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Embrapa lança publicação sobre arroz e feijão durante congresso nacional de pesquisa

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O tema do novo título coincide com o momento de revitalização de tradições históricas e culturais e da busca por alimentos saudáveis e minimamente processados 

Nessa quinta-feira dia 30 de setembro, durante o último dia do Congresso Nacional de Pesquisa de Feijão (XIII Conafe), realizado de forma virtual, foi apresentado o livro: “Arroz e feijão, tradição e segurança alimentar”, editado pela Embrapa. Prefaciado pelo médico Carlos Augusto Monteiro, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), o professor destaca na introdução da obra que a alimentação tornou-se o fator mais importante na determinação das condições de saúde das pessoas e aponta que atualmente estima-se que metade das doenças tem correspondência com a má alimentação.

Carlos Augusto observa ainda que existe a tendência mundial de substituição de padrões tradicionais de alimentação pelo consumo de produtos prontos e ultraprocessados, o que não significa muitas vezes ganhos para a saúde. Pelo contrário, padrões tracionais de alimentação, como a combinação do arroz com feijão, possuem muitos pontos favoráveis do ponto de vista nutricional. Além disso, o cereal e a leguminosa estão ligados ao desenvolvimento histórico e cultural representando o esforço de gerações em produzir alimentos sob diferentes perspectivas, a saber, a influência de elementos naturais, como solo e clima; o atendimento de necessidades biológicas das pessoas; e o prazer que alimentação pode proporcionar, dentre outros.

Um dos editores do livro é Carlos Magri Ferreira, analista da Embrapa Arroz e Feijão. Ele destacou que, para a promoção de padrões tradicionais de alimentação, como é o caso do arroz e do feijão, é necessária a correta informação à população para que as escolhas possam ser feitas com mais consciência e conveniência. Para tanto, a obra foi idealizada para ser um dos instrumentos para que instituições de pesquisa e ensino repassem seus conhecimento para a sociedade. Em seus oito capítulos e mais de 150 páginas, a publicação conta com 18 autores de diversas especialidades como Agronomia, Economia, Nutrição, Psicologia e Sociologia. “O leitor terá um amplo panorama envolvendo o arroz e do feijão”, afirmou Magri.

Ele destacou ainda que o livro integra uma ambição maior, pois foi pensado como parte do movimento: ‘Arroz e feijão, a comida do Brasil’, que busca promover novas formas de relacionamento com consumidores para valorizar o padrão tradicional de alimentação do arroz e do feijão. “No fim, o que a gente espera realmente é que esses produtos continuem sendo a base de alimentação do povo brasileiro”, observa Magri.   

O título “Arroz e feijão, tradição e segurança alimentar” pode ser baixado gratuitamente, acesse aquiA obra contou com o apoio do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Goiás (CREA-GO) e da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Goiás (AEAGO).

Fonte: Embrapa

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Avança cooperação da Embrapa com a República Dominicana

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Parceria vai englobar pesquisas para prevenção e controle da Peste Suína Africana e florestas

Em visita à Embrapa no dia 25/11, o Ministro do Meio Ambiente da República Dominicana, Orlando Jorge Mera, reforçou o interesse do país em firmar cooperação com a Embrapa em duas áreas principais: florestas e controle e prevenção da Peste Suína Africana (PSA). Ele estava acompanhado do Ministro Conselheiro da Embaixada da República Dominicana no Brasil, Marino Castillo e foi recebido pela diretora de Inovação e Tecnologia, Adriana Martin, e pelo pesquisador e assessor da Diretoria de Pesquisa e Desenvolvimento, Alexandre Amaral.

O Ministro visitou a Embrapa Florestas no dia anterior, 24/11, e ficou muito interessado em intercambiar material genético para o desenvolvimento de pesquisas na área florestal, especialmente com foco na parte de recuperação de áreas degradadas. Segundo Mera, a República Dominicana ainda possui 42% de área florestal nativa, mas alguns países vizinhos, como o Haiti, tem apenas 1%.

Além disso, a República Dominicana é um dos poucos dos 32 países do Caribe que possui um banco genético expressivo de sementes. “Um dos nossos principais interesses nessa cooperação é capacitar os nossos técnicos e pesquisadores na Embrapa, considerando a expertise da Empresa nessa área”; pontuou. O Ministro acrescentou ainda que a parceria vai beneficiar não apenas a República Dominicana, mas as nações vizinhas.

Na verdade, essa já é a segunda reunião entre autoridades diplomáticas e governamentais do país caribenho com a diretoria da Embrapa. Na primeira, quando o diretor de P&D, Guy de Capdeville, visitou a Embaixada, foi combinada a realização de um workshop conjunto entre os dois países para discutir as linhas de cooperação. O workshop, que acontecerá de forma virtual e vai reunir especialistas dos dois países, ainda não tem data definida, mas já está em fase final de organização, como garantiu Alexandre Amaral.

A discussão da cooperação entre Brasil e República Dominicana deve abranger, pelo menos, cinco áreas prioritárias, que são: plantios florestais, patologias de bananas, fruticultura tropical, tecnologia reprodutiva em ruminantes e a definição de um modelo de pesquisa e desenvolvimento da agropecuária para o país caribenho, baseado no do Brasil. Mas, no momento, a prioridade é o desenvolvimento de ações pontuais para controle da PSA. Na ocasião, o diretor destacou a expertise da equipe da Embrapa Suínos e Aves nesse sentido, especialmente a partir de vacinas e protocolos sanitários para evitar que a doença se dissemine no país e nas Américas, inclusive no Brasil onde é considerada erradicada.

Leia mais em Embrapa vai ajudar República Dominicana no controle da peste suína africana

Visita à Embrapa Florestas

Antes de visitar a Sede, na quarta-feira, 24/11, o Ministro e sua equipe estiveram na Embrapa Florestas, onde a conversa foi sobre cooperação em pesquisas com Pinus caribaea, espécie florestal nativa na República Dominicana, introduzida no Brasil e cultivada pelo setor de base florestal para produção de madeira para serraria e resina. Na República Dominicana, essa espécie é utilizada também para proteção ambiental. “Nossa cobertura florestal é de 42%. Nossa missão é trabalhar e aumentar a capacidade florestal para garantir o recurso água, que é de vital importância para o presente e futuro do país”, salientou o Ministro.

O Chefe Geral da Embrapa Florestas, Erich Schaitza, acredita na possibilidade de cooperação. “Temos muito conhecimento em plantios florestais, podemos ajudá-los em vários aspectos tecnológicos. Eles têm materiais selvagens que poderiam ser introduzido e enriquecer a base genética de materiais já usados aqui”.

Se houver interesse empresarial, essa cooperação pode ser feita também com integração e alinhamento aos trabalhos realizados pelo Funpinus, que é um fundo cooperativo que envolve a Embrapa Florestas e empresas florestais que trabalham em conjunto para o melhoramento genético de pínus para uso em serrarias e resinagem.

Além da reunião, o Ministro e sua equipe visitaram o Laboratório de Entomologia Florestal da Unidade, onde conheceram o programa de controle à vespa-da-madeira, principal praga de pínus no Brasl; e um plantio de um híbrido de Pinus caribaea com Pinus elliottii implantado no campo experimental da Unidade há cerca de 30 anos.

Fonte: Embrapa

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