AGRO & NEGÓCIO

Embrapa Pesca e Aquicultura desenvolve aparelho para medir a velocidade da infiltração de água no solo

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A Embrapa Pesca e Aquicultura apresentou na última terça-feira (21) as vantagens do Sistema TACS – Tríplice Anéis Conceitos Semi-automatizados, uma tecnologia desenvolvida pela empresa para medir a velocidade de infiltração básica de água no solo. A apresentação ocorreu durante um dia de campo que ocorreu no centro de pesquisas e que reuniu, entre os participantes, extensionistas e técnicos do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), além de representantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Durante o dia de campo, que abordou a “Importância da caracterização físico-hídrica do solo para as atividades agropecuárias”, o pesquisador da Embrapa Pesca e Aquicultura Divonzil Gonçalves Cordeiro apresentou a importância do uso do Permeâmetro de Guelph – um equipamento para medir a infiltração de água no solo para obtenção da condutividade hidráulica da terra próxima à saturação. Na sequência, o pesquisador Deivison Santos apresentou as vantagens do Sistema TACS – Tríplice Anéis Conceitos Semi-automatizados.

“Estamos testando a melhoria do equipamento. Como o solo tem uma variabilidade muito grande, precisamos sempre fazer repetições em campo. O equipamento oferece vantagens por ter três anéis e obter repetições, aumentando a qualidade dos dados obtidos”, explicou Gonçalves.

Na ocasião, os participantes puderam acompanhar a montagem e instalação dos equipamentos e ouviram palestras sobre a relação solo e água para evitar a degradação e garantir a sustentabilidade nas diferentes regiões. Também houve debate sobre o uso das tecnologias apresentadas pela Embrapa nas ações do estado. O evento contou ainda com a participação do auditor fiscal da Superintendência Federal de Agricultura do Tocantins, Antônio Simão, que abordou sobre o apoio às pesquisas e ao desenvolvimento regional.

“Foram muito importantes os conhecimentos adquiridos. A difusão dessas tecnologias agregam ao trabalho do extensionista rural, principalmente por se tratar de análise de uso correto de água no solo. Desta forma vamos difundir os conhecimentos adquiridos com os colegas da área para que isso beneficie o agricultor”, disse o agrônomo do Ruraltins, Saint Hunter Silva.

Para o engenheiro agrônomo da Seagro, Alexandre Barreto, o dia de campo proporcionou conhecimentos inovadores para dimensionar projetos de irrigação de forma assertiva. “Aprendemos as técnicas de manuseio do equipamento para medir a infiltração de água no solo e a maneira adequada de coleta dos dados. Esses conhecimentos serão úteis para o correto dimensionamento de sistemas de irrigação”, ressaltou.

Fonte: Embrapa

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AGRO & NEGÓCIO

Workshop aborda experiências para Inovação Social na Amazônia

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Começou nesta terça-feira (28/6) o Workshop Inovação Social: Contribuições dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Amazônia, promovido pela Embrapa. O evento ocorre no período de 28,29 e 30 de junho, no auditório da Inspetoria Laura Vicuña, bairro Aleixo, em Manaus, AM. Mais de 80 pessoas participam do evento, que contará com palestras, rodas de conversas, exposições de experiências e a sistematização das inovações apresentadas por agricultores, pesquisadores e agentes sociais.

Na abertura do evento, o pesquisador Everton Cordeiro, chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, saudou os participantes manifestando satisfação pela realização do primeiro grande evento presencial após dois anos que assumiu o cargo. Disse que a grande missão da Embrapa é melhorar a qualidade de vida dos produtores rurais e enfatizou a importância das redes de relacionamentos para se alcançar objetivos.  

O coordenador do evento, Lindomar Silva, pesquisador da Embrapa, explicou que o Workshop tem por objetivo promover a troca de experiências, fazer uma escuta ativa e semear novas ideias. “O impacto que a gente espera é que o diálogo ativo entre pesquisadores, comunidades rurais, ribeirinhas, quilombolas e indígenas na construção de alternativas participativas, com a integração de diversas instituições e, também, tecnologias formuladas pela Embrapa”, comentou Lindomar.

A Embrapa possui 34 portfólios de projetos de pesquisa sendo um estratégico para a inovação social na agricultura com carteira de projetos. Os portfólios são instrumentos de apoio gerencial para organização de projetos em temas estratégicos, com a missão de direcionar a produção de soluções em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) para demandas nacionais e suas interfaces com as demandas regionais.

A representante deste portfólio, pesquisadora da Embrapa, Christiane Amancio, mostrou como foi construída a agenda e as atividades em inovação social na Empresa. Segundo ela, o maior desafio é construir redes mais sólidas dessas comunidades e dar valorização ao patrimônio cultural alimentar local, como uma alternativa na diversificação da dieta.

Durante a abertura do evento, a representante da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Faepam), Liliane Valente, destacou sobre a importância das pesquisas voltadas para o fortalecimento e alcance das ODS e, sobretudo, a importância das iniciativas inovadoras que visam fortalecer o ecossistema local, promovendo no Amazonas o fomento à cultura empreendedora, à agricultura local e, principalmente às pesquisas.

“Como é importante para a Fapeam participar de um encontro como esse, que desperta vocações regionais, onde as comunidades e agricultores apresentam suas ações inovadoras construídas por eles próprios. Que os desafios apresentados possam transpassar pelos setores econômicos, políticos, sociais e ambientais”, acrescentou Liliane.

Durante o evento serão apresentadas  iniciativas de inovações disponibilizadas por instituições públicas e privadas, construídas por ações das próprias comunidades e agricultores que possuem potencial para contribuir para o alcance dos ODS, que são uma agenda mundial composta por 17 objetivos e 169 metas a serem atingidos até 2030, que estão diretamente relacionadas aos desafios ambientais, políticos e econômicos mais urgentes presentes no mundo contemporâneo.

Programação – O primeiro dia focalizou a experiência dos agricultores familiares, dando ênfase nas redes e parcerias. O segundo dia terá como foco a participação feminina e a inovação social em comunidades indígenas e tradicionais e o terceiro dia será dedicado às discussões e propostas das contribuições das instituições públicas para o alcance da inovação social na Amazônia.

Lançamento de livro – Na quarta-feira (29/6), às 19h, será lançado o livro “50 anos do Instituto de Pesquisa e Experimentação Agropecuária da Amazônia Ocidental (IPEAAOc)”, uma publicação comemorativa ao cinquentenário da criação do Instituto, instituição precursora da Embrapa no Amazonas, e relata os primórdios da pesquisa agropecuária no Amazonas. O Instituto existiu de 1969 a 1973 e promoveu várias ações de pesquisa, que focaram nos principais produtos amazônicos com alta demanda pela população e com grande potencial para gerar renda e emprego no meio rural: seringueira, guaranazeiro, juta e culturas alimentares, principalmente arroz, feijão e mandioca.

Apoio do evento – Para a realização do Workshop, a Embrapa contou com o patrocínio do Governo do Estado do Amazonas por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), via Programa de Apoio à Realização de Eventos Científicos e Tecnológicos no Estado do Amazonas (Parev – Edital n° 005/2021).Conta com apoio da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Rede de Recursos Humanos e Inteligência para Sustentabilidade na Amazônia (Rhisa) e da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime).

Fonte: Embrapa

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