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Embrapa inaugura Vitrine do Açaí Seguro em Macapá

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A Embrapa Amapá inaugura na terça-feira, 17/5, a partir das 9h30, em Macapá (AP), uma Vitrine do Açaí Seguro. A batedeira padrão está pronta para capacitações em Boas Práticas de Fabricação de açaí, em apoio a entidades dos batedores, extensão rural, Vigilância Sanitária e outros segmentos. Uma das etapas das Boas Práticas é o choque térmico nos frutos de açaí, para eliminar microorganismos que causam doenças, inclusive a doença de Chagas.    

O espaço foi adaptado com recursos de emenda parlamentar do deputado federal Camilo Capiberibe (PSB/AP). A emenda, no valor de R$ 234 mil, atende ao projeto de inovação tecnológica da Embrapa para processamento e comercialização do açaí de amassadeiras artesanais. Parte deste recurso foi utilizado para comprar equipamentos de laboratórios como cabine de segurança biológica, refratômetro digital, incubadora e forno micro-ondas.

O deputado afirmou que “estamos trabalhando para garantir a qualidade sanitária do produto, para que possamos dar cada vez mais credibilidade para o nosso açaí, um produto responsável por milhares de empregos na Amazônia, e são milhares de famílias que vivem do açaí. Esta estrutura na Embrapa vai ajudar a formar, qualificar e garantir que o açaí tenha uma boa qualidade e segurança sanitária para garantir a saúde do consumidor”.

O chefe-geral da Embrapa Amapá, Antonio Claudio Almeida de Carvalho, destaca que um dos objetivos é colaborar com os batedores e demais instituições, para que o açaí in natura seja comercializado dentro dos parâmetros da segurança alimentar, em conformidade com a legislação.

A pesquisadora Valeria Bezerra, responsável técnica da Vitrine do Açaí Seguro, explicou que a sala é composta de dois ambientes, separados por uma bancada, seguindo as práticas de processamento do açaí seguro. O projeto incluiu um espaço exclusivo para recepção dos frutos e uma mesa de catação (peneira metálica) dos frutos a fim de eliminar folhas, insetos e outras sujeiras. O ambiente depois da bancada, é composto de tanques para a primeira lavagem dos frutos, em seguida a sanitização por cloração, choque térmico de 80 a 90 graus Celsius, resfriamento, a batedeira para despolpamento, e envase em sacos de plásticos.

A emenda parlamentar de Camilo Capiberibe ao Orçamento da União de 2021, no total de R$ 650 mil, engloba recursos para investimentos e custeios de pesquisas com boas práticas de processamento de açaí de batedeiras, desenvolvimento de larvicultura de camarão-da-Amazônia, e boas práticas de extração de óleo de pracaxi por agroextrativistas ribeirinhas da comunidade Limão do Curuá, no Bailique (Macapá-AP).

PROGRAMAÇÃO

A programação será iniciada às 9h30 com degustação de açaí coletado em experimentos da Embrapa e batido por Antônio Carlos da Silva Oliveira (Açaí e Sorvete do Cacá). No local, a doutoranda em Medicina Tropical Josiane Nogueira Cruz estará expondo uma coleção de insetos barbeiro e tirando dúvidas sobre a pesquisa “Doença de Chagas e o Açaí: como reconhecer e coletar o barbeiro”. Também estarão expostas informações sobre as tecnologias do óleo de pracaxi e da larvicultura do camarão-da-Amazônia. Em seguida, os convidados serão conduzidos ao ato de inauguração e, em seguida, apresentação das boas práticas de fabricação na Vitrine do Açaí Seguro. A programação será encerrada com a visita guiada aos laboratórios de microbiologia e de análise de alimentos. 

Fonte: Embrapa

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Pecuária de corte: Aula prática mostra vantagens da diversificação de pastagens

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Profissionais da Secretaria de Estado de Produção e Agronegócio (Sepa) participam de capacitação sobre Pecuária de Corte, com o objetivo de atualizar conhecimentos nas diferentes etapas da produção. O curso teve início no dia 5 de maio e se estende até 3 de junho, com aulas teóricas, ministradas na sede do Sebrae, em Rio Branco, e atividades de campo. Na sexta-feira, 27 de maio, a aula prática sobre “Manejo de Pastagens” aconteceu na Fazenda Guaxupé, localizada no quilômetro 30 da Estrada AC-90 (Transacreana).

A capacitação integra o Plano de Trabalho do Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Embrapa e Sepa, e tem o apoio do Sebrae/AC. A programação contempla, entre outras temáticas, a formação de pastagens, dieta animal, melhoramento genético do rebanho e custo de produção. A parceria busca fortalecer a interação entre pesquisa e extensão rural e melhorar o acesso a conhecimentos, por produtores rurais, além de viabilizar o atendimento a demandas da atividade.

A pecuária de corte é a principal cadeia produtiva do estado e envolve produtores com diferentes níveis tecnológicos e poder aquisitivo, requerendo conhecimento técnico nas diversas escalas de produção. Os participantes da capacitação atuam como multiplicadores de conhecimentos, no âmbito do projeto “Pecuária Mais Eficiente”. Durante a aula prática os participantes puderam conferir na prática conteúdos ministrados em sala, visualizar características de uma pastagem bem formada e de qualidade, tirar dúvidas e agregar novos conhecimentos técnicos úteis para a atuação profissional.

Diversificação de pastagens

A Fazenda Guaxupé é parceira em estudos desenvolvidos pela Embrapa Acre, sobre pastagens com foco na melhoria da produção na pecuária de corte. O empreendimento é considerado um exemplo na diversificação de pastagens e no consórcio de gramíneas com o amendoim forrageiro, leguminosa que captura nitrogênio do ar e fixa no solo, proporcionando uma adubação natural. Além de conferir maior longevidade ao pasto, em função da adubação nitrogenada natural, o consórcio de pastagens com amendoim forrageiro melhora a dieta do rebanho devido ao elevado valor proteico da leguminosa. A planta possui cerca de 25% de proteína, o dobro do teor encontrado nas gramíneas utilizadas na região.

De acordo com o pesquisador Carlos Maurício de Andrade, um dos instrutores do curso, um dos fatores essenciais para aumentar a eficiência produtiva na atividade é a qualidade da pastagem. Esse módulo da capacitação enfatizou questões como a escolha acertada da forrageira, formação e estrutura de divisão da pastagem, fertilidade do solo, consórcio de pastagens com amendoim forrageiro e práticas adequadas de manejo. A proposta é enfatizar que existem caminhos viáveis para garantir pastagens produtivas o ano todo e fazer da pecuária uma atividade mais produtiva e rentável, sem prejuízo para o meio ambiente.

“Muitos produtores têm apostado na diversificação de pastagens, utilizando diferentes tipos de gramíneas adaptadas às condições de clima e solo da região, e na consorciação de pastagens com amendoim forrageiro como estratégia para aumentar a eficiência da atividade pecuária. O ideal é plantar diferentes variedades de capins, em uma mesma área, junto com o amendoim forrageiro, e adotar práticas adequadas de manejo, como o pastejo rotacionado, onde o pasto é dividido em piquetes que permitem fornecer forragem de qualidade para o gado, de forma controlada e na quantidade necessária, com os períodos para descanso e regeneração das áreas pastejadas. Além de manter o pasto sempre coberto, o que garante a oferta de alimento para o rebanho inclusive na época da seca, essa tecnologia reduz custos na produção, em função do maior tempo de vida útil das pastagens, o que evita reformas, e da economia de gastos com adubação nitrogenada”, destaca.

Projeto Pecuária Mais Eficiente

Executado pelo governo do Acre, por meio da Sepa, o projeto Pecuária Mais Eficiente atua em 15 municípios com o objetivo de viabilizar a adoção de alternativas tecnológicas de baixo impacto para melhoria da produção e da renda dos produtores, sem a abertura de novas áreas, para promoção de uma pecuária mais sustentável. A iniciativa conta com recursos do Programa para Pioneiros em REDD+ (REM), financiado pelos governos da Alemanha e Reino Unido.  A meta é contemplar 500 produtores rurais com ações voltadas para o melhoramento genético do rebanho, nutrição, sanidade e manejo animal dentre outros aspectos da produção pecuária.

A engenheira agrônoma Carminda Luzia Silva, uma das participantes da capacitação, explica que na fase atual a equipe trabalha na avaliação da qualidade dos rebanhos e das pastagens das propriedades rurais selecionadas. O curso vai ajudar a preparar os técnicos para a transferência de tecnologias modernas e adequadas para os produtores. Essa atualização de conhecimentos é necessária e vai contribuir para melhorar o trabalho de modernização das propriedades que participam do projeto.  

“Aqui nessa área constatamos que o consórcio de pastagens, utilizando espécies distintas de gramíneas e o amendoim forrageiro, o que traz muitos benefícios para o rebanho e para o produtor. Um aspecto interessante dessa tecnologia é o gasto reduzido com insumos na implantação e manutenção de uma pastagem de qualidade, quesito fundamental na atividade produtiva. Essa é uma estratégia que todo produtor – do familiar ao grande pecuarista – deveria adotar em sua propriedade”, afirma.

Fonte: Embrapa

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