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Fora do isolamento, Jairinho divide cela com miliciano e fraudador do INSS

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Jairinho divide cela com outro cinco detentos em Bangu 8
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Jairinho divide cela com outro cinco detentos em Bangu 8



O médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido) , ocupa, desde o fim da tarde de quinta-feira, dia 29, a cela D do Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, conhecido como Bangu 8. Com o fim do isolamento, seguindo os protocolos contra a Covid-19 da Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap), o parlamentar, investigado pela morte do enteado, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, passa a ocupar um dos maiores espaços coletivos da unidade, com cerca de 70 metros quadrados, capacidade para até 44 pessoas e atualmente ocupado por outros cinco presos. A namorada de Jairinho, a professora Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe de Henry, é também investigada pela morte do menino.

Jairinho divide o local com o arquiteto Clayton Luiz Vieira, preso na Operação Sturm, em dezembro do ano passado, acusado de dar suporte técnico a construções de prédios irregulares na Muzema , na Zona Oeste do Rio. Um dos prédios, do Condomínio Figueiras, desabou matando 24 pessoas em 2019. De acordo com o Ministério Público, o profissional orientava os construtores Ivonaldo Teixeira Costa e Clodoaldo Dias Godinho e foi denunciado por organização criminosa.

O grupo atuava na ocupação do solo, execução das obras, locação, entre outras atividades ligadas ao grupo de paramilitares da região. Na ocasião, investigações da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), mostraram que, mesmo após o desabamento do edifício, a milícia continuou atuante na região, e contando com a colaboração de policiais civis e militares além de políticos nos negócios ilegais.

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Também ocupa a cela D um homem acusado de crimes contra a previdência social, através de um esquema de fraudes de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social ( INSS ); um funcionário do aeroporto internacional do Rio que teria liberado a entrada de uma remessa de drogas ao estado; além de outros dois presos. A galeria conta com beliches, cinco banheiros e três chuveiros. Todos têm direito a quatro refeições e duas horas de banho de sol diárias no pátio.

A cela D já foi ocupada pelo contraventor Rogério Andrade e pelos deputados estaduais André Corrêa (DEM), Luiz Martins (PDT), Marcus Vinícius Neskau (PTB), Marcos Abrahão (Avante) e Chiquinho da Mangueira (PSC), presos na Operação Furna da Onça , da Polícia Federal, desdobramento da Lava-Jato que apurava um esquema que teria movimentado R$ 54 milhões. Em troca de pagamentos regulares, seria oferecido, então, apoio a Sérgio Cabral nas votações realizadas na Alerj. O ex-governador permanece preso na cela D de Bangu 8.

O pai de Jairinho, o policial militar e deputado estadual Jairo de Souza Santos, o Coronel Jairo (MDB) , chegou a ser alvo da Furna da Onça, mas, na ocasião, havia se internado em um hospital particular na Barra da Tijuca, onde foi preso e permaneceu acautelado por uma semana.

Jairinho deixou a cela de isolamento C3, após passar pela chamada classificação de risco – procedimento no qual o diretor, desde o ingresso do vereador no local, em 8 de abril, analisou a “aceitação” dos demais presos ao convívio com ele. No último dia 16, ele procurou atendimento médico no Hospital Penitenciário Hamilton Agostinho, também no Complexo de Gericinó, e relatou sentir dores de cabeça, tontura e um quadro de ansiedade. O vereador foi medicado e, ao retornar a unidade, entrou em nova quarentena por mais 14 dias.

Monique Medeiros da Costa e Silva permanece isolada no Hamilton Agostinho. Ela testou positivo, no dia 19, em um exame PCR feito no Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, onde estava presa desde então. Em nota, a Seap informou que ela está recebendo atendimento médico e só retornará à unidade quando apresentar melhora em seu quadro de saúde.

De acordo com o laudo da tomografia computadorizada realizada por ela no Hospital Municipal Albert Schweitzer, em Realengo, ao qual o Globo teve acesso exclusivo, 5% dos pulmões dela estavam comprometidos pela doença, no dia 20. “A extensão do acometimento do parênquima pulmonar é de 5%”, diz trecho do laudo, que relata ainda que a área afetada é o lobo inferior esquerdo do pulmão.

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Fachin: ‘Diluir o processo eleitoral está criando um novo tipo de desertor’

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Ministro do STF Edson Fachin
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Ministro do STF Edson Fachin

BRASÍLIA — O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), manifestou preocupação com movimentos que buscam deslegitimar o processo eleitoral brasileiro. As declarações do ministro foram feitas em um evento organizado pela Associação dos Juízes Federais (Ajufe), na noite desta quinta-feira.

— Eleições periódicas não constituem por si só o remédio para a bula democrática, mas são imprescindíveis. E, portanto, diluir o processo eleitoral, diluir o sistema eleitoral está criando um novo tipo de desertor no Brasil, que são os desertores da democracia —, disse Fachin, ao se referir a”recursos discursivos e práticas autoritárias no Brasil do presente”, mas sem citar nomes.

Para o ministro, esse tipo de desertor se acha “acima da Constituição” e “contra Constituição e atuam fora da Constituição. Essa deserção precisa ser apontada e deve merecer a reação de todas as instituições, quer seja dentro do Estado quer estejam na sociedade civil”.

— Eu estou entre aqueles que manifestam uma grande preocupação por aquilo que se avizinha no horizonte. Não é hora de silenciar. Calar agora é cumplicidade. E como magistrado não vou cruzar os braços diante da violência contra a Constituição —, destacou Fachin, que presidirá o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a partir de fevereiro de 2022.

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Nesta quinta-feira, em sua live semanal, o presidente Jair Bolsonaro voltou a afirmar que, sem a adoção do voto impresso nas eleições do ano que vem, o Brasil poderá ter “um problema seríssimo”, uma “convulsão”.

Bolsonaro, que defende o “voto auditável impresso”, também disse mais uma vez, sem provas, que houve fraude nas eleições de 2014, vencida por Dilma Rousseff (PT) sobre Aécio Neves (PSDB), e de 2018, quando o próprio Bolsonaro derrotou Fernando Haddad (PT) no segundo turno.

— Mais que desconfio, eu tenho convicção [de] que realmente tem fraude. As informações que nós tivemos aqui é que, em 2014, o Aécio ganhou as eleições, em 2018, eu ganhei em primeiro turno —, declarou.

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