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Fim do Vazio Sanitário: produtor deve ter cautela para iniciar o plantio, orienta Aprosoja

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Fim do Vazio Sanitário: produtor deve ter cautela para iniciar o plantio, orienta Aprosoja

A partir de agora os produtores rurais estão autorizados a plantar os grãos

15/09/2020

A partir de amanhã (16.09), produtores rurais estão autorizados a plantar soja em Mato Grosso. É que nesta terça-feira (15.09), termina o Vazio Sanitário da Soja no Estado, após três meses de vigência. Para Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) mesmo com a liberação, produtores precisam ser cautelosos para iniciar o plantio devido as atuais condições climáticas. O período proibitivo existe há 14 anos e é uma das medidas fitossanitárias mais importantes para a prevenção e controle da ferrugem asiática na oleaginosa.

Presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Antonio Galvan, ressalta a importância de o produtor estar atento ao iniciar o plantio, já que o Estado passa por um longo período de estiagem. Conforme as previsões do Projeto AproClima, as chuvas só devem acontecer na última semana de setembro, em Mato Grosso. Cautela é o melhor caminho, conforme o presidente.

“Se tem uma coisa que o produtor rural tem é otimismo, mas nossa orientação se baseia na cautela, já que meteorologistas falam do período um pouco tardio das chuvas, principalmente este mês de setembro. Não coloque agora as duas culturas em risco (soja e milho), é preciso cautela e esperar a chegada das chuvas”, orientou.

Galvan lembra que a entidade tem lutado e apoia integralmente o Vazio Sanitário da soja. “Incansavelmente temos lutado para manter esse período e o apoiamos, inclusive, livre de qualquer tipo de pesquisa que tenha soja. O defendemos desde a criação em 2006 e continuaremos lutando para que o vazio exista em sua totalidade”, reforçou.

Ferrugem Asiática – A ferrugem asiática da soja ocasiona perdas em torno de 20% ao ano, provocando a desfolha precoce da planta e impedindo a completa formação dos grãos, o que gera redução na produtividade, sendo considerada uma doença de importância econômica.

Vazio Sanitário – O Vazio Sanitário foi instituído pela Instrução Normativa conjunta nº 002/2015, entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e o Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT).

Clima safra 20/21 – De acordo com o professor PhD em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (USA), Luiz Carlos Molion, as chuvas na safra 2020/2021 devem ficar dentro da média. “Produtores rurais não precisam ter pressa para o plantio da safra 2020/2021, embora as chuvas possam atrasar um pouco, pode-se esperar um volume maior de água para o início de 2021, mas no geral estará na média. Não precisa se preocupar com chuvas nessa safra”, pontuou durante palestra online promovida pela Aprosoja.

 

 

Fonte:

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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Aplicativo PlanejArroz é apresentado para uso de celulares

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Nesta segunda-feira, 28 de setembro, a Embrapa em parceria com a equipe FieldCrops da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o Instituto Riograndense do Arroz (IRGA) e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet/8º Disme) apresentam a versão do aplicativo “PlanejArroz – a decisão na palma da sua mão”  para dispositivos móveis. A tecnologia é uma ferramenta da Agricultura 4.0 e a primeira do mundo a aliar manejo e produtividade. O aplicativo é voltado ao setor orizícola e será apresentado em uma “live”, a partir das 16h, pelo canal da Embrapa no Youtube. 
O PlanejArroz foi uma das tecnologias lançadas durante a Abertura Oficial da Colheita do Arroz, em fevereiro deste ano, mas numa versão para web, e agora, é  apresentado o software no Apps da Embrapa, no Google Play. O aplicativo permitirá a simulação do crescimento e desenvolvimento da cultura do arroz; auxiliará na tomada de decisão de produtores/técnicos/pesquisadores quanto ao manejo da cultura do arroz irrigado no Rio Grande do Sul, com base nas fases fenológicas da cultura; a apresentação ao usuário a expectativa de produtividade da sua lavoura, baseado na localidade e época de semeadura.

A live contará com a participação dos parceiros no desenvolvimento da ferramenta, através das falas do professor da UFSM, Nereu Streck e do pesquisador da área de agroclimatologia da Embrapa Clima Temperado, Silvio Steinmetz. O moderador será o diretor técnico do IRGA, Ivo Mello.

Como o aplicativo ajudará o produtor

O Estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor de arroz do Brasil sendo responsável por cerca de 70% da produção desse cereal. Embora os níveis médios de produtividade sejam relativamente altos, acredita-se que essa produtividade possa ser ainda maior se as práticas de manejo forem realizadas na época mais apropriada, considerando-se a data de ocorrência dos distintos estádios de desenvolvimento da planta (EDP), como recomendado pela Sociedade Sul Brasileira de Arroz Irrigado.

O problema é que os EDP, em especial o de diferenciação da panícula, é muito variável por ser dependente da temperatura. Por isso, é preferível expressar-se esse estádio e os demais EDP em dias, porém estimados por meio de graus-dia (GD), ou soma térmica, ao invés do número de dias do calendário.

Além do manejo, a época de semeadura, bem como o ciclo da cultivar, também podem ter grande interferência na produtividade da cultura sendo que os modelos de simulação de processos podem estimar essa produtividade em diferentes épocas e regiões produtoras. Foi com base nessas informações que foi desenvolvido o software PlanejArroz.

 

Esse aplicativo permite o acesso a um conjunto de informações de 131 municípios produtores de arroz irrigado do Rio Grande do Sul. Ele indica quando deve ocorrer cada um dos seis mais importantes EDP, para 41 cultivares, por meio das datas médias (30 anos) e do ano da safra, e os respectivos desvios entre elas. Essas informações são muito importantes para o planejamento e a tomada de decisão sobre o manejo da cultura. Além disso, o PlanejArroz também permite a estimativa da produtividade, na média dos anos e na safra, e o desvio entre essas duas variáveis, das três cultivares mais semeadas no estado.

 

Fonte: Embrapa

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