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Festival virtual reúne música instrumental feita nas periferias

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O Festival Instrumental Mulambo Jazzagrário reunirá neste final de semana, em nove apresentações, 12 projetos e artistas das periferias do Rio de Janeiro, São Paulo e Recife, entre outras cidades, totalizando a participação de mais de 40 músicos. As apresentações poderão ser acompanhadas neste sábado (10) e domingo (11), em formato virtual, a partir das 16h, no You Tube da Rádio Escada, produtora visual localizada na capital fluminense.

Esta é a sexta edição do festival e a primeira que com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, por meio da Lei Aldir Blanc. O patrocínio possibilitou que o evento ganhasse uma dimensão maior, reunindo grandes nomes da música instrumental e novos talentos que foram “garimpados” pelos curadores Nathália Grilo e Roberto Barrucho nas periferias do país.

Entre os músicos convidados, um dos destaques é o pianista Amaro Freitas, de Recife, segundo o curador Roberto Barrucho. Da periferia da capital pernambucana, Freitas ganhou o respeito internacional e tem discos lançados na Europa. “Trazer esse tipo de músico, que já tem uma projeção internacional, serve para provar aos moradores das periferias que é possível, que existe um caminho para os que estão conseguindo fazer a música e um modo de viver e de se expressar artisticamente”, disse o curador à Agência Brasil.

Tributo

A primeira edição do evento ocorreu em 2016, na zona oeste do Rio de Janeiro, como um tributo ao multi-instrumentista carioca Fernando Grilo, que morreu precocemente aos 22 anos, em 2015, quando viajava para o Nordeste para fazer uma apresentação com o percussionista Naná Vasconcelos. 

Segundo Barrucho, Fernando Grilo usava a música instrumental na periferia do Rio como uma força local, “como potência, para as pessoas entenderem que podem fazer esse tipo de arte também”. Grilo influenciou uma geração de músicos, produtores e agitadores culturais da cena da música instrumental independente e suburbana do Rio de Janeiro.

Por meio de iniciativas como “Jazz na caixa”, promovida na Vila Aliança, em Bangu; “Realengo of Jazz”, no Viaduto de Realengo; e da “Oficina de música criativa”, em Manguinhos, Fernando Grilo agitou a cena musical dos subúrbios do Rio, mostrando um caminho para a visibilidade da cena instrumental periférica. 

O curador explicou que, ao atingir espaços marcados pela violência policial e pelo abandono do Estado, Grilo alimentou sons de qualidade de modo acessível a todos, construindo uma rede de possibilidades para músicos de comunidades e guetos. “Era a música também como movimento de ação política”, disse Roberto Barrucho, que assina a curadoria do festival com a viúva de Fernando Grilo.

A partir da primeira edição em homenagem a Grilo, os organizadores decidiram transformar o evento em um festival de caráter permanente.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: EBC Geral

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Leilão do 5G deve ocorrer em meados de julho, diz secretário

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O secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Artur Coimbra, disse nesta quarta-feira (5) que o leilão do 5G provavelmente deve ocorrer no mês de julho. Ele explicou, durante participação no programa A Voz do Brasil que o edital do leilão se encontra em sua última fase antes de ser publicado, que é a análise do Tribunal de Contas da União (TCU).

“A expectativa é que em meados deste ano, provavelmente no mês de julho, a gente tenha efetivamente o leilão acontecendo e a partir daí, a implantação da estrutura se inicia”, disse.

Coimbra explicou que se trata de um edital não arrecadatório, que pretende que a maior parte dos recursos advindos desse leilão sejam revertidos em investimentos. “Existem metas bastante fortes de investimentos. Por exemplo, no prazo de um ano depois do leilão, a gente vai ter todas as capitais brasileiras com 5G e a nossa expectativa é que a gente tenha todas as cidades brasileiras com mais de 30 mil habitantes obrigatoriamente com 5G até 2029”.

O secretário explicou que a tecnologia 5G não é um 4G melhorado, como ocorreu como o lançamento do 4G, que era um 3G um pouco mais turbinado. “O 5G ele traz uma diferença qualitativa em termos de aplicação e formas de uso que até então eram inimagináveis. Quando a gente olha para o Brasil hoje, para a economia brasileira, a pandemia de covid-19 implicou na transformação digital acelerada das empresas”, disse.

Coimbra explicou que muitas empresas que “não estavam, por exemplo, na internet, e que não utilizavam aplicações digitais tiveram forçadamente que partir para essas ferramentas”. “O 5G vai permitir que essa revolução econômica de transformação digital se perfaça com uma série de aplicações industriais permitindo que o Brasil cresça cada vez mais com uma produtividade do trabalho cada vez maior.”

Durante o programa, o secretário falou também das contrapartidas das empresas vencedoras, como coberturas de rodovias federais e em localidades que não tem cobertura de banda larga móvel, sobre os investimentos resultantes do 5G, as coberturas para comunidades mais remotas, sore Internet das Coisas e o uso do 5G no agronegócio.

Assista na íntegra:

 

Matéria atualizada às 20h para acréscimo de informação

Edição: Claudia Felczak

Fonte: EBC Geral

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