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Espetáculo baseado nas obras de Silva Freire celebra os 303 anos de Cuiabá

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Para resgatar a cultura cuiabana, com a utilização de textos do inesquecível poeta mato-grossense Silva Freire, a Cia Cena Onze de teatro, juntamente com os cantores Pescuma, Henrique e Claudinho, o premiado grupo de dança Flor Ribeirinha e o historiador João Carlos Ferreira, celebram o aniversário da capital mato-grossense com o espetáculo Memórias: Cuiabá 303 anos, no próximo dia 07 de abril, às 19h, no Cine Teatro Cuiabá.

Pescuma, Henrique e Claudinho

De acordo com o diretor artístico do Cena Onze, Flávio Ferreira, a obra de Freire foi as escolhida para a homenagem porque ela representa a cuiabania. “Tudo que ele escreveu sobre a nossa querida cidade é fantástico. O espetáculo foi construído a partir desse enredo, do texto do Freire, somado às músicas do nosso regional, o Siriri e o Cururu”, destaca ele.

João Carlos Ferreira

“Na parte musical eu vou entrar com violão e voz, o Claudinho com viola caipira e voz, o Henrique e o João Carlos Ferreira com as vozes, o músico Marcelo na percussão e músico Ligeirinho no acordeom. E vamos trabalhar um repertório baseado em chamamés, polcas e guarânias, mostrando a fusão do siriri com a polca e muito rasqueado cuiabano, fazendo um repertório variado, viajando pelos clássicos que Cuiabá sempre ouviu e pela música da fronteira, que chegou através dos rios, das chalanas que faziam o caminho das águas Cuiabá – Corumbá”, explica o cantor e compositor, Pescuma.

Cena Onze

Ele complementa dizendo que nessa viagem musical, com clássicos de todos os estilos, a Cia Cena Onze de Teatro fará as performances com os poemas e textos de Silva Freire e o grupo Flor Ribeirinha apresenta a dança para mostrar a junção da polca com o siriri, resultando no rasqueado.

Flor Ribeirinha

Benedito Sant’Anna da Silva Freire, nasceu no dia 20 de setembro de 1928 e faleceu no dia 11 de agosto de 1991, aos 62 anos, em Cuiabá. Foi advogado, jornalista cultural, poeta de vanguarda e professor titular do Departamento de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), colaborando para a formação cultural brasileira e para história política, educacional e literária mato-grossense.

Os ingressos podem ser adquiridos a partir da doação de 2 quilos de alimentos não perecíveis, na própria bilheteria do Cine Teatro Cuiabá, a partir das 14h do dia 05 de abril. As doações serão entregues à instituições de caridades em Cuiabá.

Os organizadores do evento lembram que o uso da máscara de proteção é facultativo, e acrescentam que sua utilização foi liberada a partir do Decreto Nº 9.013/22, da Prefeitura de Cuiabá, publicado na edição de 23 de março da Gazeta Municipal.

Sobre a Cia Cena Onze de Teatro

Nascida diante das necessidades de ações culturais voltadas para as comunidades carentes em Mato Grosso, a Cia Cena Onze de Teatro promove cursos de formação teatral, dança, circo, artesanato, pintura, palestras com foco na prevenção ao uso de álcool e outras drogas, uso sustentável dos recursos naturais, reciclagem, ecologia e educação para o trânsito.

 

Serviço:

O que: Espetáculo Memória: Cuiabá 303

Quando: 07 de abril

Onde: Cine Teatro Cuiabá

Valor: 2 quilos de alimentos não perecíveis

Mais informações: 65 9227-6215

 

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Artesanato do Centro-Oeste compõe exposição no Rio; rede de Mato Grosso faz sucesso

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Rede das redeiras de Limpo Grande de Várzea Grande

O Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), localizado na Praça Tiradentes, região central do Rio de Janeiro, oferece ao público a exposição gratuita Casa do Brasil Central, do Cerrado ao Pantanal, que pode ser vista de terça-feira a sábado, das 10h às 17h, até o próximo dia 30 de outubro. Após a visitação, as peças artesanais podem ser adquiridas.

© Divulgação CRAB

A exposição é promovida pelas unidades do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

“Os estados e o Distrito Federal se juntaram para fazer uma ocupação, como se fossem um território só, com os biomas do Pantanal e Cerrado”, disse o curador da mostra Renato Imbroisi à Agência Brasil.

Renato Imbroisi decidiu transformar a mostra em uma grande casa cenográfica, montada em uma área de 440 metros quadrados (m²) do CRAB, em cujos cômodos o visitante tem a oportunidade de apreciar as riquezas naturais, objetos artesanais e a culinária típica da região conhecida como Coração do Brasil ou Berço das Águas.

“Cada espaço tem a força de mostrar o artesanato de cada um desses estados, com uma diversidade grande. A gente tem cerâmica, madeira, bordados, trabalhos com fibras, crochê, pintura, escultura. São mais de 200 artesãos”.

A casa

A exposição tem duas entradas. A primeira exibe os monumentos de Brasília, seguindo-se o Pantanal e o Cerrado, ilustrados por esculturas de animais em fibra de vidro, madeira, barro e produto reciclado. A partir dessa área, o público entra em uma varanda, decorada por redes de Várzea Grande bordadas, além de objetos de mestres artesãos tradicionais dos estados do Centro-Oeste.

De acordo com Imbroisi, a ideia é também gerar negócios para os artesãos participantes da exposição. “É uma vitrine de oportunidades. A exposição inteira está à venda.”

Na varanda, são encontradas também peças indígenas, principalmente de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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No quarto, uma projeção na cama oferece ao visitante animações em cima de vários tipos de bordados. Há também painéis com flores do Cerrado, em fotos dos profissionais Lena Trindade e Lucas Moura, feitas para a mostra.

Na cozinha, estão expostos vários utensílios, desde panelas de barro, panos de prato, jogos americanos, até frutos do Cerrado. A sala de jantar expõe cavalhadas de Goiás, esculturas de cenas do cotidiano da região, ilustrando a lida no campo, utensílios de vaqueiros, animais, além de uma parte religiosa com terços de sementes de buriti. No fundo, ouve-se uma trilha sonora de conversas dos artesãos trocando receitas e falando de seus trabalhos.

O banheiro representa as águas cristalinas. Há uma série de projeções de filmes dos rios, cachoeiras, das águas correntes da região. Na sala de estar, um painel gigante de madeira esculpida retrata boiadeiros que atravessam o Pantanal levando gado. No corredor, aparece em tamanho real a maioria dos artesãos com sua obra na mão e, em frente a eles, há paisagens do Cerrado e do Pantanal e dos animais desses biomas.

A segunda entrada exibe uma quantidade grande de ipês feitos de troncos de árvores, com flores e pássaros esculpidos em madeira.

Diversificação

Casa do Brasil Central, do Cerrado ao Pantanal Casa do Brasil Central, do Cerrado ao Pantanal

Casa do Brasil Central, do Cerrado ao Pantanal – Divulgação CRAB Sebrae

O diretor de Desenvolvimento do Sebrae Rio, Sergio Malta, destacou que esta é uma das maiores e mais diversificadas mostras de artesanato brasileiro já expostas no CRAB.

“Queremos, com isso, não só contribuir para essa arte popular e para a cultura do país, como também gerar renda para o artesão do Centro-Oeste, região que ocupa 19% do território nacional”.

Programa Ocupação

Criado em março de 2016, em um prédio histórico da Praça Tiradentes, no Rio de Janeiro, o CRAB está, atualmente, conectado com todo o país para reposicionar e qualificar estrategicamente os produtos feitos à mão no Brasil e capacitar os agentes da sua cadeia produtiva.

O primeiro passo para reforçar essa conexão foi a criação do Programa Ocupação: um convite para que as áreas de artesanato de todas as unidades do Sebrae ocupassem o espaço do CRAB com mostras temporárias todos os anos, apresentando ao público o que há de mais significativo e relevante na produção de cada estado.

De acordo com a gerente do CRAB, Ana Paula Moura, a ideia é “vestir” o CRAB com todas as riquezas existentes no Brasil.

A mostra de artesanato organizada pelo Sebrae Pará, chamada Círio de Cores e Sabores, inaugurou o projeto Ocupação do CRAB, em setembro do ano passado.

Fonte: EBC Geral

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