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Fome provoca diarreia, fraqueza, tontura e o aparecimento de diversas doenças

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Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

A imagem de pessoas esperando numa fila, no CPA II em Cuiabá, para ganhar ossos para comer, chocou o Brasil neste fim de semana. A imagem do Estado “rei do gado”, maior exportador de carne do Brasil, que tem 10 reses por habitante, ficou indelevelmente manchada. De que adianta tanta riqueza, se não se consegue alimentar nem mesmo sua população.
Veja o vídeo:

A situação é resultado do empobrecimento da população brasileira. Dados de uma pesquisa feita por cientistas do grupo “Alimentos para a Justiça”, da Universidade de Berlim em parceria com as universidades Federal de Minas Gerais (UFMG) e de Brasília (UnB) indicam que mais de 60 milhões de brasileiros estão entre os que literalmente passam fome. E mais: 116,8 milhões de brasileiros (metade da população) enfrenta algum tipo de “insegurança alimentar”, ou seja, recebe alguma comida, mas é insuficiente.

Aí você pode se perguntar: mas o que o SUA SAÚDE AQUI tem a ver com isso. Pois bem, a questão é que a fome provoca sintomas que se parecem com algumas doenças e, os profissionais de saúde, principalmente quem trabalha em UBSs da periferia precisam saber identificar corretamente quando a pessoa tem realmente uma doença e quando é fome. Lembrando sempre que nossa missão nesse espaço é orientar não apenas pela população, como também por muitos médicos para evitar diagnósticos errados, tratamentos ineficazes, encarecimento do tratamento, prolongamento do sofrimento do paciente etc por isso é muito importante que você tenha esse conhecimento.

Em maio o El País (https://brasil.elpais.com/brasil/2021-05-24/nao-e-doenca-e-fome.html) já havia trazido uma notícia de Brasília mostrando essa questão: médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde relatavam que, nos últimos meses, têm percebido um aumento no número de pessoas que dão entrada em centros de saúde pública com sintomas que acreditam ser de alguma doença, mas, na verdade, estão famintas.

“Todas as semanas, atendo mais ou menos cinco pacientes dizendo que estão doentes, mas, quando examinamos, notamos que, na verdade, não é doença, é fome”, disse a médica Natália, que trabalha em uma unidade de saúde de Sobradinho, cidade-satélite do Distrito Federal. “Em 15 anos de profissão, nunca imaginei que ouviria relatos como os que tenho ouvido ultimamente. Ainda mais em uma cidade tão rica”, completa a profissional. Para esta reportagem, foram ouvidos doze médicos, enfermeiros, gestores e terapeutas que trabalham no Sistema Único de Saúde. Como não tinham autorização do poder público para dar entrevista, seus nomes verdadeiros foram preservados para evitar que sofram punições.

Em São Sebastião, outra cidade-satélite, os relatos são parecidos. “Já atendi paciente que chegou aqui com tontura. Quase desmaiando. Dei o meu lanche da tarde para ele e notei que seu problema era fome, não doença”, conta Marcelo, médico há 22 anos. O mesmo ocorreu em Ceilândia. “Já atendíamos pessoas com alto índice de vulnerabilidade social. Mas, antes, elas diziam que tinham comido duas ou três vezes ao dia. Agora, dizem que, quando comem uma, já se dão por satisfeitas”, afirmou a terapeuta Mariana.

SINTOMAS DA FOME

Não se alimentar ou comer em quantidades insuficientes provoca imediatamente a falta de vitaminas e nutrientes que são fundamentais para o bom funcionamento do nosso corpo. Por exemplo, quando deixamos de comer alimentos ricos em Vitamina A, como fígado, ovos, peixes, cenoura, espinafre, manga, mamão, tomate etc aparecem sintomas como ‘enfraquecimento da visão’ (vista cansada, cegueira noturna, olho seco etc), problemas de pele (ressecamento, escamação, eczemas etc) enfraquecimento dos cabelos e do sistema imunológico (ficamos mais suscetíveis a doenças por vírus, como gripes, Covid etc) e a longo prazo, doenças cardiovasculares e até câncer.

O arroz com feijão, base da alimentação do brasileiro, contém:
Feijão – vitaminas B1, B2, B3 e B9, além de ser rico em proteínas e minerais, como potássio, ferro, fósforo, cálcio, cobre, zinco e magnésio. A falta dessas vitaminas e nutrientes afeta diretamente os músculos e dos tecidos do corpo, causa anemia e provoca sensações como fraqueza, tontura, desânimo e até depressão.

O arroz é fonte de vitaminas A, B1, B2, B3, B6 e E. Rico em carboidratos provê energia para que o organismo possa exercer todas as atividades do metabolismo. Além disso, seus elementos contribuem para a formação de glóbulos vermelhos e estimulam a regeneração celular.  A pessoa começa a ficar pálida, ferimentos demoram a cicatrizar, e leva até a problemas de tireoide.

E, pra completar o prato, carne bovina funciona é um importante fonte de proteínas. Cada 100 g dessa carne tem, em média, 26g de zinco, ferro, selênio e outros minerais importantes para o corpo. Pra não estivar mais a conversa, vamos pegar só o zinco. A falta desses mineral em nosso organismo causa diarreia crônica, queda de cabelo, unhas fracas, paladar alterado, distúrbios de crescimento, infertilidade, dificuldade na cicatrização de feridas e distúrbios neurológicos, entre outros.

E esses são apenas alguns dos exemplos. Os problemas são muitos e podem estar aparecendo em nossos postos de saúde, sem serem identificados como têm a fome como causa.

 

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Agosto Dourado, mês de incentivo à amamentação, que protege até contra covid-19

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Givanilda Ferreira amamenta a filha Liz Giulia, de um ano

Você pode patrocinar o SUA SAÚDE AQUI, ter uma assessoria especializada ou publicar aqui qualquer tema de seu interesse.
Whats 479 8811-3634

Por Edmundo Pacheco | Portal Mato Grosso

Hoje é o primeiro dia útil de agosto, então vamos falar do tema da campanha mensal, que é o aleitamento materno. O título é “Agosto Dourado”, porque segundo os idealizadores da campanha, os momentos de amamentação são “horas de ouro” e simboliza uma campanha social pela maior consciência de papais e mamães – tanto antes como após a gestação – quanto a importância do leite materno na alimentação dos primeiros anos de vida dos bebês.

A campanha foi criada oficialmente em 2017, pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) com base na semana do aleitamento materno, que começou ontem, dia 1º, e vai até o  próximo sábado, 7.  Lá embaixo tem um link que leva à SBP e contém todas as informações sobre a campanha. A proposta é que todos os dias de agosto sejam dedicados a incentivar e estimular a amamentação.

A amamentação tem benefícios para a mãe e para o bebê e deve ser incentivada por todos da família, sendo a melhor opção para a alimentação do bebê desde o nascimento até, pelo menos, seus 6 meses de vida, embora possa ser prolongada até os 2 anos de idade ou até quando o bebê e a mãe quiserem.

Por exemplo: em 2015 uma australiana causou sensação na internet. Maha Al Musa, de 52 anos, de Byron Bay, na Austrália, disse ter orgulho de amamentar a filha, Aminah, 6.  “Tem gosto de doce, mas cada dia tem sabor de algo diferente. É a coisa mais legal de fazer quando não estou na escola. Mais crianças deveriam mamar, pois é bom para a saúde”, afirmou a criança à uma publicação australiana.

CONTRA COVID-19
Um estudo realizado em Israel, com 84 mulheres mulheres lactantes que tomaram a vacina contra Covid-19 produziram leite materno com anticorpos contra a doença. Amostras de leite materno foram coletadas em todas as lactantes, da seguinte maneira, totalizando 504 amostras para análise e identificaram um aumento de 2 anticorpos específicos (IgA e IgG) entre a 2ª semana e a 4ª semana, respectivamente 2 semanas após a primeira dose e 1 semana após a segunda dose. Os resultados sugerem fortes evidências de que os anticorpos produzidos após a vacinação e transmitidos através do leite materno, ajudam a proteger os bebês contra a Covid, segundo os pesquisadores liderados por Sivan Haia Perl, do Shami Medical Center.

Os pesquisadores fizeram questão de frisar que o estudo tem limitações e não permite concluir que bebês estão protegidos contra a Covid por terem recebido anticorpos no leite materno, mas qualquer que seja a probabilidade de que, amamentando, você pode proteger seu filho contra essa doença, acho que já vale a pena, não é mesmo?

Seguir, um link com mais informações sobre amamentação e covid-19:

https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/nutricao/como-fica-a-amamentacao-em-maes-covid-19-suspeitas-ou-confirmadas/#:~:text=Se%20a%20m%C3%A3e%20estiver%20em,que%20trabalhem%20com%20aleitamento%20materno.

 

AQUI NO MT
Começa hoje (02/07) uma programação virtual com atividades educativas e transmissão pelo canal da Escola de Saúde Pública do Estado de Mato Grosso, no YouTube. A programação é feita em parceria com a Faculdade de Nutrição da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e demais parceiros.

A palestra tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno será proferida por Rosana De Divitiis, integrante do Conselho Diretor da Rede Internacional em Defesa do Direito de Amamentar – IBFAN Brasil.

A programação ao longo do mês segue com os Encontros Macrorregionais de Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável, nos dias 03, 11, 19, 24 e 26 de agosto, realizados pelos Escritórios Regionais de Saúde em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde das regiões.

Em parceria com a SES-MT, a Faculdade de Nutrição da UFMT também promoverá, no dia 31 de agosto – Dia do Nutricionista –, o webinar “Extensão em pesquisa em aleitamento materno: experiências bem-sucedidas em Mato Grosso”. O módulo contará com a presença da diretora da Faculdade de Nutrição da UFMT, Tânia Kinasz, da coordenadora da Faculdade de Nutrição da UFMT, Patrícia Nogueira, e do representante da Coordenadoria de Promoção e Humanização da Saúde da SES-MT, Rodrigo Carvalho.

Veja o vídeo do Ministério da Saúde (podia ser um vídeo seu):

A baixo, um link para a Sociedade Brasileira de Pediatria – Podia ser da sua entidade ou sua clínica:

https://www.sbp.com.br/especiais/agosto-dourado/

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