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Embrapa Cocais e parceiros iniciam curso virtual para multiplicadores em sistemas de produção de hortaliças

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No último dia 20, a pesquisa e o poder público do estado do Maranhão iniciaram curso virtual para formação de multiplicadores em sistemas de produção de hortaliças na região metropolitana de São Luís. A iniciativa pretende preparar os profissionais de órgãos estaduais para aplicar as tecnologias sustentáveis da Embrapa na área de horticultura e melhorar indicadores sociais, econômicos e ambientais dos municípios participantes e a segurança alimentar e nutricional da população por meio da prática da agricultura urbana e periurbana. A realização é da Embrapa, Ministérios da Cidadania, da Economia, do Meio Ambiente, da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Projeto Integrado da Amazônia, Fundo Amazônia, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Demais interessados no tema podem assistir o curso gravado no Youtube da Embrapa.

O Primeiro Módulo do curso iniciou as capacitações com palestras sobre “Contexto do Projeto Hortas Pedagógicas e Comunitárias” (Carlos Vitoriano – Embrapa Cocais), “Importância dos cultivos de hortaliças na região metropolitana de São Luís” (Altamiro Souza, da Universidade Estadual do Maranhão – UEMA), “Princípios básicos para produção de hortas de pequeno e médio porte” (Jose Soares – Embrapa Cocais) e PANC na região metropolitana de São Luís (Mahedy Bastos – UEMA). O segundo módulo será realizado no próximo dia 27 e terá como temas “Adubação e fertilização em hortaliças (José de Conceição Barbosa – IFMA Campus Maracanã) e “Uso da compostagem em hortaliças” e “Produção de biofertilizantes para agricultura familiar” (Altamiro Souza – UEMA). O terceiro módulo será em 3 de novembro vai abordar os temas “Irrigação localizada em hortaliças e frutas (Valdemício Ferreira – Embrapa Meio- Norte) e “Cultivo protegido em hortaliças” (Renata Bomfim – Embrapa Tabuleiros Costeiros). O quarto módulo vai tratar do “Uso de produtos alternativos no controle de pragas em hortaliças” (Vanusa Suelma – Superintendência de Desenvolvimento Rural – SDRPMT da Prefeitura Municipal de Teresina). Por fim, o quinto módulo vai abordar “Boas práticas na colheita e pós-colheita de hortaliças e “Incentivo ao consumo de hortaliças para segurança alimentar e nutricional” (Milza Moreira – Embrapa Hortaliças) e ainda “Horta Brasil: o uso integral” (Grenffel Bomfim – Chef Gopa), com prêmio DOLMA e embaixador de gastronomia do Maranhão.

No evento de abertura da capacitação, o chefe da Embrapa Cocais, João Zonta enfatizou a importância da interação entre a pesquisa e órgãos governamentais aliada à formação de multiplicadores para que a tecnologia da Embrapa chegue ao público-alvo. Mauro Barreto, do Departamento de Estruturação e Equipamentos Públicos – DEEP, do Ministério da Cidadania, destacou o trabalho em equipe e a parceria, entre o poder público local e nacional para propor soluções a problemas locais.

Para o coordenador do curso, o analista Carlos Vitoriano, o projeto é uma oportunidade de a Embrapa apresentar tecnologias desenvolvidas para a produção de hortaliças, em particular para a produção familiar e contribuir para a melhoria de vida de comunidades rurais que vivem na região urbana e periurbana da capital maranhense. “As hortas são vitrines tecnológicas de demonstração e de aprendizagem das tecnologias da Embrapa em que técnicos e agentes multiplicadores são treinados para replicar essas experiências em outros locais, promovendo também potencial negócio familiar sustentável”, completa a chefe de transferência de tecnologia da Embrapa Cocais, Guilhermina Cayres.

Onde encontrar as hortas – As hortas pedagógicas e comunitárias estão sendo implantadas desde agosto até novembro em São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e em Alcântara por meio do convênio assinado com o Ministério da Cidadania no âmbito do Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana. As hortas comunitárias estão sendo implantadas na União Beneficente dos Moradores do Rio Cachorros (São Luís), Comunidade Terapêutica do Maranhão (São José de Ribamar), Associação dos Trabalhadores e Produtores da Mata (São José de Ribamar), Associação dos Agricultores Familiar da Vila Residencial Nova Canaã (Paço do Lumiar), Associação dos Pequenos Produtores de Itapeua e comunidade vizinhas (Raposa).  Já as hortas pedagógicas, na Casa Familiar Rural Quebra Pote (São Luís), Escola Municipal Liceu Ribamarense II (São José de Ribamar) e Unidade Integrada Presidente John Kennedy (Alcântara).  Na execução das hortas pedagógicas, aliam-se práticas de produção de hortaliças às práticas didático-pedagógicas da escola, estimulando crianças e adolescentes a levarem os conhecimentos para casa e comunidade, formando não só cidadãos com hábitos de alimentação saudável e com consciência ambiental, mas também multiplicadores desse estilo de vida.

Fonte: Embrapa

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Estados Unidos lideram importações dos Cafés do Brasil com a compra de 7,78 milhões de sacas

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Total de café exportado pelo Brasil atinge 40,37 milhões de sacas de 60kg, com preço médio da saca a US$ 154,63 e receita cambial total de US$ 6,24 bilhões em 2021

No ano civil 2021, as exportações dos Cafés do Brasil realizadas para 122 países totalizaram um volume físico equivalente a 40,37 milhões de sacas de 60kg, com preço médio unitário da saca a US$ 154,63 e receita cambial anual total de US$ 6,24 bilhões. Tal performance representa uma queda de 9,7% no volume físico exportado e, em contrapartida, um acréscimo de 10,3% na receita cambial obtida, caso os números citados de 2021 sejam comparados com os dados das exportações do ano anterior.

O maior importador dos cafés brasileiros, há vários anos, continuam sendo os Estados Unidos, país que adquiriu 7,78 milhões de sacas, volume que representou em torno de 19,3% do total exportado em 2021, apesar de essa performance ter sido 4,4% inferior ao total comprado por esse país no ano anterior. Neste contexto, se for estabelecido um ranking dos cinco países que mais importaram Cafés do Brasil, na sequência se destacou a Alemanha, com 6,53 milhões de sacas importadas, número que equivale a 16,2% dessas vendas totais ao exterior e, também, implica redução mais expressiva de 14,4% do total adquirido por esse país em 2020.

Na terceira posição desse ranking, em 2021, destacou-se a Itália, com a compra de 2,94 milhões de sacas, o que também implicou redução no volume físico de 2,5%, em relação à mesma base comparativa em foco. Na quarta posição, a Bélgica se destacou com a aquisição de 2,83 milhões de sacas, o que também representou uma queda bastante expressiva de 24,6% em relação ao ano anterior. E, por fim, o Japão, que promoveu a importação de 2,50 milhões de sacas de 60kg dos cafés brasileiros, cuja performance representou um aumento de 4,2%, caso tal volume também seja comparado com 2020.

Conforme está devidamente registrado pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé no seu Relatório mensal de exportações, de dezembro de 2021no qual o Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café coordenado pela Embrapa Café, está se baseando para promover esta análise e divulgação, merece destaque o fato de a Colômbia, terceiro maior produtor de café em nível mundial, logo após do Brasil e do Vietnã, ter importado do nosso País em 2021 volume físico equivalente a 1,15 milhão de sacas de 60kg, número que representou um crescimento bastante expressivo de 33,4% na comparação com o ano anterior.

Para o Cecafé, também de acordo com o seu Relatório ora em destaque, o volume físico total dos Cafés do Brasil exportados em 2021 citado, ou seja, de 40,37 milhões de sacas de 60kg, representa o terceiro maior das exportações brasileiras. E, em relação à receita cambial obtida, de US$ 6,24 bilhões, trata-se da maior nos últimos sete anos, fato que pode ser atribuído principalmente aos preços mais elevados do café no mercado em nível mundial, e, obviamente, ao câmbio que se tem mantido favorável às exportações brasileiras de um modo geral.

Com relação aos tipos dos Cafés do Brasil exportados no ano em destaque, o café arábica foi o mais exportado nesse ano, com a venda de 32,65 milhões de sacas de 60kg ao exterior, desempenho que correspondeu a 80,9% do total exportado em 2021. Em complemento, o segmento do café solúvel exportou o corresponde a 4,03 milhões de sacas de 60kg, o que representa aproximadamente 10% do total exportado. Na sequência, vêm a variedade de café canéfora (robusta + conilon), com 3,64 milhões de sacas (9%), e o café torrado e moído, com 45.766 sacas (0,1%).

Neste contexto, merece também destaque os cafés diferenciados brasileiros, que são os que possuem qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis, que representaram 19% das exportações totais brasileiras do produto de janeiro a dezembro de 2021, com a venda de 7,67 milhões de sacas ao exterior. Tal desempenho do volume físico dos cafés diferenciados, conforme o Relatório do Cecafé, representa uma redução de 2,7% nas exportações, caso seja comparado com as 7,87 milhões de sacas vendidas pelo Brasil ao exterior em 2020. E, por fim, que o preço médio desse produto diferenciado foi de US$ 207,53 por saca, proporcionando assim uma receita cambial ao País de US$ 1,59 bilhão em 2021, o que corresponde a 25,5% do total geral obtido com as exportações dos Cafés do Brasil.

Visite o site do Observatório do Café para ler na íntegra o Relatório mensal – dezembro 2021, do Cecafé, pelo link:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/images/stories/noticias/2021/dezembro/CECAFE-Relatorio-Mensal-DEZEMBRO-2021.pdf

Conheça o todo acervo de publicações da Embrapa Café e faça download dos arquivos pelo link:

https://www.embrapa.br/cafe/publicacoes

Confira as ANÁLISES (Análises e notícias da cafeicultura) divulgadas pelo Observatório do Café no link abaixo:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/imprensa/noticias

Fonte: Embrapa

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