cultura

Exposição de festas religiosas vão para “dentro da casa” do visitante

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Chapada dos Guimarães seria o próximo destino da exposição Santos da Baixada. Mas, diante da situação de pandemia, a mostra que exibe registros belíssimos das populares festas de santo, está suspensa.

E como é tempo de acatar as orientações de autoridades de saúde que recomendam distanciamento social, os fotógrafos Luzo Reis e Antônio Siqueira decidiram levar a exposição para dentro da casa do visitante.

Desde o início desta semana, o acervo pode ser acessado em ambiente virtual, de qualquer lugar do mundo. Para quem não conseguiu visitar a mostra nas cidades de Rosário Oeste e Cuiabá, então, é uma boa pedida, já que Santos da Baixada está em cartaz no site oficial, o www.santosdabaixada.com.

De acordo com um dos idealizadores, Luzo Reis, a exposição virtual é uma forma de levar a mostra para além do museu, proposta já presente desde a formulação do projeto aprovado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). A exposição virtual já era prevista para ocorrer após a circulação das exposições pelas cidades. Contudo, com a suspensão da circulação, decidiu-se adiantar esta etapa.

A exposição virtual está disponível para acesso por computadores. Usuários de dispositivos móveis, como celulares e tablets, podem conferir a visita guiada, um vídeo que faz um percurso pela exposição com comentários, sonorização e audiodescrição, pensada especialmente para atender o público com deficiência visual, mas não apenas.

O fotógrafo recomenda aos visitantes seguirem a ordem sugerida, começando pela apresentação do projeto, procissões e rezas e cururueiros. Na sequência, são exibidos registros de símbolos importantes das festas de santo, como mastros, capelas, altares e oratórios. “Tem ainda, fotografias que revelam quais são as comidas típicas, danças, folclore e no tema ‘nosso povo’, exibimos fotos de personagens importantes durante todo o processo” explica.

“No projeto documental que realizamos, mostramos a relação do ribeirinho com o rio, as paisagens naturais, personagens do cancioneiro popular que além de morar na Baixada Cuiabana – boa parte deles na zona rural -, mantêm a devoção a santos, mantidas por suas famílias, por gerações e gerações”.

Em tempos de pandemia, em que muitas destas festas não puderam ser realizadas com fim de evitar aglomerações e conter o avanço do novo coronavírus, a exposição virtual é uma boa maneira de revivê-las.

Na realização do projeto, os fotógrafos visitaram diversas comunidades nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Rosário Oeste, Poconé, Bom Jardim (Nobres), Mimoso (Barão de Melgaço), Santo Antônio do Leverger, Nossa Senhora do Livramento e Chapada dos Guimarães.

Serviço

Exposição Virtual Santos da Baixada

Em cartaz permanentemente no site oficial

O site foi pensado seguindo as diretrizes de acessibilidade, além de contar com o vídeo da visita guiada, uma das atividades educativas do projeto.

www.santosdabaixada.com

Fonte: GOV MT

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cultura

TV produz documentário sobre o maior incêndio da história do Pantanal

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A maior planície alagada do planeta está em chamas e as consequências disso ainda são desconhecidas, mas serão registradas. A TV Assembleia (TVAL) está produzindo um documentário para contar, sob diferentes narrativas e muitas imagens, os impactos dos incêndios que até agora consumiram 20% de toda a biodiversidade do Pantanal. O material será gravado em três etapas para reproduzir parte da tragédia registrada este ano.

Equipe da TVAL levará ao mundo a história do maior incêndio do Pantanal | Foto: Anderson Sartori

O repórter Anderson Sartori sugeriu a realização do documentário após uma provocação da jornalista Lina Carvalho, que conhecendo a paixão do colega por documentários e pela natureza, sugeriu a realização de um projeto especial. Pronto, foi semeada a semente e Anderson levou a proposta para o superintendente da TVAL, Jaime Neto.

A equipe fez sua primeira inserção há duas semanas, quando uma diligência da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), da Câmara dos Deputados e do Senado Federal visitou o Pantanal para ver de perto as queimadas e ouvir os relatos da população local. Anderson Sartori, o cinegrafista Maximino Cruz, o operador de drone Roberto Kilila e o motorista Ronaldo Marques de Almeida percorreram a Transpantaneira de Poconé (a 102 km da Capital) até Porto Jofre, na divisa dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Com apoio de um drone, a imagens aéreas mostram a devastação do fogo até mesmo sobre as áreas úmidas. “Fiz muitas matérias no Pantanal e nunca vi assim. Você não vê água, não sei se um dia o Pantanal voltará a ser como antes”, descreve Maximino Cruz, que há 35 anos trabalha como cinegrafista.

Desafios – O jornalista Anderson Sartori diz que o objetivo do documentário é disponibilizar ao mundo as imagens e a história deste que já é considerado o maior incêndio do Pantanal. “É premissa da TV pública produzir conteúdos que possam desdobrar alguns assuntos com mais tempo e o documentário é um dos caminhos para levar informações mais aprofundadas para a comunidade”, afirma Anderson Sartori.

Além dos aspectos naturais e o dia a dia de quem está lidando com o combate ao fogo, o documentário também vai apresentar os impactos sociais e econômicos da queimada no Pantanal a partir da perspectiva de quem vive lá e também de pesquisadores e políticos. “Vimos pousadas destruídas, o ecoturismo será afetado diretamente”, exemplifica Anderson.

Para isso, a intenção é registrar a queimada, o que já foi realizado, o início das chuvas e depois, quando o Pantanal estiver cheio, gravar como será a reconstrução deste ciclo, visto que naturalmente o bioma é composto do revezamento entre a seca e a cheia de sua planície. Como o material está sendo produzido em Full HD, que garante qualidade de ponta às imagens, a equipe também precisará de uma estrutura especial para editar o documentário e apoio para realizar mais duas viagens.

A intenção é finalizar o documentário ainda no primeiro semestre de 2021. “Estamos trabalhando nos intervalos das pautas diárias e entre uma ida e a outro ao Pantanal para fazer entrevistas, pesquisar e adiantar a seleção de imagens”, explica Sartori.

Fonte: ALMT

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