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Enfermagem, a grande força do SUS

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Médico Renan Loureiro

Por Renan Loureiro

 A equipe de enfermagem, formada por enfermeiros, técnicos e auxiliares, é fundamental na promoção e na manutenção da saúde e do bem-estar da população, atuando na linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS) na prevenção e no tratamento de doenças. São grandes parceiros da equipe médica e merecem o reconhecimento não apenas no Dia Mundial da Enfermagem, 12 de maio, como o tempo todo.

Presente em todos os níveis da saúde pública, a Enfermagem é uma das grandes forças que estruturam o SUS, protagonizando projetos inovadores e garantindo uma assistência humanizada. Assim, os profissionais da área transformam diariamente a vida de milhões de pessoas e provam que, com competência e dedicação, é possível diminuir a dor do próximo.

Ou seja, todo brasileiro utiliza os serviços do SUS, seja para tomar uma simples vacina, ou para a realização de cirurgias de alta complexidade, como os transplantes. Isso o torna o um dos maiores e mais eficientes sistemas de saúde pública e gratuita do mundo.

Exemplo da importância do enfermeiro no SUS é a gestão da enfermagem nas unidades básicas de saúde, onde os enfermeiros realizam atividades diversas, de liderança da equipe de saúde, atendimento aos programas preconizados pelo Ministério da Saúde, como pré-natal, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança, atendimentos à saúde da mulher e atendimento ao idoso, entre outros.

No ambiente hospitalar (atenção secundária e terciária), a enfermagem está na linha de frente da assistência ao paciente em todas as etapas do atendimento, construindo uma assistência humanizada e segura.

O SUS tem como princípios a universalidade, que é a garantia de saúde a todo e qualquer cidadão; a equidade, que é o tratamento diferenciado visando reduzir a desigualdade; e a integralidade, que consiste na atenção integral na oferta de serviços ao cidadão.

Nesse contexto, a Enfermagem, como uma importante parte da área da saúde, está interligada ao SUS, tendo em vista que, sem os enfermeiros, os técnicos e os auxiliares de enfermagem, o sistema público de saúde não conseguiria funcionar.

Os enfermeiros estão na linha de frente do cuidado na assistência à saúde do paciente e integram a equipe multidisciplinar de saúde. Para que tenhamos atendimento e cuidado efetivos, é necessário auxílio do enfermeiro para atuar em relação às atividades práticas e administrativas que concernem ao contexto da enfermagem.

Um dos grandes desafios da Enfermagem é em relação à estrutura das unidades de saúde, desafio também para prefeitos e secretários de saúde. Com a pandemia e a crise de saúde pública provocada por ela, o desafio foi ainda maior para todos, valendo ressaltar o trabalho admirável  da Enfermagem, a grande força do SUS, no enfrentamento à Covid-19.

Renan Loureiro é médico, anestesiologista e atua há 8 anos no SUS em Mato Grosso

 

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Surto de Hepatite Infantil Aguda deixa países em alerta

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Por Mayara Meotti

Você provavelmente já ouviu falar do surto de hepatite infantil aguda de causa desconhecida, que está ocorrendo em pelo menos 25 países, inclusive no Brasil, e vem causando preocupação.

Vamos começar explicando que a hepatite é uma inflamação do fígado causada por uma variedade de vírus infecciosos e agentes não infecciosos, existindo 5 cepas principais do vírus referidas como tipos A, B, C, D e E e que podem levar a sérios problemas de saúde, podendo ser fatais em alguns casos.

Estes casos de hepatite aguda de causa ainda desconhecida, ocasionam uma inflamação do fígado de forma abrupta, com enzimas hepáticas acentuadamente elevadas. Conforme o Instituto Butantan, o adenovírus foi detectado em pelo menos 74 casos; sendo que em 18 casos, testes moleculares identificaram a presença do adenovírus F tipo 41 e em 20 foi identificada a presença do SARS-CoV-2. Além disso, em 19 houve uma co-infecção por SARS-CoV-2 e adenovírus.

Segundo a OMS, os vírus comuns que causam hepatite viral aguda (vírus da hepatite A, B, C, D e E) não foram detectados em nenhum desses casos. Viagens internacionais ou conexões em outros países não foram identificados como fatores da doença. Sua real causa ainda está sob investigação pela OMS.

Por isso é fundamental que as vacinas contra alguns tipos de hepatite estejam em dia. Assim é possível descartar os vírus que a pessoa está imune e pesquisar a verdadeira causa da hepatite aguda.

Dados da OMS mostram que cerca de 4,5 milhões de mortes prematuras poderiam ser evitadas em países de baixa e média renda até 2030 por meio de vacinação, testes de diagnóstico, medicamentos e campanhas educativas.

A estratégia global da OMS, endossada por todos os Estados Membros, visa reduzir as novas infecções por hepatite em 90% e as mortes em 65% entre 2016 e 2030.

Portanto pais e mães não deixem de completar o ciclo vacinal de seu filho, você estará preservando a vida dele e a de vocês e ajudando o país a exterminar tipos de doenças que só com a prevenção podem ser evitadas.

Mayara Meotti é enfermeira da Saúde Livre clínicas de vacinação

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