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Falar o que?

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Sem medo de errar dá pra prever que a campanha eleitoral de 2016 para vereadores e prefeitos, será um laboratório. De um lado os eleitores indignados e desconfiados. De outro, os candidatos pressionados pela desconfiança popular. Vítimas dos abusos que vieram à tona nesses últimos meses, os cidadãos estão até à tampa desconfiados com quem lhes peça o voto.

 

Aqui entra o desafio do chamado discurso eleitoral. O que o candidato vai dizer aos seus eleitores? Em eleições anteriores era fácil. “Vou cuidar da educação, da saúde, da segurança e do meio ambiente”. Era um discurso genérico. Olhe bem. Educação é sozinha um mundo. A saúde é outro. A segurança também. Meio ambiente é pra gente comprometida com o tema. O candidato copiava isso de algum lugar qualquer e saía falando. Sabia quem ninguém iria lhe cobrar nada no futuro. Além do mais, comprando o voto da maioria menos esclarecida, qualquer discurso valia o que valia.

 

O que mudou? O candidato não poderá comprar votos porque os custos da campanha são mínimos diante da nova lei eleitoral. De outro lado, o eleitor vai vender, se vender, e filmar pra entregar o comprador ao TRE. Indignado, esse eleitor vai votar com mágoas contra tudo o que lhe deram e depois tiraram. Ele era classe D, foi elevado à nova classe C, a chamada nova classe média, e depois lhe tiraram o emprego, os bens financiados e os sonhos. Terreno difícil pro candidato lidar.

 

De quebra, o marketing que criava ídolos não terá mais dinheiro pra operar os milagres tradicionais. Quem entrar pra disputa precisará ter mesmo convicções, ser conhecido ou ser capaz de convencer o eleitor pelo seu conhecimento naquilo que prometer cuidar. Os candidatos a prefeito em reeleição terão melhor discurso pelo que fizeram e podem prometer no mandato seguinte o que não fizeram no primeiro.

 

Esse amadurecimento político da cidadania vai enterrar muitas carreiras ao nascer. Boas e ruins. Tudo será determinado pela linguagem usada pelo candidato na sua comunicação com os eleitores. Discursos genéricos dificilmente colarão desta vez. O Brasil começa a amadurecer na base, que é o município. Em 2018, eleições gerais. Essas, penso que serão uma carnificina pros candidatos. Eleitores super atentos!

 

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso – www.onofreribeiro.com.br

 

 

 

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A hora da colheita

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Francisney Liberato

Francisney Liberato

Aquele que espera pelo que plantou nunca se decepcionará. Ainda que demore, o tempo certo para que todas as coisas se cumpram, não se atrasa.

 

Qual seria o momento ideal para uma colheita? Se você é um agricultor e planta o milho, quanto tempo é necessário para colhê-lo? O momento certo da colheita traz outros fatores indispensáveis para o sucesso do plantio.

 

Segundo especialistas do ramo, antes de começarmos a pensar na colheita, é relevante que se planeje o plantio. Você precisa analisar o solo adequado para se plantar o milho, avaliar se o solo precisa de correções para que a plantação seja bem-sucedida.

 

É importante deixar o espaçamento adequado para o plantio. A depender do tipo do milho, alguns podem necessitar de mais espaços, já outros tipos, não; saber escolher bem as sementes; cuidar para que as pragas não invadam e destruam a sua plantação; suprir com irrigação necessária; colocar a temperatura apropriada. O milho precisa de muita iluminação da luz solar. Guardadas as variações das espécies dos milhos, a colheita pode acontecer em cerca de três meses ou levar até dez meses.

 

Então, qual é o tempo necessário para colheita do milho? Conforme acima dito entre três e doze meses. De todo modo, o milho precisa de tempo, entre a sua preparação até chegar o momento da colheita.

 

Já temos debatidos em outros textos sobre o plantio e sempre dei ênfase, na lição de quem planta, colhe; quem não planta, não colhe. Quem planta banana, colherá banana. Quem planta melancia, colherá melancia. Não tem como ser diferente disso, é a lógica do plantio e da colheita.

 

Além dos fatores já mencionados, é importante frisarmos de que todo plantio depende de tempo para a sua maturidade.

Na nossa vida comportamental, muitos não plantam nada, e pretendem colher; outros plantam errado e desejam colher o certo. Além do mais, é necessário tempo para que o fruto esteja maduro. Ninguém em sã consciência planta a semente hoje e espera que o fruto nasça amanhã

Qual é o momento da colheita? Depende, pois assim como o milho, que existem de vários tipos e espécies, e cada qual com o seu tempo de maturidade, nós, como seres humanos não somos diferentes disso, pois, cada indivíduo tem a sua particularidade e o seu tempo para se tornar maduro. Contudo, infelizmente, alguns nunca conseguirão obter a maturidade e gozar da colheita correta.

 

Levando em consideração a criatura ímpar que é o ser humano, a variação de cada um, o solo em que ele está vivendo, o ambiente, os cuidados que têm com a sua plantação, o zelo para que a plantação dê resultados satisfatórios, é difícil o dizer o tempo exato da colheita.

 

O momento da colheita não sabemos quando será. Porém, de um cenário eu tenho certeza, quem planta, colhe, pode ser que a colheita demore um pouco, além do seu esperado, porém, no momento exato, você colherá os frutos desejados.

 

*Francisney Liberato Batista Siqueira é Auditor Público Externo do Tribunal de Contas de Mato Grosso, Chefe de gabinete de Conselheiro do TCE-MT, Palestrante Nacional, Professor, Coach, Mentor, Advogado e Contador, Autor dos Livros “Mude sua vida em 50 dias”, “Como falar em público com eficiência” e “A arte de ser feliz”.

 

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