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“Falta vergonha”, diz Janones sobre gastos com filé para militares

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O deputado federal André Janones, candidato à presidência pelo Avante
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O deputado federal André Janones, candidato à presidência pelo Avante

O Deputado Federal André Janones, candidato à Presidência pelo partido Avante, comentou nesta sexta-feira (8) a notícia do Governo Federal, de que o Ministério da Defesa aprovou um gasto de R$ 56 milhões na compra de filé, salmão e picanha para as forças armadas. Segundo o parlamentar, a notícia comprova que não falta dinheiro para os mais pobres, mas sim que se elejam prioridades.

“É um absurdo o que acontece no Brasil! Como candidato à Presidência tenho que responder diariamente de onde vou tirar dinheiro para pagar um auxílio digno para o nosso povo. Porém ninguém pergunta de onde saem esses R$ 56 milhões gastos na farra do salmão, filé e picanha para as Forças Armadas. Ninguém pergunta de onde tirar dinheiro pra continuar enriquecimento cada vez mais os banqueiros, pra pagar juros da dívida pública e tantos outros gastos que não são prioritários.”

O menu de iguarias de novos processos de compra realizados para abastecer as Forças Armadas no último ano incluem itens como picanha, salmão e filé mignon. De janeiro de 2021 a fevereiro de 2022, sob a gestão do ex-ministro da Defesa Braga Netto, que deve ser o vice de Bolsonaro na eleição, foram identificados processos no valor total de R$ 25,3 milhões para adquirir 557,8 mil quilos só de filé mignon destinados aos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronautica, além da Indústria de Material Bélico do Brasil (IMBEL).

O cardápio também inclui 373,2 mil quilos de picanha no valor total de R$ 18,7 milhões e 254 mil quilos de salmão somando R$ 12,2 milhões. Esses montantes se referem a processos de compra, feitos mediante pregão ou dispensa de licitação, que foram aprovados e vão sendo adquiridos pelas Forças Armadas, gradativamente.

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

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Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ
Reprodução: Commons – 10/05/2022

Castro oferece Senado para Crivella desistir de tentar governo do RJ

A disposição do ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella (Republicanos) de voltar à cena política, cogitando até uma candidatura ao Palácio Guanabara, despertou uma reação do governador do Rio, Cláudio Castro (PL), que agora tenta atraí-lo para sua chapa à reeleição como candidato ao Senado. Nome do campo da direita com o apoio do presidente Jair Bolsonaro (PL) ao estado, Castro teme que Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, conquiste o eleitorado evangélico.

O ex-prefeito formaria mais um palanque para o governador e integraria uma proposta ainda mais conservadora do que a hoje representada pela aliança com Romário (PL) — candidato ao Senado da coligação.

Para evitar que as candidaturas de Castro e Crivella concorram concomitantemente e dividam eleitores, lideranças do PL prometem aumentar o espaço do Republicanos em um eventual próximo mandato do governador, caso o ex-prefeito do Rio desista do Guanabara. Atualmente, o partido ligado à Igreja Universal comanda a Secretaria estadual de Assistência Social e é responsável por nomeações na pasta de Administração Penitenciária.

Marcelo Crivella
Fernando Frazão/Agência Brasil

Marcelo Crivella

A proposta encontra amparo na decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que decidiu que partidos de uma mesma coligação podem lançar mais de um candidato ao Senado. No entanto, é vista como uma espécie de traição a Romário, colega de partido do governador.

Mesmo liderando as pesquisas de intenção de votos para o Senado, o ex-jogador não conta com o apoio de membros da chamada ala ideológica do governo Bolsonaro, que defendem o lançamento de uma candidatura que levante a bandeira das pautas de costumes. Para o chamado “bolsonarismo raiz”, o grupo político do presidente seria mais bem representado por Crivella.

Apesar do desejo de concorrer ao governo e de ser bem-visto como um nome ao Senado, Crivella esbarra em resistências internas no Republicanos. No cálculo mais conservador de alguns nomes do partido, uma candidatura do ex-prefeito à Câmara dos Deputados significaria um voo mais tranquilo para Crivella e para o partido, além de garantir um número maior de parlamentares na bancada federal.

Nos bastidores da legenda, o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, tenta controlar as pressões de deputados que contam com os votos amealhados por Crivella e a vontade do próprio ex-prefeito, que não esconde o desânimo com a possibilidade de concorrer a deputado.

Procurado, o ex-prefeito não respondeu aos pedidos de entrevista. Pereira afirmou que, por ora, ainda não há nada definido.

De olho na vaga de vice

A vaga de vice na chapa de Castro também entrou em discussão diante da tensão entre o governador e Washington Reis (MDB), cotado para o posto. Na última semana, durante a eleição do novo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), eles seguiram caminhos diferentes, o que fez com que vários partidos oferecessem nomes para a composição.

O próprio Republicanos sugeriu para vice a deputada Rosângela Gomes, enquanto o União Brasil, que aguarda a definição da elegibilidade de seu pré-candidato ao estado, Anthony Garotinho, acenou com Marcos Soares, Fábio Silva e Daniela do Waguinho. Nome que agradava a Castro, o deputado federal Dr. Luizinho (PP) tentará novamente a Câmara e será puxador de votos.

O impasse entre Castro e Reis, no entanto, parece apaziguado. Os dois participaram de agenda na última sexta e reiteraram a parceria.

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