POLÍTICA NACIONAL

“Fora do jogo político”: Moro diz que não será candidato à presidência em 2022

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Sergio Moro
Agência Brasil

Moro disse que especulações sobre sua candidatura são “fantasia”.

Cotado para a corrida presidencial de 2022, o ex-ministro da Justiça e ex-juiz da Lava Jato, Sergio Moro , disse que está fora do “jogo político”. O magistrado participou de uma transmissão ao vivo realizada pelo jornal O Estado de S.Paulo . Ele também criticou  Augusto Aras e disse que o presidente  Jair Bolsonaro errou na nomeação para a Procuradoria-Geral da República (PGR).

Ao ser perguntado sobre uma possível candidatura nas eleições de 2022, Moro disse que as especulações sobre sua participação no pleito são “fantasia”. Ele também afirmou que, após deixar o Ministério da Justiça, irá se dedicar ao “mundo privado”.

Entretanto, o magistrado disse que não irá deixar o debate público.”Eu não vou me abster de falar que nós devemos ser fiéis aos nossos princípios. E, entre os princípios essenciais para a nossa democracia são o combate à corrupção e o Estado de Direito. Ambos são essencialmente importantes.”, afirmou.

Moro também criticou o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, dizendo que a falta de apoio do PGR ao trabalho dos demais procuradores é “realmente preocupante”. O ex-juiz disse  ainda que Bolsonaro errou ao ignora a lista tríplice e indicar Aras para a PGR.

“O Procurador-geral e o MP tem que atuar com autonomia. Eu acho, e não é uma crítica ao procurador, houve um erro ao presidente não escolher da lista tríplice. É um processo que dava mais segurança. Eventualmente, algumas ações tomadas pelo procurador vão sendo questionadas que talvez não fossem se o procurador tivesse sido escolhido na lista tríplice. O que se espera é que o procurador atue de maneira autonoma, sem interferência”, disse Moro.

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POLÍTICA NACIONAL

Pazuello cobra “ressalva regional” nos números da Covid-19 no Brasil

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Ministro interino da Saúde Eduardo Pazuello
Erasmo Salomão/MS

Ministro interino da Saúde Eduardo Pazuello

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, cobrou que sua equipe técnica faça uma “ressalva regional” todas vez que foram divulgados os números da Covid-19 , doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2).

A mudança na forma como as informações são divulgadas pela pasta ocorre no período em que o Brasil registra mortes diárias iguais ou superiores a mil e se aproxima dos 100 mil casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus. A cobrança foi feita pelo general durante reunião com secretários estaduais e municipais no último dia 30.

Segundo Pazuello, o objetivo da alteração é fazer com que estados e municípios que estão em melhores condições de combate à Covid-19 não tomem medidas mais drásticas contra a doença.

Na ocasião, o chefe da pasta interrompeu a apresentação de Eduardo Macário, diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância de Doenças não Transmissíveis.

“Todas as santas vezes que o ministério falar de dados de Brasil, eu quero a ressalva. Todas as vezes. Abriu a planilha, eu quero a ressalva. Todas as vezes que falar de dados do Brasil eu quero a ressalva regional. Tá bom? Obrigado”, disse Pazuello.

Macário concordou com o ministro, afirmando que seria importante reforçar o “caráter dimensional” dos números. Pelos dados apresentados pela pasta no encontro, o número de novos casos pela covid-19 cresceu 36% entre 19 e 25 de julho na comparação com a semana anterior. Já o registro de mortes aumentou 5%.

“Claro que pode mostrar o número do Brasil, mas com as ressalvas necessárias”, disse o ministro interino em outro no momento no qual ele reforçou a orientação para considerar os números regionalmente.

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