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Equipe de hospital de Madrid enfrenta neve para ajudar colegas após tempestade

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Fer Capdepón Arroyo/Pacific Press

Tempestade Filomena atingiu a Espanha na sexta-feira e afetou cerca de 20 mil km de estradas em todo o país

Profissionais de saúde em Madri fizeram de tudo – alguns caminhando a pé por horas – para aliviar seus colegas exaustos enquanto a Espanha luta contra o golpe duplo de uma tempestade mortal e a pandemia de coronavírus .

A tempestade Filomena atingiu o país na sexta-feira (08) , cobrindo grande parte dele com neve e paralisando Madri enquanto a cidade experimentava sua maior nevasca em 50 anos. Em todo o país, a tempestade ceifou pelo menos quatro vidas , afetou cerca de 20 mil km de estradas e deixou milhares presos em seus carros por até 12 horas sem comida e água.

Nos hospitais de Madri, já atingidos por um número de casos de coronavírus que está entre os mais altos do país, uma equipe cansada lutou para lidar com a situação. Os trabalhadores da saúde dobraram e triplicaram seus turnos para cobrir os colegas que não conseguiam ir, enquanto um hospital transformou sua academia em um dormitório improvisado para trabalhadores que não podiam voltar para casa.

Com estradas bloqueadas e trens suspensos cancelados, o auxiliar de enfermagem Raúl Alcojor caminhou 14 km para chegar ao seu turno em um hospital na periferia da cidade. “Moralmente, eu não podia ficar em casa”, disse ele, citando colegas que trabalhavam há mais de 24 horas.

A viagem demorou duas horas e 28 minutos, complicada pelas muitas árvores caídas e neve que às vezes chegava a 40cm de profundidade. “Eu disse a mim mesmo, ‘vá em frente'”, disse Alcojor à emissora Cadena Ser. “Se eu chegar lá, estarei lá. Se eu não conseguir, vou me virar.”

Outros tiveram a mesma ideia. Uma enfermeira compartilhou sua história nas redes sociais enquanto fazia a jornada de 20 km até o hospital a pé , enquanto um vídeo postado nas redes sociais mostrava outras duas enfermeiras caminhando 22 km para chegar ao hospital 12 de Octubre de Madrid.

O relato de um médico residente que viajou 17 km para chegar ao trabalho – uma jornada que ele descreveu como “neve pura” – gerou elogios do ministro da saúde do país ndo país neste domingo (10). “O empenho dos profissionais de saúde é um exemplo de solidariedade e dedicação”, tuitou Salvador Illa.

Fonte: IG Mundo

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BRASIL E MUNDO

Satélite brasileiro Amazonia-1 é lançado com sucesso

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Foi lançado neste domingo (28), direto do Centro de Lançamento Satish Dhawan Space Centre, em Sriharikota, na Índia, o satélite Amazonia-1. O lançamento aconteceu exatamente às 1h54 (horário de Brasília). Sem imprevistos, a operação foi um sucesso e o primeiro satélite de observação da Terra totalmente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, já está no espaço, situado numa altitude média de 752 km acima da superfície terrestre. Uma comitiva do governo brasileiro liderada pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, acompanhou o lançamento direto da Índia.

Ao final do lançamento bem-sucedido, o ministro Pontes comentou a importância da missão para o Brasil. “O satélite será fundamental para o monitoramento da Amazônia e outros biomas no Brasil, além de inaugurar uma nova era para a indústria brasileira de satélites”, ressaltou.

O diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Clezio de Nardin também comemorou o sucesso do lançamento, “um dos marcos mais importantes do desenvolvimento de um satélite” e confirmou a execução de procedimentos fundamentais para a operação do aparelho. “O satélite executou as primeiras atividades previstas, como a abertura do painel solar, a estabilização de sua orientação em relação à Terra, a verificação preliminar de seus subsistemas e a colocação no modo de prontidão. Iniciamos neste momento a fase de teste para verificação do satélite e ajustes de sua câmera, o que permitirá obter a primeira imagem de alta resolução gerada pelo Amazonia-1”.

Amazonia-1

O Amazônia-1 é o terceiro satélite brasileiro de sensoriamento remoto em operação, junto com o CBERS-4 e CBERS-4A. O equipamento vai fornecer imagens para monitoramento da Terra. Os dados gerados também serão úteis para atender o monitoramento da região costeira, reservatórios de água, desastres ambientais e estarão à disposição da comunidade científica, órgãos de governo e quaisquer interessados.
 
O equipamento integra a Missão Amazônia, que tem, por objetivo, fornecer dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar especialmente a região amazônica, além de monitorar a agricultura no pais, a região costeira, reservatórios de água e florestas (naturais e cultivadas). Há, ainda, a possibilidade de uso para observações de possíveis desastres ambientais. A Missão Amazônia pretende lançar, em data a ser definida, mais dois satélites de sensoriamento remoto: o Amazônia-1B e o Amazônia-2.
 
Entre os ganhos tecnológicos que a missão deverá render ao país se destacam a consolidação do conhecimento do Brasil no ciclo completo de desenvolvimento de satélites; o desenvolvimento da indústria nacional dos mecanismos de abertura de painéis solares, o desenvolvimento da propulsão do subsistema de controle de atitude e órbita na indústria nacional e a consolidação de conhecimentos na campanha de lançamento de satélites de maior complexidade.

Confira a transmissão completa no canal do MCTI no YouTube

Com informações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações

Fonte: Brasil.gov

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