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Empreendedorismo

Empresas de tecnologia abrem mercado de trabalho para mulheres

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Empresas que utilizam a tecnologia para oferecer serviços financeiros de forma mais eficiente, inovadora e acessível, estão abrindo mais espaços para mulheres no mercado de trabalho. Levantamentos mostram que em todo o Brasil elas já ocupam 7,6 milhões de vagas na área de tecnologia

Um exemplo é o J17 BANK, com sede em Londrina, que tem metade da diretoria formada por mulheres. Ruth Silva, hoje diretora de Tecnologia e Produtos do J17 BANK, exemplifica o sucesso das mulheres na área.

“Eu nasci em Belém do Pará, sim, no Norte do Brasil. Me formei com 21 anos e desde os 19 trabalho com tecnologia. Comecei minha jornada como desenvolvedora”. O relato é da Ruth Silva, hoje executiva de TI, que saiu de estagiária e hoje ocupa o principal cargo de tecnologia de uma das mais promissoras “fintechs” do Brasil. Ela é um exemplo de um movimento ainda lento, árduo e de resiliência, mas presente nas empresas brasileiras, que são as mulheres na tecnologia (“tech girls”).

O mercado de trabalho brasileiro tem visto um aumento contínuo no número de mulheres empregadas. Em 2023, foram registradas 43,3 milhões de vagas, com São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro liderando em termos de emprego feminino. Contudo, a desigualdade salarial ainda persiste, com mulheres recebendo, em média, 22% a menos que os homens para funções equivalentes. A disparidade é ainda mais acentuada para mulheres negras, que ganham até 44% menos do que homens brancos.

Além disso, a presença feminina em cargos de liderança é limitada. Um estudo da B3 revelou que 55% das empresas não têm mulheres em posições de diretoria e 37% não possuem mulheres em seus Conselhos. A desigualdade de gênero continua sendo um tema relevante, refletido até mesmo no tema da redação do Enem 2023, que abordou a invisibilidade das mulheres no mercado de trabalho.

No setor de tecnologia, os avanços são visíveis. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o número de mulheres em áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática atingiu 7,6 milhões em 2023, superando o número de homens na mesma área. Esse setor está se destacando como um campo com mais oportunidades e espaço para o crescimento feminino.

No J17 BANK, o foco em práticas de ESG e inclusão se reflete no fato de que 72% dos funcionários são mulheres. João Nicastro, Fundador e CEO, destaca o impacto positivo das mulheres na empresa, afirmando que sua presença tem sido crucial para o equilíbrio e sucesso da organização.

Meire Zamoner, psicóloga e diretora de RH do J17 BANK, acredita que a visão única das mulheres é fundamental para o equilíbrio e eficácia da equipe. Ela ressalta a importância de ter 50% de mulheres na liderança, enfatizando que o objetivo é criar um ambiente de colaboração e respeito mútuo, e não de competição.

Ruth Silva começou sua carreira como analista e passou por várias experiências significativas antes de se tornar diretora no J17 BANK. Ela compartilha sua trajetória como um exemplo de superação e encorajamento para outras mulheres, especialmente para aquelas do Norte e Nordeste do Brasil.

Ana Paula Canela, Head de Produto, também exemplifica a força das mulheres em sua família e carreira. Com uma trajetória inspiradora que começou com desafios pessoais e acadêmicos, Ana se destacou na área bancária e hoje contribui para o setor com sua experiência e liderança.

Ana Canela observa que, embora a presença das mulheres nas universidades seja significativa, ainda enfrentam desafios como o machismo estrutural. Ela acredita que criar um ambiente colaborativo e diversificado é essencial para o sucesso e que o setor financeiro, tradicionalmente dominado por homens, está começando a se abrir para mais oportunidades para mulheres.

Uma pesquisa da McKinsey revelou que empresas com maior diversidade e inclusão têm resultados financeiros 55% melhores do que aquelas com menor diversidade. O tema é de grande importância, alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) que visam a inclusão e igualdade de gênero.

José Manuel, diretor de Estratégia do J17 BANK, enfatiza que a presença feminina e as melhores práticas são essenciais para o crescimento da empresa. Com uma projeção de que até 2030 as mulheres representarão 64,3% da força de trabalho, o J17 BANK está comprometido em aproveitar o talento e a determinação das mulheres para alcançar novos patamares.

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Empreendedorismo

Coworkings viram ponto de encontro de empreendedores e aquecem o comércio local

Coworkings ganham força, conectam empreendedores e fazem o comércio do bairro vender mais com fluxo diário de pessoas, reuniões e eventos.

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Foto: Freepik

Coworkings viram ponto de encontro de empreendedores e aquecem o comércio local porque juntam rotina de trabalho, networking e consumo no mesmo endereço.

Não é só uma mesa com Wi Fi. É um vai e vem constante de pessoas que chega cedo, sai para almoçar perto, volta para uma reunião, chama alguém para um café e resolve pendências rápidas no entorno, como imprimir um contrato ou comprar um lanche. Esse movimento diário cria um tipo de “horário de pico” novo para o bairro, que não existia antes.

Quando um coworking abre, o comércio ao redor sente na prática. A padaria da esquina vende mais no meio da manhã, o restaurante ganha clientela fixa durante a semana, a papelaria recebe pedidos de última hora e o estacionamento passa a ter mais giro.

No fim, o coworking vira um ponto de circulação que puxa demanda para serviços simples e repetidos, aqueles que sustentam o caixa local todos os dias.

Por que tanta gente trocou a casa pelo coworking

O motivo mais comum é foco. Em casa, o trabalho disputa atenção com cama, louça, entrega, barulho e tarefas que parecem pequenas, só que somam.

Nos coworkings, o ambiente já empurra a pessoa para o modo trabalho. Tem hora para chegar, pessoas concentradas ao redor e uma estrutura pronta. A sensação é de ter um lugar oficial para produzir, mesmo sem gastar como se fosse um escritório tradicional.

Outro motivo é credibilidade. Receber um cliente numa mesa da cozinha não passa a melhor impressão para alguns tipos de serviço. No coworking, o empreendedor usa uma sala de reunião, oferece água, faz apresentação com calma e fecha negócio com mais confiança.

Essa credibilidade tem impacto direto no dinheiro que entra, e o comércio local ganha junto, porque cada reunião costuma virar consumo antes ou depois.

O efeito no bairro aparece em detalhes do dia a dia

Quando um coworking começa a encher, o bairro muda sem alarde. O restaurante que era vazio em dias úteis passa a ter fila em certos horários. A cafeteria vê muita gente pedindo bebida para levar e volta para uma segunda rodada no meio da tarde.

Serviços que pareciam simples ganham demanda, como impressão, encadernação, conserto rápido de notebook, compra de cabo, adaptador, carregador e fone. Até o salão de beleza e a barbearia percebem crescimento, porque quem trabalha perto tenta resolver tudo na mesma região.

Esse movimento é forte porque não depende de um evento raro. Ele se sustenta na repetição. Gente trabalhando todo dia precisa comer, se locomover, comprar e se encontrar.

Coworkings viram ponto de encontro de empreendedores e aquecem o comércio local quando criam uma base diária de clientes que antes não existia, ou que ficava espalhada pela cidade.

Eventos e comunidades transformam o coworking em vitrine

Muitos coworkings não ficam só no aluguel de mesa. Eles criam encontros de networking, palestras, mentorias, aulas rápidas e até feiras com expositores. A partir daí, o espaço vira vitrine para profissionais e marcas locais.

Um evento de marketing pode atrair gente de outros bairros, que chega mais cedo para tomar café e sai mais tarde para jantar. Um encontro de startups pode lotar uma sala e gerar consumo em sequência.

O comércio local gosta desse tipo de agenda porque ela traz público novo, e público novo costuma experimentar lugares diferentes.

Tipos de eventos que costumam gerar mais movimento

Alguns formatos têm impacto imediato no entorno. Veja exemplos comuns:

  • Workshops curtos no horário do almoço, que puxam pedido de comida rápida
  • Palestras no fim da tarde, que terminam em happy hour no bairro
  • Meetups de networking, que geram encontros em cafés e restaurantes
  • Treinamentos de equipe, que aumentam procura por salas e serviços de apoio
  • Feiras e rodadas de negócios, que atraem visitantes de outras regiões

Quem ganha com o coworking e como aproveitar melhor

Empreendedores ganham tempo, contatos e um lugar pronto. Comércios ganham fluxo e novos clientes. Só que dá para aproveitar ainda mais quando existe conversa entre o coworking e o bairro.

Quando o espaço indica restaurantes, padarias e serviços próximos, ele ajuda o visitante a gastar ali por perto. Quando o comércio faz condições especiais para quem trabalha no coworking, ele aumenta a chance de virar cliente fixo.

Essa troca é simples e costuma funcionar bem sem precisar de grandes campanhas.

Desafios que podem atrapalhar esse crescimento

Nem todo coworking vira um sucesso. Se o espaço não cuida de silêncio, limpeza, internet estável e atendimento, a experiência cai e o público vai embora. Também existe o desafio do preço. Se ficar caro demais, os pequenos empreendedores saem primeiro.

E, quando o coworking tenta vender uma imagem sofisticada demais, pode perder a sensação de comunidade que atrai muita gente. O comércio local sente esses movimentos porque o fluxo diminui e a rotina volta ao que era antes.

Dicas práticas para o comércio local vender mais com o coworking

O comércio que está perto de um coworking consegue crescer mais rápido quando age com intenção. Algumas ações simples funcionam bem:

  • Crie combos rápidos para almoço e lanche, pensados para quem tem reunião em seguida
  • Ofereça opção para levar e pagamento ágil, porque muita gente tem pressa
  • Divulgue Wi Fi e tomadas quando fizer sentido, para atrair quem quer ficar um tempo
  • Faça parceria com o coworking para indicar seu negócio em murais e redes sociais
  • Monte horários de pico com equipe pronta para não perder venda por demora

Como escolher um coworking sem cair em armadilha

Para o empreendedor, vale olhar além da foto bonita. O ponto principal é internet e conforto para trabalhar por horas. Depois vem o tipo de público.

Um coworking muito barulhento pode ser ruim para quem precisa de foco. Um muito vazio pode não entregar o que mais atrai, que é troca e conexão. Também é bom observar a localização, porque ela influencia o custo de deslocamento e a facilidade de resolver coisas no entorno.

Por que essa tendência deve continuar

Mesmo com mudanças no jeito de trabalhar, o desejo de ter um lugar de encontro continua. Pessoas precisam de rotina, contato e espaço para criar.

Coworkings viram ponto de encontro de empreendedores e aquecem o comércio local porque são uma solução prática para quem quer produzir e se conectar sem assumir aluguel caro e burocracia.

Quando o espaço é bem administrado e a comunidade é ativa, o efeito se espalha pela rua e pelo bairro. O coworking vira um motor silencioso que mantém gente circulando, negócios acontecendo e comércio vendendo melhor.

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