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Fernando Cadore toma posse como presidente da Aprosoja

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Fortalecimento Institucional

Fernando Cadore toma posse como presidente da Aprosoja

A nova diretoria e delegados para o triênio 2021/2023 também foram empossados

18/12/2020

Tomou posse na noite desta sexta-feira (18.12), em Cuiabá, a nova diretoria da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), para o triênio 2021/2023. Também foram empossados na ocasião, 176 delegados que serão os representantes da associação nos 25 núcleos da Aprosoja no interior do estado.

Em seu discurso, o presidente empossado Fernando Cadore destacou os desafios em assumir uma entidade tão robusta e uma das mais importantes do Brasil. São mais de 7.200 associados e milhares de hectares representados.

“Primeiramente quero agradecer a Deus pela oportunidade, e depois a família de cada um de vocês pela confiança. Em Mato Grosso 50% dos produtores plantam até 500 hectares e 85% desses, até três mil hectares, então não tem barões do agro, somos agricultores familiares. Vamos continuar os investimentos em pesquisa, com as ações, programas e projetos como o Classificador Legal, Soja Plus e semente salva, e que realmente façam a diferença na produtividade, rentabilidade e sustentabilidade socioambiental. Queremos avançar na logística, e na armazenagem, essa precisa ser vista com outros olhos, já que Mato Grosso tem 50% da capacidade do que produz e somente 40% estão nas mãos do produtor”, discursou Cadore.

Representando o governador de Mato Grosso, o vice-governador, Otaviano Pivetta, falou que a Aprosoja é uma entidade de sucesso e bem sucedida e que o Estado de Mato Grosso quer ver os agricultores em pé e não mais prostado para atender suas demandas. “Sabemos da importância desse setor produtivo e das necessidades da classe. O pior ficou para trás, muitas coisas boas estão acontecendo, nossa malha viária está bem melhor, estamos investindo na infraestrutura para que você produtor rural, que paga seus impostos, possa receber de volta os recursos em obras e melhorias para Mato Grosso”, finalizou Pivetta.

O presidente atual da Aprosoja, Antonio Galvan, também discursou. “Deixo a presidência da entidade de cabeça erguida, com alegria e o sentimento do dever cumprido, pois sei que tive apoio dos produtores para conduzir a entidade nesses três anos. Essa nova diretoria que assume hoje está preparada para conduzir a instituição para os próximos três anos e ser o escudo dos agricultores”, finalizou Galvan.

Compõem a nova diretoria os seguintes agricultores: Fernando Cadore (presidente),  Lucas Luis Costa Beber (vice-presidente), Nathan Antônio Belusso, (diretor administrativo), Zildo Donadello ( 2º diretor administrativo), Antônio Donizete Cavalaro (diretor financeiro), Valmor Scariote (2º diretor financeiro), Ilson José Redivo (vice- (presidente Norte), Elso José Tirloni ( 2º vice-presidente Norte), Jorge Diego Oliveira Santos Giacomelli (vice-presidente Sul), Fernando Ferri (2º vice-presidente Sul), Diego Ademar Dall Asta (vice-presidente Leste), Luiz Pedro Poletti Bier (2º vice-presidente Leste), Luiz Otávio Garcia Tatim (vice-presidente Oeste) e  Lucas Konageski  (2º vice-presidente Oeste).

Para conferir todos os nomes dos delegados eleitos e indicados para o triênio 2021/2023, clique aqui.

Fonte: Ascom

Assessoria de Comunicação

Contatos: Telefone: 65 3644-4215 Email: [email protected]

Fonte: APROSOJA

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AGRO & NEGÓCIO

Comunidade quilombola de Macapá receberá tecnologias de manejo e cultivo de açaizais

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A Embrapa participa com assessoramento técnico na elaboração do projeto da Prefeitura de Macapá que visa fortalecer a produção de açaí em comunidades quilombolas do distrito Santo Antônio da Pedreira, um dos pólos produtivos da zona rural deste município que engloba as comunidades Ressaca, Abacate da Pedreira e Santo Antônio/Assentamento. Durante a mesa redonda que ocorrerá na tarde desta quinta-feira, 24/6, no auditório do Sebrae Amapá, o pesquisador da Embrapa Amapá, Marcelino Carneiro Guedes, e o pesquisador João Tomé de Farias Neto, da Embrapa Amazônia Oriental (Pará), contribuirão com seus conhecimentos em manejo de açaizais nativos e cultivo de açaizais em terra firme, respectivamente.     

“Vamos apresentar tecnologias geradas pela Embrapa que estão disponíveis para serem adotadas e contribuir com o aumento de produção, produtividade, rendimentos dos frutos e regularidade das safras, tanto nas áreas de várzeas quanto nas áreas de terra-firme”, afirmou o chefe-geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho.    

O evento, realizado pela Prefeitura de Macapá em parceria com o Sebrae e Embrapa, será moderado pelo engenheiro agrônomo e analista ambiental Marcelo Creão. Contará também com equipes técnicas do Sebrae e de instituições de fomento como Banco da Amazônia, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.  Este é o primeiro passo para formatar o Programa de Apoio à Produção de Açaí de Várzea e Terra-firme no âmbito do município de Macapá.   

Manejo em área de várzea. A tecnologia da Embrapa para manejo de mínimo impacto para produção de frutos em açaizais nativos combina a preservação da diversidade da floresta e o aumento de renda do produtor, à medida em que o manejo adequado incluindo a distribuição adequada de açaizeiros e outras espécies na mesma área, aumenta em até cinco vezes a produção de frutos. O manejo de mínimo impacto foi desenvolvido com base em levantamentos realizados por pesquisadores em açaizais nativos manejados pelos produtores e em experimentos e módulos de manejo estabelecidos em diversos tipos de açaizais. É utilizado desde 2002 por produtores de açaí do estuário amazônico. De acordo com uma avaliação da Embrapa Amapá sobre os impactos decorrentes do uso dessa tecnologia, enquanto os açaizais não manejados rendem uma produção anual média de 20 a 30 sacas de quatro rasas de açaí/hectare (cerca de 52 quilos), nas áreas onde são adotadas a tecnologia de mínimo impacto, esse número sobe para uma produção anual de 70 a 100 sacas com características iguais. 

Cultivo em terra firme. O açaizeiro é uma espécie nativa das áreas de várzea, mas o plantio em terra firme vem conquistando o mercado. A Embrapa Amazônia Oriental (Pará) iniciou nos anos 1980 o programa de pesquisas envolvendo genética e melhoramento de açaí, que resultou na criação da primeira cultivar de açaizeiro, chamada de “BRS Pará”, lançada em 2005, e que começou a ser utilizada na expansão das áreas cultivadas em terra firme. Em 2019 foi a vez do lançamento da BRS Pai d’Égua, também pela Amazônia Oriental, e atualmente em testes de validação em experimento no Amapá.  Um dos maiores diferenciais desta segunda cultivar é a distribuição equilibrada da produção anual. A BRS Pai d’Égua produz 46% no período da entressafra (de janeiro a junho) e 54% na safra (de julho a dezembro). De acordo com o pesquisador João Tomé de Farias Neto, trata-se de uma mudança drástica na produção anual desse fruto. “A safra do açaí concentra 80% da produção anual. Na entressafra há redução da oferta de açaí o que faz o seu preço aumentar”.

Esta mesa redonda é uma realização do Comitê Municipal da Cadeia Produtiva do Açaí de Macapá (AP), formado para tratar de assuntos referentes à produção, consumo, venda e exportação deste produto que movimenta uma parte significativa da economia do estado do Amapá.  

O Comitê do Açaí é coordenado pelo prefeito de Macapá, representantes das Secretarias Municipais do Gabinete Civil (Secgabi), de Governo (Segov), Trabalho, Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semtradi). Também fazem parte o presidente da Agência Municipal de Vigilância Sanitária e representantes da Câmara Municipal de Macapá (CMM), dos produtores, dos batedores, dos transportadores e da indústria e comercialização do açaí. O comitê também conta com representantes da Embrapa, da Universidade Federal do Amapá (Unifap), do Instituto Federal do Amapá (Ifap) e da Universidade do Estado do Amapá (Ueap).

Fonte: Embrapa

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