AGRO & NEGÓCIO

Embrapa Cocais e parceiros realizam cursos sobre mandiocultura e consórcio rotacionado na agricultura familiar

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O mês de setembro vem recheado de cursos voltados para técnicos, extensionistas, professores, estudantes, produtores, multiplicadores e interessados sobre a produção de mandioca e o Consórcio Rotacional para Inovação na Agricultura Familiar – CRIAF. Dois deles serão virtuais e poderão ser acessados pelo You tube da Embrapa e um deles será presencial.

No dia 22 de setembro, das 8h às 12h, será o “Curso virtual para formação de multiplicadores visando a obtenção de manivas com qualidade fitossanitária no âmbito do Projeto Ambev”, das 8h às 12h, que terá como temas das palestras “Reniva: características, importância, benefícios e custos”, ministrada por Hermínio Souza Rocha, analista da Embrapa Mandioca e Fruticultura; “Características importantes para obtenção e seleção de manivas para plantio”, José de Ribamar Costa Veloso, pesquisador da Embrapa Cocais, e “Doenças na cultura de mandioca: um dos entraves na produção”, com  o professor Cláudio Belmiro Maia, da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA. O evento tem a parceria da Ambev, Maneje Bem, UEMA, Secretaria de Agricultura Familiar – SAF e Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural do Maranhão (Agerp-MA).

Nessa mesma data, 22 de setembro, das 8h às 17h, será a vez do curso presencial “Desafios da produção de mandioca no Maranhão”, que tem como objetivo transferir informações tecnológicas de manejo da cultura da mandioca para extensionistas da região dos Lençóis Maranhenses, especificamente nos municípios de Barreirinhas, Presidente Juscelino e Morros. Na parte da manhã, o tema será o “Manejo do Consórcio Rotacionado para Inovação na Agricultura Familiar – CRIAF”, ministrado pelo analista Carlos Santiago e, à tarde, será sobre “Manejo da cultura de mandioca e melhoria da qualidade da farinha”, com o pesquisador José de Ribamar Costa Veloso, ambos da Embrapa Cocais. Também haverá palestra com o chefe da Divisão de Desenvolvimento Rural da Superintendência Federal de Agricultura do Maranhão – SFA-MA, Genilson Ferreira Santana. A parceria para a realização do curso é com a Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Pesca – Sagrima e o Instituto de Desenvolvimento Socioambiental – IDS.

Finalizando o ciclo, dia 30 de setembro das 8h às 12h, haverá o curso virtual “Desafios da produção da mandioca na Amazônia Maranhense”, realizado em parceria com o Fundo Amazônia. O objetivo é apresentar as alternativas para suprir os principais gargalos da cultura da mandioca, do plantio ao processamento da raiz na Amazônia maranhense. O evento vai trazer  palestras sobre “Agricultura migratória e Melhoria na qualidade do processamento da raiz de mandioca” e “Consórcio Rotacionado para Inovação na Agricultura Familiar”, respectivamente com os especialistas da Embrapa Cocais José de Ribamar Veloso e Carlos Santiago. O evento tem a parceria do Fundo Amazônia.

Fonte: Embrapa

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Estados Unidos lideram importações dos Cafés do Brasil com a compra de 7,78 milhões de sacas

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Total de café exportado pelo Brasil atinge 40,37 milhões de sacas de 60kg, com preço médio da saca a US$ 154,63 e receita cambial total de US$ 6,24 bilhões em 2021

No ano civil 2021, as exportações dos Cafés do Brasil realizadas para 122 países totalizaram um volume físico equivalente a 40,37 milhões de sacas de 60kg, com preço médio unitário da saca a US$ 154,63 e receita cambial anual total de US$ 6,24 bilhões. Tal performance representa uma queda de 9,7% no volume físico exportado e, em contrapartida, um acréscimo de 10,3% na receita cambial obtida, caso os números citados de 2021 sejam comparados com os dados das exportações do ano anterior.

O maior importador dos cafés brasileiros, há vários anos, continuam sendo os Estados Unidos, país que adquiriu 7,78 milhões de sacas, volume que representou em torno de 19,3% do total exportado em 2021, apesar de essa performance ter sido 4,4% inferior ao total comprado por esse país no ano anterior. Neste contexto, se for estabelecido um ranking dos cinco países que mais importaram Cafés do Brasil, na sequência se destacou a Alemanha, com 6,53 milhões de sacas importadas, número que equivale a 16,2% dessas vendas totais ao exterior e, também, implica redução mais expressiva de 14,4% do total adquirido por esse país em 2020.

Na terceira posição desse ranking, em 2021, destacou-se a Itália, com a compra de 2,94 milhões de sacas, o que também implicou redução no volume físico de 2,5%, em relação à mesma base comparativa em foco. Na quarta posição, a Bélgica se destacou com a aquisição de 2,83 milhões de sacas, o que também representou uma queda bastante expressiva de 24,6% em relação ao ano anterior. E, por fim, o Japão, que promoveu a importação de 2,50 milhões de sacas de 60kg dos cafés brasileiros, cuja performance representou um aumento de 4,2%, caso tal volume também seja comparado com 2020.

Conforme está devidamente registrado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé no seu Relatório mensal de exportações, de dezembro de 2021no qual o Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café, está se baseando para promover esta análise e divulgação, merece destaque o fato de a Colômbia, terceiro maior produtor de café em nível mundial, logo após do Brasil e do Vietnã, ter importado do nosso País em 2021 volume físico equivalente a 1,15 milhão de sacas de 60kg, número que representou um crescimento bastante expressivo de 33,4% na comparação com o ano anterior.

Para o Cecafé, também de acordo com o seu Relatório ora em destaque, o volume físico total dos Cafés do Brasil exportados em 2021 citado, ou seja, de 40,37 milhões de sacas de 60kg, representa o terceiro maior das exportações brasileiras. E, em relação à receita cambial obtida, de US$ 6,24 bilhões, trata-se da maior nos últimos sete anos, fato que pode ser atribuído principalmente aos preços mais elevados do café no mercado em nível mundial, e, obviamente, ao câmbio que se tem mantido favorável às exportações brasileiras de um modo geral.

Com relação aos tipos dos Cafés do Brasil exportados no ano em destaque, o café arábica foi o mais exportado nesse ano, com a venda de 32,65 milhões de sacas de 60kg ao exterior, desempenho que correspondeu a 80,9% do total exportado em 2021. Em complemento, o segmento do café solúvel exportou o corresponde a 4,03 milhões de sacas de 60kg, o que representa aproximadamente 10% do total exportado. Na sequência, vêm a variedade de café canéfora (robusta + conilon), com 3,64 milhões de sacas (9%), e o café torrado e moído, com 45.766 sacas (0,1%).

Neste contexto, merece também destaque os cafés diferenciados brasileiros, que são os que possuem qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis, que representaram 19% das exportações totais brasileiras do produto de janeiro a dezembro de 2021, com a venda de 7,67 milhões de sacas ao exterior. Tal desempenho do volume físico dos cafés diferenciados, conforme o Relatório do Cecafé, representa uma redução de 2,7% nas exportações, caso seja comparado com as 7,87 milhões de sacas vendidas pelo Brasil ao exterior em 2020. E, por fim, que o preço médio desse produto diferenciado foi de US$ 207,53 por saca, proporcionando assim uma receita cambial ao País de US$ 1,59 bilhão em 2021, o que corresponde a 25,5% do total geral obtido com as exportações dos Cafés do Brasil.

Visite o site do Observatório do Café para ler na íntegra o Relatório mensal – dezembro 2021, do Cecafé, pelo link:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/images/stories/noticias/2021/dezembro/CECAFE-Relatorio-Mensal-DEZEMBRO-2021.pdf

Conheça o todo acervo de publicações da Embrapa Café e faça download dos arquivos pelo link:

https://www.embrapa.br/cafe/publicacoes

Confira as ANÁLISES (Análises e notícias da cafeicultura) divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias

Fonte: Embrapa

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