AGRO & NEGÓCIO

Fevereiro é época de controle da broca-da-erva-mate, principal praga dos ervais

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Chega o mês de fevereiro e o produtor de erva-mate deve estar atento: é época de combater a broca-da-erva-mate (Hedypathes betulinus), também conhecida como besouro corintiano, que é a principal praga destes cultivos. As larvas da broca atacam o tronco das erveiras, construindo galerias que impedem a circulação normal da seiva, resultando no broqueamento das plantas. Quando o ataque é muito intenso, pode causar a morte das árvores.

Antes, o combate a esta praga era realizado com a catação manual dos adultos da broca. Agora, os produtores contam com o Bovemax, um inseticida biológico desenvolvido pela Embrapa Florestas em parceria com a Novozymes. O produto tem, como ingrediente ativo, esporos do fungo Beauveria bassiana, que provoca a morte dos insetos. “O uso do Bovemax é uma medida efetiva no controle da praga e seu uso é fundamental para a sanidade dos ervais e, consequentemente, para equilíbrio econômico de toda a cadeia produtiva”, explica a pesquisadora Susete Chiarello Penteado, da Embrapa Florestas. “E, mais importante ainda, este combate é feito com um produto biológico, registrado especificamente para a erva-mate junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento”, sendo esse o único produto com registro para uso na erva-mate, completa.

O produto deve ser aplicado duas vezes por ano: em novembro e fevereiro, e pode ser encontrado em casas agropecuárias. “A Embrapa não realiza a comercialização deste produto, mas a empresa que o fabrica já está abastecendo as casas agropecuárias”, finaliza Susete.

Caso não encontre o produto, informe à casa agropecuária que ela pode adquirir o produto com a fabricante Novozymes pelo telefone (67) 99832-4013 ou entre em contato pelo e-mail [email protected] para saber quais são os pontos de distribuição.

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Embrapa Territorial colabora com livro sobre economia agropecuária

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Um dos capítulos do livro A Economia Agropecuária do Brasil – A grande transformação, organizado pelo pesquisador da Embrapa Zander Navarro, trata dos estudos desenvolvidos pela Embrapa Territorial com base nos dados do Censo Agropecuário de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de 2020. Treze autores contribuíram para a obra, sendo nove pesquisadores da Embrapa.

O capítulo “Intensificação produtiva da agricultura e regularização ambiental: encontros e desencontros territoriais entre o Censo Agropecuário e o Cadastro Ambiental Rural” é de autoria do chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, e dos analistas Carlos Alberto de Carvalho e Paulo Martinho.

O livro pode ser lido gratuitamente no site da editora Baraúna – acesse aqui. A publicação também está disponível no repositório Alice da Embrapa.

Repartição territorial

Os autores abordam a repartição territorial dos produtores rurais a partir da relação dos 5.597.751 imóveis rurais mapeados e cadastrados no Cadastro Ambiental Rural (CAR) de 2020 e dos 5.063.771 estabelecimentos agropecuários apurados no Censo Agropecuário de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Estabelecimento agropecuário (unidade de gestão) e imóvel rural (unidade de produção) são considerados conceitos diferentes e não uma realidade única.

“O CAR reúne mapas digitais detalhados das áreas dos imóveis rurais cadastrados. Já o Censo Agropecuário, as estimativas de áreas declaradas pelos entrevistados, sem mapeamento. O mundo rural não é captado pela simples soma ou diferença aritmética da quantidade de elementos destes dois conceitos. Mas com as suas respectivas localizações espaciais é possível utilizar o geoprocessamento para tentar apreender melhor o mundo rural”, pontua Carlos Alberto.

Os autores concluem que o conjunto união das unidades de gestão (estabelecimentos agropecuários) recenseadas pelo IBGE com as unidades de produção (imóveis rurais) cadastrados até 2020 no CAR revela um mundo rural muito maior do que os captados pelo Censo ou pelo CAR separadamente, não podendo ser reduzido a nenhum deles. “E apenas através do geoprocessamento foi possível identificar essa união”, acrescenta o especialista.

Análises

A partir do cruzamento por geoprocessamento das coordenadas geográficas de cada um dos estabelecimentos agropecuários do IBGE com os perímetros de cada um dos imóveis rurais cadastrados no CAR resultaram três subpopulações.

A primeira subpopulação de 1.978.806 estabelecimentos agropecuários, 39,1% do total recenseado pelo IBGE, não apresenta qualquer interseção geográfica com os imóveis cadastrados no CAR. A segunda subpopulação de 3.084.965 estabelecimentos agropecuários, coincidentes territorialmente com os imóveis rurais do CAR, representa 60,9% do universo levantado pelo IBGE.

A terceira subpopulação é a de 3.532.517 imóveis rurais, 63,1% do total dos cadastrados no CAR, sobre os quais não incide a coordenada geográfica de nenhum estabelecimento agropecuário recenseado pelo IBGE. Cada subpopulação tem suas características e razões para sua existência, sendo discutidas no capítulo.

Após a identificação e repartição territorial das três subpopulações, buscou-se uma compreensão da dimensão socioeconômica, através de algum indicador sobre o nível de pobreza ou de riqueza. Por sua relevância na compreensão do avanço do capitalismo agrário e de novos padrões de produção, a quantificação da proporção dos 1.978.806 estabelecimentos agropecuários do Censo 2017 ainda não cadastrados no CAR em 2020 foi objeto das principais análises cartográficas e numéricas.

Nos estudos relatados no capítulo do livro, foram identificados padrões territoriais dessa ausência de regularização ambiental, associados às regiões menos desenvolvidas e menos modernizadas da agropecuária nacional, marcadas pelo pouco uso de tecnologias. Foi possível demonstrar com resultados estatísticos e análises em bases territoriais as correlações existentes entre um indicador de pobreza rural (estabelecimentos agropecuários com renda bruta inferior a dois salários mínimos), em escala municipal, com a frequência do não cadastramento de estabelecimentos agropecuários no CAR.

Fonte: Embrapa

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