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Festival de artes visuais de mulheres negras começa neste fim de semana

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Brava, o primeiro festival de artes visuais de mulheres negras de Mato Grosso começa neste fim de semana com uma programação que traz encontros, oficinas, consultorias, performances virtuais e a exposição presencial. O festival reúne mulheres negras que produzem artes visuais, como tatuadoras, ceramistas, ilustradoras, designers, artesãs, pintoras e grafiteiras.

De acordo com a idealizadora e curadora do festival, Hiasmyn Lorraynne, a participação das mulheres negras na arte é histórica e expressiva, mas o reconhecimento e as oportunidades de atuação no mercado ainda são grandes desafios.

“Queremos evidenciar o trabalho das mulheres negras, colocando-as em lugar de destaque e dar voz ao conhecimento e à experiência dessas artistas. Queremos também criar um espaço de troca e reflexão sobre as possibilidades de atuação no mercado artístico”, destaca Hiasmyn.

Nos dias 26, 27 e 28 de março iniciam os encontros virtuais, contemplando debates sobre possibilidades de atuação no mercado das artes, pautas sociais no processo criativo, estilo estético e redes colaborativas. A programação virtual prossegue nas semanas seguintes com oficinas, consultorias e performances com artistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Piauí e Mato Grosso.

Já a exposição presencial estará aberta para visitação no Museu de Imagem e Som de Cuiabá (MISC), de 12 a 30 de abril. Serão expostas mais de 40 obras de 10 artistas negras que compõem o Brava Festival. Além da visita presencial, escolas e outras instituições públicas e privadas poderão agendar visitas virtuais por videoconferência guiadas com uma arte-educadora da exposição.

Para Hiasmyn Lorraynne, existem inúmeras mulheres com grande criatividade e habilidade para produzir arte e viver dela e o festival é uma oportunidade de crescimento que pode ser o ponto propulsor de uma profunda mudança em muitas artistas.

“O status quo é mantido pela falta de condições políticas, sociais e culturais. Existe mercado, existem possibilidades e com certeza existem talentos, mas é necessária disposição e um olhar assertivo e responsável para a reunião desses elementos”, afirma.

Em busca de reunir tais elementos e dar visibilidade à arte das mulheres negras, o projeto foi um dos selecionados no edital Circuito de Mostras e Festivais promovido pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), com recursos federais da Lei Aldir Blanc. E conta também com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Lazer de Cuiabá, que recebe a exposição presencial no MISC.

Artistas participantes

Artistas regionais, como a ceramista Rosa Argilosa, a artista visual Paty Wolff e a ilustradora, tatuadora e empresária Hiasmyn Lorraynne, integram a programação do Brava Festival. Por meio de convocatória pública foram ainda selecionadas a artesã e ilustradora Elaine Fogaça, a ilustradora Lia Amazonas e as moradoras do Quilombo de Mata Cavalo, a artesã Maria Auxiliadora e a fotógrafa Carina Valéria.

O Festival conta também com a participação da educadora cuiabana Dríade Aguiar, que é uma das criadoras e editoras da Mídia NINJA, gestora de comunicação do coletivo Fora do Eixo e integrante do Encontro Latino-Americano de Mulheres (ELLA).

Trazendo experiências de outros estados, programação do Brava Festival terá a participação da tatuadora e ilustradora piauiense Luna Bastos, da ilustradora carioca Angélica “Limão” Soares, e da artista visual, ilustradora e designer paulista Nina Satie.

Segundo o produtor cultural do projeto, Matheus de Lucas, a curadoria procurou incluir artistas negras jovens, buscando reunir mulheres estreantes com mulheres experientes.

“O festival não busca exatamente apresentar um panorama da diversidade artística negra. Tão pouco se trata de uma seleção com as personalidades negras mais influentes do cenário regional e nacional. Queremos apresentar para as adolescentes negras, que desenham no caderno agora, que elas podem ser artistas protagonistas em um futuro muito próximo”, conclui Matheus.

Serviço 

Brava – Festival de artes visuais de mulheres negras

Encontros virtuais: 26 a 28 de março

Oficinas online: 03 e 04 de abril

Consultorias online: 05 a 10 de abril

Live show: 12 de abril

Exposição presencial: 12 a 30 de abril

Programação completa e inscrições: AQUI ou no anexo

Mais informações: www.instagram.com/bravafestival

Fonte: GOV MT

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“80 Anos de Música” narra trajetória do maestro e pianista João Carlos Martins

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Maestro João Carlos Martins e Jorge Takla
Luiz França/Divulgação

Maestro João Carlos Martins e Jorge Takla

No mês em que o  aclamado regente da Bachiana Filarmônica Sesi-SP comemora seus 81 anos, o Centro Cultural Fiesp inaugura a exposição inédita “João Carlos Martins: 80 Anos de Música”. Para o curador e diretor Jorge Takla, habilidoso em lidar com elencos numerosos, a grande surpresa no decorrer do trabalho foi descobrir uma quantidade extraordinária de material no exterior, como “artigos, comentários e críticas elogiosíssimas”.

Logo no início da galeria, o som de uma orquestra afinando seus instrumentos prepara para a imersão. A partir daí, prêmios e fotos da sua carreira artística estão por toda parte, divididos em duas fases: a primeira delas, o Pianista — com corredores pictóricos, que conduzem a uma viagem entre 1940 e 2003 —, e a segunda, o Maestro — onde o público tem contato com a determinação de um ser humano em uma síntese de múltiplas leituras.

O público pode conferir tudo a partir do dia 16 de junho, com entrada gratuita
Luiz França/Divulgação

O público pode conferir tudo a partir do dia 16 de junho, com entrada gratuita

Outros pontos altos são a Sala do Piano, em que uma holografia de Martins conversa com visitantes e toca grandes clássicos, a da Orquestra, que dá a oportunidade de todos regerem uma sinfonia, em uma brincadeira interativa, além dos ambientes menores de projeção, com passagens de suas apresentações, depoimentos de várias celebridades e entrevistas nacionais e internacionais.

A atuação nas áreas social e educacional também tem vez na apresentação, assim como a forte ligação com a ciência e a saúde, já que enfrentou as consequências de uma distonia focal, enfermidade neurológica que altera as funções musculares. E não poderia faltar o samba — ele foi homenageado no enredo “A Música Venceu”, que deu o título de campeã à Vai-Vai, em 2011 — e o futebol, por meio de seu envolvimento com o time da Portuguesa.

Fonte: IG GENTE

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