AGRO & NEGÓCIO

Exportação de café em nível mundial totaliza 65,4 milhões de sacas em seis meses

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Cafés da espécie arábica participaram das exportações com 64% e robusta com 36% % no período de outubro de 2020 a março de 2021

O total das exportações de café, em nível mundial, atingiu um volume físico equivalente a 11,94 milhões de sacas de 60kg, no mês de março do corrente ano de 2021, número que representa um aumento de 2,4%, se comparado com as 11,66 milhões de sacas exportadas em março de 2020. De modo semelhante, se for expandido o período de análise das exportações globais para o total acumulado no período de outubro de 2020 a março de 2021, constata-se que as exportações também registraram aumento de 3,5%, ao passarem de 63,2 milhões de sacas para 65,4 milhões de sacas, em comparação com o mesmo período do ano-cafeeiro anterior.

Vale registrar que, no período em análise, de outubro de 2020 a março de 2021, o aumento das exportações globais se deu pela venda de cafés verdes, que tiveram um incremento de 4,3%, ao registrarem 59,32 milhões de sacas. Em contrapartida, as exportações de café solúvel e café torrado registraram queda de 3,4% e 4%, em comparação com o mesmo período anterior, ao totalizarem 5,72 milhões e 336,17 mil sacas, respectivamente.

Neste mesmo contexto, também vale ressaltar que os números e dados estatísticos, ora em análise, da performance das exportações da cafeicultura global, foram obtidos do Relatório sobre o mercado de Café – abril 2021, da Organização Internacional do Café – OIC, instituição representativa da cafeicultura mundial, da qual o Brasil é país-membro. A OIC congrega países produtores e consumidores de café, bem como administra o Acordo Internacional do Café. Tal Relatório também encontra-se disponível na íntegra no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café. Convém esclarecer que o ano-cafeeiro para a OIC compreende o período de outubro a setembro.

Conforme o Relatório da OIC, o desempenho das exportações dos blocos regionais durante os primeiros seis meses do atual ano-cafeeiro (outubro de 2020 a setembro de 2021), comparado com o mesmo período anterior, demonstra que as vendas de café da África caíram 8,9%, ao atingirem 5,96 milhões de sacas, e que o volume das exportações de café da Etiópia, Costa do Marfim e Quênia também caíram, respectivamente, 28,5%, 49% e 9,5%.

No caso da Ásia & Oceania, também importantes regiões produtoras de café em nível mundial, as exportações registraram queda de 6,3%, ao atingirem 19,3 milhões de sacas. E as exportações de café do Vietnã, segundo maior produtor em nível mundial e maior produtor dessa região, caíram 13,2%, com 12,58 milhões de sacas vendidas aos importadores. Quanto às exportações do México & América Central, também houve registro de queda nos números, com uma diminuição de 12,2%, ao somarem 6,06 milhões de sacas. E, em Honduras, maior produtor da região, ocorreu uma queda de 20,9%, com 2,19 milhões de sacas, nos primeiros seis meses do atual ano-cafeeiro da OIC, comparado com o mesmo período do ano-cafeeiro anterior.

Em contrapartida, a América do Sul, único bloco regional a apresentar aumento nas exportações de café nos primeiros seis meses do referido ano-cafeeiro 2020-2021, pois atingiu o volume de 33,74 milhões de sacas, performance 17% maior que o desempenho anterior. E, finalmente, nesse mesmo bloco, as exportações da Colômbia cresceram 3,5%, com 7,09 milhões de sacas, o Equador se manteve estável, com aproximadamente 1,75 milhão de sacas, e os Cafés do Brasil, maior produtor e exportador do mundo, apresentaram aumento de 23,3% ao atingirem 24,66 milhões de sacas, no citado período.

No caso do Brasil, o desempenho positivo das exportações, conforme o Relatório sobre o Mercado de Café – abril 2021, pode ser atribuído principalmente ao fato de o País ter tido sua produção um ano de bienalidade positiva do café arábica, espécie que tem como característica alternar produção maior em um ano-safra, com outra menor na safra seguinte.

Visite o site do Observatório do Café para ler na íntegra o Relatório sobre o mercado de Café – abril de 2021, da OIC, pelo link:

http://consorciopesquisacafe.com.br/arquivos/consorcio/publicacoes_tecnicas/relatorio_oic_abril_2021.pdf

Conheça todo acervo digital das Bibliotecas do Café, pelo link:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/component/content/article/991-2020-05-21-01-18-39

Confira as ANÁLISES (Análises e notícias da cafeicultura) divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias

Acesse também as publicações sobre café e portfólio de tecnologias do Consórcio Pesquisa Café:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/publicacoes/637

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Deputados visitam Embrapa Gado de Leite para fomento de políticas públicas para o setor

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Nesta sexta-feira,11 de junho, a presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Social, da Câmara dos Deputados, deputada Aline Sleutjes (PSL), os deputados Domingos Sávio (PSDB), Charlles Evangelista (PSL) e Benes Leocádio (Republicanos) visitaram as instalações da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco e Juiz de Fora, para avaliar as oportunidades para que o produtor reduza os custos de produção e maximize a rentabilidade.

De acordo com a deputada, a meta é disponibilizar para os produtores do Brasil possibilidades de redução de custo de produção, que hoje é muto alto, através da transferência de tecnologias comprovadamente exitosas..  Muitas queixas e dificuldades dos produtores foram identificadas pela comissão, Portanto, a busca de soluções, através de visitas técnicas (a primeira foi na Embrapa Gado de Leite e acontecerá, ainda, no Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Espírito Santo), foi a medida mais certeira para definir alternativas de suporte ao setor.

“Aqui na Embrapa queremos ver as opções. Vamos fazer a leitura de todos os conhecimentos, as oportunidades, as pesquisas, o que está sendo desenvolvido na questão da alimentação, da energia elétrica… A utilização da energia fotovoltaica, se o gado fica no pasto aberto ou confinado, enfim, vamos anotar todas as possibilidades para encontrar o melhor para a economia do produtor. Estamos falando de 20 milhões de brasileiros, direta e indiretamente, no setor leiteiro. Então, temos que achar alternativas para que eles se mantenham no campo e com qualidade”, pontua Aline.

Durante a visita, os deputados puderam conhecer o Compost Barn, onde 217 vacas ficam confinadas e cuidadas. O pesquisador da Embrapa, Pedro Arcuri, explicou como funciona o sistema, que monitora o rebanho, priorizando conforto e limpeza. As vacas ficam com uma espécie de coleira que transmite os dados para o sistema, como, por exemplo, informações sobre a parte reprodutiva, se alguma apresenta doença, dentre outras, o que melhora, e muito, a produtividade do rebanho. Pedro Arcuri ressaltou, ainda, que o modelo é viável, inclusive, para o pequeno produtor, através do aluguel mensal do equipamento. 

Em seguida, o grupo se inteirou de o outro método utilizado pela Embrapa, através do pasto aberto. A produção é chamada de leite verde, pois os animais usam o pasto como base da alimentação. Neste caso, a temperatura, irradiação solar, umidade e locomoção impactam na capacidade de produção do leite. A raça mais adequada é o Girolando, que tem maior resistência ao calor e ao carrapato, por exemplo.  A comissão também pôde conhecer a vitrine de forrageiras, onde há cerca de 60 exemplos de cultivares, entre elas, o BRS Capiaçu e o BRS Kurumi.

O chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, Paulo Martins, enfatiza que a visita é uma forma de se buscar soluções para o setor: “Os deputados puderam perceber que existem várias saídas para os problemas que os produtores enfrentam. Tecnologia existe, mas temos que pensar em ter mais, pois buscar novas tecnologias não tem fim. Os problemas novos surgem e precisamos ter soluções novas. É preciso investir e encontrar maneiras eficientes para que o produtor tenha acesso ao que já existe. Além disso, a pesquisa se faz, necessariamente, com recursos públicos e com parceria privada. Quando o governo federal aporta recursos, a gente tem condições de trabalhar com mais eficiência e tranquilidade”, completa.

Leite é o quarto maior faturamento no ranking do agronegócio

De acordo com a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o valor bruto de produção (VBP) no segmento pecuário, em 2019, alcançou R$ 250,8 bilhões. Só do setor leiteiro, foram mais de R$ 50 bilhões, ocupando o quarto lugar do ranking dos maiores faturamentos, atrás, apenas, da soja, da carne bovina e do milho. Mas, se for considerada a geração de riqueza até no varejo, o faturamento anual da cadeia chega a R$ 100 bilhões. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite), Geraldo Borges, analisou o cenário brasileiro. De acordo com ele, que também estava presente na visita, o setor leiteiro vem passando por mudanças nas últimas quatro décadas de desenvolvimento, produção e de aumento de produtividade.

“O Brasil é o terceiro produtor de leite no mundo. É fundamental que na Câmara dos Deputados exista um trabalho focado na cadeia produtiva láctea para que as políticas públicas possam ser bem elaboradas, as leis sejam bem trabalhadas, para que tragam melhorias para o setor: desburocratizar, fazer com que ele se desenvolva e seja competitivo. Por isso, é muito importante essa visita hoje, para que o trabalho lá na casa legislativa seja bem conduzido, bem trabalhado, dentro da realidade que nós, da cadeia produtiva do leite, precisamos”, destaca Geraldo. De acordo com ele, um dos problemas reais hoje é o custo de produção, que tira a competitividade com os maiores produtores e exportadores de lácteo do planeta.

Segundo dados do último Censo do IBGE, o Brasil tem 1.171.000 propriedades produtoras de leite e em 98% dos municípios tem o produto. Para o deputado Domingos Sávio, a Embrapa é fundamental para a pecuária leiteira. “Primeiro, porque o Brasil é um grande produtor de leite e derivados, que são componentes importantes na segurança alimentar. Segundo, porque não temos outras ações de pesquisa no leite, como temos em outras áreas de produção, como de grãos. A grande pesquisadora do produtor de leite no Brasil é a Embrapa Gado de Leite. Tenho um respeito muito grande por esses profissionais que se dedicam a pesquisar técnicas que melhorem a produtividade e otimizem a atividade do produtor”.

O deputado Benes Leocadio acrescentou que é fundamental esse olhar mais próximo ao setor: “Com as tecnologias, hoje usadas e demonstradas aqui para nós pela Embrapa, confirmamos que é um segmento que deve ser apoiado e cada vez mais fortalecido para termos a certeza e a garantia que é uma atividade que pode ser sustentável. Nas discussões que estamos tendo hoje, no conhecimento, nas várias experiências e ensinamentos que estamos tendo aqui in loco, podemos, através da Comissão de Agricultura, darmos um olhar mais próximo para essa cadeia, para desenvolvê-la e termos resultados lucrativos”.

Comissão visita sede para inauguração do estúdio de EAD da Embrapa

A comitiva chegou à sede e, antes da inauguração do estúdio, conheceu   o Laboratório de Qualidade do Leite (LQL) que, além de apoiar os projetos de pesquisa da instituição, presta serviço de análise de amostras do leite cru para clientes externos, como indústria, cooperativas e produtores rurais. A unidade integra a Rede Brasileira de Laboratórios de Controle de Qualidade de Leite (RBQL), criada pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA).

“Para a legislação brasileira, todo leite, para ser inspecionado, tem que ter necessariamente o aval de um laboratório da rede. Todos os laticínios têm, obrigatoriamente, que fazer a análise do leite e encaminhar uma vez por mês as amostras, para verificar a qualidade do produto. Além disso, é uma forma de subsidiar a tomada de decisão por parte dos produtores com o intuito de melhorar o produto”, explica o chefe-geral, Paulo Martins.

Em seguida, os deputados participaram da inauguração do estúdio onde acontecerá as produções para as aulas remotas. O ensino a distância (EAD), com foco na transferência de tecnologia e conhecimento com soluções para a cadeia do leite, foi a mola propulsora para a criação de uma estrutura com foco em Educação. O estúdio foi feito com verba de emenda parlamentar do Deputado Charlles Evangelista. Para ele, alocar recursos na Embrapa é ter a certeza que serão muito bem aplicados. “Fico muito feliz por poder contribuir com a emenda parlamentar, principalmente por tudo que vem sendo feito pela instituição em favor cadeia do leite, as pesquisas, novas tecnologias, a modernização da produção… São ações que tenho certeza que vai beneficiar todo o agronegócio no país”, ressalta Evangelista.

Link de acesso a live: cutt.ly/visitaembrapagadodeleite

Fonte: Embrapa

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