AGRO & NEGÓCIO

Embrapa publica síntese de registros agrometeorológicos de Belém (PA)

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Cinco boletins agrometeorológicos sobre o município de Belém, no Pará, foram lançados pela Embrapa Amazônia Oriental, a unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária que mantém em sua sede, na capital paraense, uma estação agrometeorológica de referência no Brasil, em funcionamento há 55 anos de forma contínua e ininterrupta.

As novas publicações cobrem os anos de 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014 (clique sobre o ano para acessar diretamente o boletim). Outros lançamentos se seguirão a estes, fechando os registros da última década e adiante, conforme a programação editorial para essa série de boletins.

Cada boletim traz o registro histórico dos principais elementos meteorológicos, como os índices diários de chuva, a temperatura e a umidade relativa do ar, além do número de horas de brilho solar (insolação), obtidos na estação de superfície convencional da Embrapa em Belém.

Ininterrupto e contínuo

De outro ângulo, vê-se que os boletins revelam bem mais que dados. O trabalho é decorrente de décadas de pesquisas e serviços prestados pelo Laboratório de Agrometeorologia da Embrapa Amazônia Oriental, representando o esforço da equipe em manter em pleno funcionamento uma estação meteorológica de referência, dentro das normas e padrões internacionais estabelecidos pela Organização Meteorológica Mundial.

Os registros são fruto do trabalho contínuo e ininterrupto feito na estação. “Tem sido assim ao longo das últimas cinco décadas, desde 1967, quando as atividades na estação tiveram início”, destaca a autora Nilza Araujo Pachêco, pesquisadora da Embrapa.

Prático e confiável

O pesquisador Alailson Venceslau Santiago, também autor das publicações, enfatiza a importância dos dados técnico-científicos disponibilizados, tanto para estudiosos e pesquisadores do tema quanto para o setor produtivo. “São fundamentais e imprescindíveis ao planejamento agrícola e gestão de risco. Auxiliam na tomada de decisões estratégicas, desde avaliação de viabilidade de implantação de culturas agrícolas, pecuária e floresta até redução de custos, aumentando a produtividade e sustentabilidade do negócio”, explica o autor.

É também autor dos boletins o analista da Embrapa Allison Reynaldo da Costa Castro. Segundo eles, o impacto das publicações é direto e sempre aguardado pelo setor produtivo. “A aplicabilidade dos boletins é extremamente prática e já consolidada nas rotinas diárias da propriedade pelos agricultores e agentes da assistência técnica e extensão rural. Os dados são confiáveis, transmitindo segurança aos produtores e técnicos”, afirma Castro.

Lançamento futuro

As obras são apresentadas ao público de forma simples, clara e acessível, de modo a facilitar a interpretação dos dados pelos produtores e técnicos, porém não visam explicar os fenômenos e suas consequências, apenas apresentam os dados registrados no período.

“Mas é justamente a partir desses dados registrados continuamente que podemos fazer inferências científicas sobre as características climáticas da região”, informa Santiago, já chamando a atenção para uma próxima publicação, ainda em preparo, que conterá o registro climatológico de Belém dos últimos 30 anos.

A obra trará a síntese dos dados históricos (média dos últimos 30 anos) conforme padrões internacionais. “Apenas a partir de séries históricas longas é que se torna possível afirmar que estamos tendo aumento (ou não) de temperatura, redução (ou não) de chuvas”, analisa Santiago. 

Fonte: Embrapa

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Irregularidade das chuvas tem afetado potencial produtivo do feijão

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As irregularidades das chuvas têm afetado significativamente o potencial produtivo das áreas de plantio de feijão mais tardio, ou seja, que ainda se encontram na fase de enchimento dos grãos. No nordeste, por exemplo, a colheita segue na fase introdutória, com apenas 3% da área total colhida. Na região, a maioria das lavouras está na etapa de enchimento de grãos e uma pequena porção está em maturação. 

Semelhantemente, na região Sul, mesmo com a colheita avançando, grande parte das lavouras estão em fase de enchimento de grãos e maturação. 

Por outro lado, em Goiás, cerca de 75% da área total já está colhida e nas regiões Leste e Oeste do estado a colheita já se encontra na fase final. Já em Minas Gerais, devido aos escalonamento da semeadura, as lavouras estão em estágios fisiológicos diversos, desde o desenvolvimento vegetativo até a colheita. Cerca de 28% das lavouras foram colhidas e  a maioria das áreas remanescentes seguem em maturação.

Fonte: AgroPlus

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