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Elogiada por Bolsonaro, Chapecó tem mais mortos por Covid que a média nacional

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Prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD) e Bolsonaro
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Prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD) e Bolsonaro

A cidade de Chapecó , elogiada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pela gestão da pandemia —  e que receberá a visita do mandatário nesta quarta-feira (7) — tem mortalidade por Covid-19 maior que a média nacional. Até a tarde desta terça-feira (6), a cidade tinha 97% dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). As informações são do G1.

A taxa de mortalidade por 100 mil habitantes da doença no município é de 238,8. O índice é maior do que a média nacional, atualmente em 158,3, e estadual, com média de 158,1, segundo dados do Ministério da Saúde.

Na segunda-feira (5), Bolsonaro disse que a prescrição dos remédios utilizados no tratamento precoce foram responsáveis pela melhora da situação epidemiológica do município.

“Aquele município [Chapecó], com toda a certeza e em mais e em alguns estados também, o médico tem a liberdade total para trabalhar com o paciente, total. E esse é o dever do médico, é uma obrigação e um direito dele. Não tem um remédio específico, ele trata da melhor maneira possível. Por isso, os índices foram lá para baixo”, disse.

Em fevereiro, porém, para conter o colapso do sistema de saúde da cidade, a prefeitura de Chapecó restringiu a circulação e fechou atividades não essenciais como restaurantes, igrejas, parques e praças. Os números melhoraram.

Ontem (5), o prefeito João Rodrigues disse que a cidade tinha “zerado” os leitos de UTI devido ao tratamento precoce. Especialistas, contudo, dizem que as restrições adotadas na cidade foram as responsáveis pela contenção do aumento de contaminações.

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Mourão diz que ‘falha na comunicação’ foi principal erro do governo na pandemia

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Hamilton Mourão avalia que a falha na comunicação foi principal erro do governo federal na condução da pandemia
Marcos Corrêa/PR

Hamilton Mourão avalia que a falha na comunicação foi principal erro do governo federal na condução da pandemia

Apesar de elogiar a postura do governo Bolsonaro na pandemia, o vice-presidente, Hamilton Mourão , criticou o Planalto pelas escolhas no enfrentamento ao novo coronavírus. Mourão admitiu que o “maior erro” do governo foi não ter feito uma campanha “firme” para orientar a população sobre a Covid-19. As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Roberto D’Avila, da Globonews, na noite dessa terça-feira, e reproduzidas pelo site G1.

Além da pandemia, Mourão também foi questionado, durante a entrevista, sobre o envolvimento dos militares com a política e, ainda, as polêmicas na área do meio ambiente.

Vídeo: Bolsonaro faz motociata, aglomera e leva multa por não usar máscara em São Paulo

“Eu vou dizer para ti qual é o nosso maior erro, na minha visão: a questão de comunicação desde o ano passado. De campanhas de esclarecimento à população. Acho que esse foi o grande erro, uma campanha de esclarecimento firme, como tivemos no passado, de outras vacinas, mas uma campanha de esclarecimento da população sobre a realidade da doença, orientações o tempo todo para a população. Eu acho que isso teria sido um trabalho eficiente do nosso governo”, declarou.

Mourão evitou críticas diretas ao presidente Bolsonaro, que desde o início da pandemia condenou o uso de máscaras, o distanciamento social, além de fazer propaganda da cloroquina, um medicamentos comprovadamente sem efeito contra a Covid.

Leia também: Bolsonaro terá que explicar declarações sobre fraudes a urnas ao TSE

“O presidente tem a visão dele. Eu não coloco nas costas do presidente essas coisas que têm acontecido. Não é tudo nas costas dele. Cada um tem a sua parcela de erro nesse pacote todo aí. É um país desigual: desigual regionalmente e desigual socioeconomicamente. É um país continental”, afirmou.

Militares na política

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Se Mourão ensaiou uma espécie de mea culpa do governo ao analisar as ações na pandemia, preferiu sair pela tangente sobre outros assuntos delicados. No caso do envolvimento de integrantes das Forças Armadas diretamente no governo, o vice-presidente classificou como “missão constitucional”.

“Eles (militares) estão com a visão de que tem que estar voltado para suas ações de defesa da pátria. Garantir defesa da ordem quando acionados”.

Mourão também fez afagos ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, que recentemente estave envolvido numa polêmica, após ter participado de um evento político ao lado do presidente. General da ativa, pelas normas militares Pazuello não poderia fazer parte do evento. Após pressão de Bolsonaro, o Exército decidiu não punir Pazuello e, de quebra, ainda estabeleceu sigilo do processo por 100 anos.

“Pazuello, eu conheço, tenho apreço, me ajudou em momentos difíceis. O Pazuello deveria ter compreendido que estava em função política (ao ocupar o ministério), já tinha atingindo o patamar mais elevado (na hierarquia do Exército) e era hora de ir para a reserva. Teria mais liberdade de manobra para trabalhar. É o ponto focal da questão”, desconversou.


Também questionado sobre as ações polêmicas do ministro Ricardo Salles no Meio Ambiente, Mourão procurou enfatizar mais seu papel no Conselho Nacional da amazônia Legal: “Trabalhar com pessoas não é simples. […] A função que tenho no conselho é para criar sinergia. Palavra-chave é ‘cooperação’. Compete a mim fazer trabalho de conhecimento, dizer: ‘Vamos agir da forma correta'”.

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