GERAL

Funarj distribui mais de R$ 500 mil para apoio ao setor cultural

Publicados

em


O governo do estado do Rio de Janeiro, por meio da Fundação Anita Mantuano de Artes (Funarj), abriu inscrições hoje (4) para três novos editais voltados para o setor cultural, que vão distribuir aos vencedores mais de R$ 500 mil. 

Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da fundação, José Roberto Gifford, disse que, desde o ano passado, com o começo da pandemia, cresceu a preocupação do órgão com o setor cultural, que considera “muito sofrido”. Em 2020, a Funarj lançou a primeira edição do edital Ondas da Cultura que premiou trabalhos inéditos dos segmentos de artes cênicas, música e dança, apresentados no Teatro João Caetano, no Rio. Foi feito também um protocolo de segurança sanitária para os teatros, o que permitiu que os equipamentos ficassem seguros.

“Os nossos teatros foram adaptados, têm aquele filtro absoluto e estão muito seguros. Com esse protocolo, abrimos os nossos teatros com lotação de um terço do que seria o normal” disse. Acrescentou que o auxílio emergencial concedido pelo governo federal é muito importante. Salientou, no entanto, que “o trabalho é importante. As pessoas começarem a produzir e a atuar também é importante. Então, começamos a pensar nesses editais. Fizemos um edital de montagem teatral, um de curtas metragens e outro de música ao vivo para levar música ao vivo aos teatros”.

Prêmios

Agora, a Funarj está lançando três editais. O Prêmio Funarj/Roquette Pinto de Esquetes 2021 é o primeiro do gênero, depois de quase 90 anos, disse Gifford. A premiação foi elaborada em conjunto com a Rádio Roquette Pinto e objetiva que as pessoas possam atuar e dar conteúdo para rádio, além de propiciar a descoberta de novos talentos. O edital vai selecionar 20 esquetes, com duração de três a cinco minutos. Cada um receberá prêmio de R$ 2 mil. Os esquetes vencedores serão veiculados na Rádio Roquette Pinto no segundo semestre deste ano.

A segunda edição do edital Ondas da Cultura vai premiar 80 pessoas com até R$ 200 mil. O edital envolve trabalhos artísticos inéditos que serão gravados em vídeo por profissionais dos segmentos de artes cênicas, música e dança. Os selecionados serão exibidos no canal da Funarj no YouTube.

Já o Prêmio Funarj de Clipes Musicais distribuirá R$ 25 mil para cada um dos 12 projetos vencedores de videoclips. Os selecionados terão seis meses para elaborar o clip e entregar à Funarj. A exibição dos premiados acontecerá em um festival de clipes musicais no Teatro João Caetano, previsto para o início de 2022.

Trabalho

O presidente da Funarj destacou, ainda, que os editais são, na verdade, parte de um programa que pretende amenizar o sofrimento da área cultural.

“Para que as pessoas saibam, de alguma forma, que elas têm condições de trabalhar, que elas podem trabalhar e vão ter onde mostrar aquilo que fizeram e que têm condições de fazer. Essa é uma preocupação da Funarj, do governador do estado [Cláudio Castro] que é, inclusive, um homem da cultura. Essa é a mensagem: as pessoas precisam trabalhar, mesmo na pandemia”.

Os vencedores serão divulgados dentro de 45 dias, a partir de hoje, data de publicação dos editais. 

Edição: Kleber Sampaio

Fonte: EBC Geral

Comentários Facebook
Propaganda

GERAL

Apaes devem alterar estatutos para movimentar recursos   

Publicados

em


As Associações de Pais e Amigos de Pessoas com Deficiência (Apaes) que mantém estabelecimentos de educação especial devem alterar seus estatutos para poder continuar movimentando os recursos financeiros que recebem do programa federal Dinheiro Direto na Escola (PDDE)

Segundo a Federação Nacional das Apaes (Apae Brasil), a mudança estatutária é necessária para que as instituições possam usar o chamado Cartão PDDE, um cartão eletrônico que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) já vinha disponibilizando às escolas públicas desde 2017.

De acordo com a federação, em 2020, 920 das 2.212 Apaes em funcionamento no Brasil se credenciaram no PDDE. Juntas, elas receberam, do FNDE, pouco mais de R$ 5,94 milhões. Valor que, aplicado em melhorias de infraestrutura estudantil, beneficiaram mais de 85,5 mil alunos em todo o país. Em média, cada instituição recebeu R$ 6.376,24 do programa.

Os recursos do PDDE devem ser investidos em melhorias nas escolas da rede pública de educação básica e também em estabelecimentos de ensino especial mantidos por entidades sem fins lucrativos habilitados. Já o cartão de débito, segundo o FNDE, visa a um maior controle sobre a utilização dos recursos públicos, já que os pagamentos eletrônicos facilitam a identificação de fornecedores e prestadores de serviços.

Segundo o gerente institucional da Apae Brasil, Erivaldo Fernandes Neto, o FNDE depositou nas contas bancárias das instituições habilitadas este ano a primeira das duas parcelas a que elas têm direito. Porém, sem a mudança estatutária, elas não conseguirão obter o Cartão PDDE e, consequentemente, não conseguirão movimentar o dinheiro.

“Os recursos do programa serão movimentados exclusivamente por meio deste cartão de débito. O que exige que as instituições modifiquem seus estatutos, já que eles preveem que qualquer gasto exige a assinatura de duas pessoas, o presidente e o diretor financeiro da instituição. Já com o cartão, por determinação do Banco Central, tem que estar vinculado ao titular da conta, ou seja, uma única pessoa”, explicou Neto à Agência Brasil.

Para conseguir utilizar o cartão de débito, as instituições devem convocar uma assembleia apenas para aprovar a previsão legal de que, no caso do PDDE, os recursos podem ser movimentados por uma só pessoa. Porém, segundo Neto, algumas instituições enfrentaram problemas para reunir seus membros.

“Algumas delas estão tendo dificuldades para realizar assembleias virtuais. E nós as aconselhamos a não fazê-las presencialmente, devido à pandemia da covid-19. Algumas também temiam que os cartórios não reconhecessem a assembleia virtual, mas já temos um parecer jurídico demonstrando que os cartórios têm que reconhecer o resultado das assembleias virtuais”, acrescentou Neto.

Em sua página na internet, o FNDE publicou uma cartilha com orientações sobre como escolas públicas e beneficentes podem usar o Cartão PDDE e o gerenciador financeiro desenvolvido pelo Banco do Brasil.

Edição: Aline Leal

Fonte: EBC Geral

Comentários Facebook
Continue lendo

Polícia

ENTRETENIMENTO

MATO GROSSO

Política Nacional

CIDADES

Mais Lidas da Semana