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Em alta, turismo de experiência valoriza a individualidade do viajante

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Turistas em Alter do Chão (PA) em experiência marcante
Divulgação/Embratur

Turistas em Alter do Chão (PA) em experiência marcante

Iniciado na década de 2010 no Brasil, o turismo de experiência  tem ganhado a atenção dos viajantes. Trata-se de viagens com experiências individuais e exclusivas, seja dentro ou fora do Brasil , para garantir histórias singulares.

A ideia do turismo de experiência é fugir do lugar comum, dos pontos turísticos famosos, dos roteiros prontos de viagem e passar a concentrar a escolha de para onde ir, o que comer, o que conhecer, com quem falar no próprio turista. Isso faz com que o viajante possa conhecer melhor o cotidiano dos nativos, a cultura, a culinária “raiz”. Um exemplo de turismo de experiência são as visitas às regiões da uva e do vinho, no Rio Grande do Sul que, inclusive, foi o ponto de partida desse tipo de turismo no Brasil. A região não era uma parada de turistas. Mas, atualmente, o belíssimo local atrai vários viajantes que pretendem conhecer melhor a cultura gaúcha, que tem entre seus destaques uma das melhores produções de vinho nacional.

A individualidade e as lembranças únicas de cada destino são os maiores resultados dessa modalidade de turismo: foco na experiência
Reprodução

A individualidade e as lembranças únicas de cada destino são os maiores resultados dessa modalidade de turismo: foco na experiência

De acordo com a mestra em Turismo e Hotelaria, Raquel Avelino , a ideia de turismo de experiência surgiu para se opor ao turismo de massa, que era extremamente comum na década de 1980. “Naquela época, era o único turismo que existia, as excursões com muita gente viajando ao mesmo tempo. Não se valorizava a vontade da pessoa, era o pacote e não tinha como mudar”, afirma. Nessa modalidade turística, o estímulo aos sentidos e ao sentimento de pertencimento dos viajantes passa a ser muito importante, não mais a experiência coletiva. “Tenta-se criar uma ligação emocional com o destino. E, com isso, ele se diferencia da concorrência na opinião dos turistas. Porque ele vai buscar momentos memoráveis, que lembre pelo resto da vida”, comenta. Ao comentar sobre suas experiências com outras pessoas, o “boca-a-boca”, mesmo que seja nas redes sociais, espaço cada vez mais relevante para a construção da opinião pública, o próprio turista incentiva a divulgação dessa modalidade de viagem, na qual cada pessoa terá uma história diferente para contar.

No turismo de experiência, o viajante se relaciona de forma individual com o destino, criando suas vivências
Banco de imagens/Unsplash

No turismo de experiência, o viajante se relaciona de forma individual com o destino, criando suas vivências

Mas é importante que o viajante fique atento às propagandas enganosas. Segundo a turismóloga, tem sido cada vez mais comum que as empresas de turismo invistam em marketing para conquistar o turista, mesmo sem realmente oferecer o serviço. “O que vai diferenciar, de fato, se é só o marketing ou se a experiência diferenciada realmente está na execução do serviço é o apreço pela execução desse serviço, motivado pelo objetivo de que o turista saia satisfeito. O turismo de experiência é basicamente querer que turista tenha uma ligação emocional com o destino”, explica Raquel. Ao criar uma ligação emocional, a forma como o turista lida com o destino e com os nativos também muda, gerando um alto impacto de sustentabilidade e valorização dos lugares visitados.

De acordo com a turismóloga Raquel Avelino o turismo de experiência surgiu para se opor ao turismo de massa, muito comum nos anos 1980
Divulgação

De acordo com a turismóloga Raquel Avelino o turismo de experiência surgiu para se opor ao turismo de massa, muito comum nos anos 1980

“Muitas cidades sofrem pelos estragos que os viajantes causam no formato de turismo de massa. A comunidade local e a natureza sofrem, há degradação das piscinas naturais e, principalmente, dos corais, nas praias, que os turistas pisam. Já no turismo de experiência o foco do mercado não é só vender, mas atingir um grau de satisfação dos viajantes. Isso torna possível mudar a forma como eles tratam os ambientes que conhecem”, finaliza.

Fonte: IG Turismo

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Atitude 67 se aventura pela natureza de Paraty e Ubatuba a bordo de um motorhome

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Karan, Regê, GP, Eric, Leandro e Pedrinho
Arquivo pessoal

Karan, Regê, GP, Eric, Leandro e Pedrinho

O Atitude 67 encostou o violão, o pandeiro e o rebolo em seu estúdio em São Paulo para descansar a cabeça e desbravar a natureza bruta e ímpar da divisa entre Rio de Janeiro e o estado paulista. Karan, Regê, GP, Eric, Leandro e Pedrinho se reuniram pela primeira vez para uma grande viagem de lazer, alugaram um motorhome e pegaram a rodovia Rio-Santos com destino a Paraty , a primeira cidade do litoral fluminense para que parte do sul para o norte.

No primeiro dia, o grupo estacionou em um camping com uma grande infraestrutura completa como banheiros, energia elétrica e espaço para a prática de esportes. O instrumentista GP diz ao iG Turismo que estava encantado com o local, principalmente com os novos amigos que fizeram por ali.

“Era um camping com uma estrutura irada, bem arborizado. Deu um ar bem gostoso! Fizemos churrasco, curtimos, fizemos amizades e ficamos ali por quatro dias”, introduz.

Karan lembra que ficou verdadeiramente impressionado com sua primeira experiência debaixo d’água. O músico diz que seus companheiros de banda Pedrinho e Regê já tinham feito  um mergulho de batismo com cilindro em Fernando de Noronha, em Pernambuco, mas ele mesmo nunca tinha feito nada parecido. 

“Nesta época, as águas de Paraty estão bem claras e decidimos mergulhar com cilindro. Contatamos uma equipe de mergulho de lá e foi algo muito gostoso! Pegamos um barco rumo à Ilha de Meros, tivemos uma apresentação de segurança, falando da fauna, flora e tudo o que veríamos embaixo d’água e passamos 40 minutos lá dentro. Vimos a estátua do Cristo Redentor, além de uma grande diversidade de peixes e tartarugas”, narra.

Karan ficou impressionado com a paisagem embaixo d'água na Ilha dos Meros
Arquivo pessoal

Karan ficou impressionado com a paisagem embaixo d’água na Ilha dos Meros


Águas de São Paulo

O Atitude 67 seguiu a estrada e, logo depois de cruzar a divisa entre os dois estados do Sudeste, parou para conhecer uma queda d’água que fica à beira da rodovia. A Cachoeira da Escada fica no Km 1 da Rio-Santos e tem um acesso bem fácil. Ela é uma das poucas que não tem poços para nadar e é muito procurada pelos amantes de rapel.

“Era por volta de 7h da manhã quando paramos no acostamento, o Regê e eu fomos até lá . O cenário era sensacional, incrível. Foi irado estar ali. É uma oportunidade ver aquilo. Tomei um banho para dar uma energizada e era um cenário deslumbrante”, explica Leandro ao posar com o amigo junto de uma escultura que está fixada no local.

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Ao parar oficialmente em Ubatuba , os seis integrantes da banda foram em direção ao Saco da Ribeira, na região Sul da cidade (Km 66), em busca da Trilha das Sete Fontes. O percurso dura cerca de 1 hora e o turista precisa ficar atento aos locais mais íngremes do caminho, principalmente entre a Praia do Flamengo e a Praia das Sete Fontes. Se o viajante não tiver experiência de fazer trilhas níveis médios e difíceis, é recomendável contratar um guia.

Para GP, esse foi “o rolê mais irado” que o grupo fez. Ele conta que o caminho é muito bonito e que conseguiu ver do alto da montanha as praias Dionísia e do Flamenguinho, que não têm acesso pela trilha.

“Eu gosto demais de fazer esse rolê porque tem um contato com a natureza muito forte, uma energia que você troca e é muito sinistro. É um contato direto com as montanhas e a mata. Passamos pela praia do Flamengo e finalizamos na Praia das Sete Fontes, que é uma delícia. São poucas ondas e o dia estava lindo. Pegamos um dia muito abençoado”, comemora.

Barquário e ação social

No último dia de viagem, antes de voltarem a São Paulo, eles embarcaram no barquário, um pequeno barco, com o piso da parte central transparente, feito de policarbonato blindado e que possibilita ao turista observar a vida marinha. Karan diz que já tinham se informado sobre este passeio e recomenda a todas as idades.

“Este é projeto muito interessante porque, além de divertir a família, também ajuda a superar o medo de água na base da brincadeira. No passeio, eles ensinam a mergulhar e pude ver vários peixes e tartarugas. Dá para ver as rochas lá do fundo, a flora e outros animais como arraias e até lula”, enumera.

Por fim, o Atitude 67 dedicou parte de seu tempo para cuidar da natureza e se juntou ao projeto Minuto Mais Consciente, encabeçado pelo engenheiro ambiental João Vicente Lobo, que ajuda na preservação das praias ubatubenses catando lixo nas areias.

“O mais incrível é que, visualmente, ela nem parecia tão suja. Isso mostra o quanto nós estamos acostumados a conviver com o lixo. Durante a catação, a gente ficou mais de uma hora no local e coletamos os mais diversos materiais, mais de 650 bitucas de cigarro, tampas de plásticos, garrafas, vidro, cabo de cotonete, muito isopor e outros itens. Nos impressionamos ao ver o quanto as pessoas não se atentam a guardar os resíduos”, lamenta o vocalista Pedrinho.

Veja as fotos:


Fonte: IG Turismo

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