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“Elas se protegem”, diz mãe de gêmeas, uma delas com Síndrome de Down

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Renata Pinheiro e as filhas: Marina e Marcela
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Renata Pinheiro e as filhas: Marina e Marcela

Como muitas  mulheres , a dentista Renata Pinheiro, sonhava em ter filhos. Ela  engravidou aos 34 anos e teve uma bela surpresa: ao invés de um, eram dois bebês. “Nos exames de pré-natal eu e o meu marido descobrimos que seriam bivitelinos, pois elas tinham peso e tamanho diferentes.

Foi uma surpresa, uma alegria, mas também veio o medo de ser difícil financeiramente e de cuidar de duas crianças ao mesmo tempo”, conta. No nascimento, outra descoberta: Marina tinha Síndrome de Down e Marcela não. “No começo foi muito turbulento. Eu, mãe de primeira viagem, de duas meninas e cada uma com características individuais, me assustou”, diz.

Renata conta que ter uma filha com Síndrome de Down a fez descobrir toda uma área de conhecimento. “Aprendi sobre os direitos que estão na Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, fiz cursos e participo de palestras. Mas os fatos que vivenciamos na rotina é que nos ensinam e nos fortalecem”, conta.

Além de buscar informação por conta própria, ela conta que também encontra apoio para em grupos de mães e famílias com crianças com a mesma condição. “Faço parte de grupos de mães que vivem realidades parecidas e é muito bom. A sociedade precisa se preparar, tanto no aspecto físico e estrutural quando no pessoal. As pessoas com deficiência estão aí e têm o direito de estarem em todos os lugares”, afirma.

Essa rede de apoio, somada ao acolhimento que recebe de sua família, foram fundamentais para que ela soubesse lidar com situações de preconceito envolvendo a filha. “Já tive matrícula recusada em escola particular e na escola de natação da cidade. Nesse período eu era imatura frente a discriminação, mas hoje sei reinvidicar e lutar pelos direitos dela”, conta Renata, que já venceu um processo contra uma empresa de recreação por discriminação. 

“Infelizmente sei que novos absurdos podem acontecer, porém, eu tenho que prepará-la para a sociedade. A sociedade que não está preparada para ela”, diz. 

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Mesmo com as diferenças, a criação das duas é a mesma. A única diferença é que Marina faz acompanhamento com uma fonoaudióloga e psicopedagoga. “Para as duas, mantemos a mesma rotina, exigimos disciplina e buscamos que sejam educadas dentro dos nossos critérios. As duas fazem as mesmas atividades, só isso que difere mesmo”, conta.

Felizmente, o preconceito não abala as relações familiares e a amizade entre as irmãs Marina e Marcela, hoje com oito anos. “As duas são muito companheiras. Estão na fase de ‘ranhetice’, mas elas se protegem. Uma briga com a outra, mas não venha ninguém falar ou brigar com uma que a outra a defende”, conta. 

Fonte: IG Mulher

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Lacoste é criticada por falta de artistas periféricos em campanha publicitária

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Nova campanha da Lacoste é criticada por falta de artistas periféricos
Reprodução/Lacoste Brasil

Nova campanha da Lacoste é criticada por falta de artistas periféricos

Em nova campanha publicitária, a Lacoste convidou os artistas Jão e João Guilherme, a modelo Pretta Mesmo e a empresária Helena Bordon. A marca promove o clássico em união com o moderno e com toques de brasilidade. Mas a campanha gerou críticas por parte de movimentos do funk e do rap, que exaltam a marca em letras de músicas. 

Segundo artistas e ativistas de movimentos periféricos, a marca não respeitou os artistas que exaltam as marcas em letras de músicas. “A única marca que não toma conhecimento da grandeza dos artistas de favela, é a Lacoste. A Tommy patrocina o MC Hariel, a Adidas patrocina um monte de artista, a Nike também e por aí vai”, disse o diretor de clipes Lucas Zetre, em publicação no Twitter. 

Em entrevista para o UOL Economia, o diretor do Data Popular, Renato Meirelles, disse que marcas de grife não gostam de clientes mais pobres e diversas já buscaram orientações de como desvencilhar a imagem de artistas periféricos. “Boa parte das marcas tem vergonha de seus clientes mais pobres. São marcas que historicamente foram posicionadas para a elite e o consumidor que compra exclusividade pode não estar muito feliz com essa democratização do consumo”, diz Renato, sem citar quais marcas. 

Diversas marcas de grife no funk e hip hop são citadas. Nomes como Nike, Adidas, Red Bull, Lacost, Red Label e Chandon são citadas nas letras de rappers e funkeiros, ganhando publicidade gratuita. Uma das críticas é chamar o ator João Guilherme, que é branco, para a propaganda. 

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Fonte: IG Mulher

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