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Filho de Flordelis descreve rituais na casa da deputada: ‘Não era normal’

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Misael e Flordelis.
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Misael e Flordelis.

Filho afetivo da deputada Flordelis , Wagner Andrade Pimenta, conhecido como Misael , descreveu, durante audiência que acontece na tarde desta sexta-feira (27) , rituais que eram feitos na casa da parlamentar. Questionado pelo advogado da deputada, Misael negou que fossem rituais satânicos, mas afirmou que aquilo “não era normal no meio evangélico”.

“Ela nos passava como uma coisa de Deus, como algo que estava na Bíblia. No início, eu tinha 13 anos. Então acreditei, caí de cabeça”, relatou, no início de seu depoimento .

Questionado se os rituais continuavam acontecendo nos últimos anos, Misael afirmou que sim.

“Ela pegava nomes de pessoas que queria que se aproximassem da família e fazia a preparação. Tinha mel, açúcar e alguidar. Havia orações, pedidos para Deus, mas aquilo não era normal no meio evangélico “, explicou Misael, detalhando que os rituais ocorriam desde a época em que a família morava na favela do Jacarezinho, na Zona Norte.

Misael pediu para prestar depoimento sem a presença de todos os réus, incluindo Flordelis . Ele afirmou que se sentia intimidado e citou a convivência de mais de 30 anos na casa.

Sobre a época em que a família vivia no Jacarezinho, Wagner relembrou como foi morar na casa de Flordelis, com cerca de 13 anos. Ele relatou como passou a ser chamado de Misael e citou outros filhos que também mudaram de nome.

“Ela falava que era um anjo enviado de Deus. Disse que o Wagner tinha morrido e que o filho espiritual dela tinha nascido, o Misael”, relatou.

Wagner também confirmou que Anderson já se relacionou com Simone dos Santos, filha biológica de Flordelis, quando ambos ainda eram adolescentes. Simone também é acusada de matar o pastor.

Sobre o início do relacionamento entre Anderson e Flordelis, Misael afirmou que foi “da noite para o dia”.

“Ele [Anderson] era denominado guardião dela. Eles foram se casar em 1998 porque ela precisava de uma figura paterna na família. Não havia um pai. Da noite para o dia, eles estavam casados no cartório”, contou.

O depoimento de Misael, que durou pouco mais de duas horas, foi marcado por desavenças entre o advogado Anderson Rollemberg, que defende Flordelis, e a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce.

“Doutor, o senhor está tumultuado o processo. Faça a pergunta corretamente”, disse a magistrada.

“Estou tentando trabalhar, Excelência. Estou tentando”, rebateu o advogado.

Misael foi a segunda testemunha de acusação a prestar depoimento na tarde desta sexta-feira. Antes dele foi ouvido sua esposa, Luana Rangel.

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Policial que matou negro após abordagem de trânsito é presa

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 A policial que baleou e matou um homem negro durante uma briga ocorrida após uma abordagem de trânsito de rotina no estado norte-americano de Minnesota foi presa e formalmente acusada de homicídio culposo nesta quarta-feira (14).

Kim Potter, veterana com 26 anos de serviço que se demitiu da força policial de Brooklyn Center na terça-feira, foi posta sob custódia na manhã desta quarta-feira e fichada na prisão do condado de Hennepin por matar a tiro Daunte Wright, de 20 anos, na tarde de domingo, disse o Órgão de Apreensão Criminal de Minnesota em um comunicado.

Potter, de 48 anos, estava detida sem direito a fiança, segundo registros da prisão.

Wright foi parado no domingo devido a um registro de veículo vencido, disse a polícia. Policiais descobriram que existia um mandado de prisão contra ele e Potter sacou a arma de fogo ao invés da arma de choque acidentalmente durante uma luta com Wright, que voltou para o carro, disse na segunda-feira o chefe policial de Brooklyn Center, Tim Gannon, que também pediu demissão na terça-feira.

No vídeo da polícia, ouve-se Potter gritando um palavrão e, em seguida, “acabei de atirar nele”.

Para que ela seja condenada pela lei do Minnesota por homicídio culposo, os procuradores precisam mostrar que Potter foi “culposamente negligente” e que correu um “risco insensato” em suas ações contra Wright. A acusação implica uma pena máxima de 10 anos de prisão e uma multa de 20 mil dólares.

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