são feitos exames oftalmológicos, dermatológicos e cardiológicos.

Como funciona

O programa utiliza tecnologias que viabilizam a execução dos serviços em diversas áreas de telessaúde e telediagnóstico.

Ao chegar à unidade de saúde, o paciente fornece os dados pessoais, que são inseridos na plataforma do Telessaúde. Ele então é direcionado para a sala de triagem, onde há um equipamento capaz de avaliar 17 parâmetros vitais como frequência cardíaca, pressão arterial e saturação de oxigênio.

Após a avaliação, o paciente é encaminhado para o médico. Se for necessária alguma consulta mais especializada, o projeto conta com a participação inicial de cinco especialidades: a telecardiologia, que disponibiliza um eletrocardiograma; a teledermatologia, com a utilização de um dermatoscópio; a telepediatria; a telepsiquiatria; e a teleoftalmologia, que utiliza um retinógrafo.

Fonte: Brasil.gov

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