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Droga Raia e Drogasil suspendem uso de biometria para desconto em farmácias

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O grupo Raia Drogasil , dono das redes de farmácias Droga Raia e Drogasil , anunciou na noite de quarta-feira (7) que vai interromper o cadastro de biometria em suas lojas. A suspensão da coleta veio após um questionamento do Idec e uma notificação do Procon-SP , que pode multar a empresa em até R$ 50 milhões. O Tecnoblog trouxe a denúncia de clientes que precisaram entregar a impressão digital em troca de descontos.

Raia Drogasil suspende coleta por “causar desconfortos”

Em comunicado ao Tecnoblog, o grupo Raia Drogasil reforça que a coleta da biometria era para se adequar à Lei Geral de Proteção de Dados ( LGPD ). A empresa ressalta que o processo sempre foi realizado de forma voluntária e dentro dos conformes legais.

“Apesar disso, entendendo que a iniciativa causou desconfortos, a RD-RaiaDrogasil optou por interromper essa prática”, diz o comunicado. A empresa afirma que foi uma das primeiras no país a se ajustar à LGPD, e ressaltou que fez investimentos na área para proteger dados de clientes.

A rede de farmácias diz ainda que a troca de dados beneficia o consumidor com ofertas, “incluindo as promoções personalizadas em categorias relevantes para ele”. O grupo diz que não comercializa, “em hipótese alguma, as informações pessoais de clientes a terceiros”.

Rede de farmácias não se pronuncia sobre coleta de CPF

Por fim, a companhia se coloca à disposição para prestar mais esclarecimentos. Ela não comenta sobre a coleta e uso de CPF ; a prática foi criticada por Matheus Falcão, especialista em Saúde do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), em entrevista ao Tecnoblog. “ Nossa compreensão é de que o setor [de farmácias] ainda não explicou muito bem nem a necessidade do CPF e muito menos da digital. Isso passa por explicar a finalidade precisa. Com quem eles são compartilhados?”, ele questionou.

O Idec notificou o grupo Raia Drogasil sobre a coleta do CPF, que também não tinha finalidade específica descrita na política de privacidade da empresa.

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O estado de São Paulo aprovou uma lei em dezembro que obriga farmácias e drogarias a explicarem o motivo de pedirem o CPF do consumidor no ato da compra. A empresa precisa comunicar ao cliente, caso ele forneça o dado, se vai abrir ou não uma conta para que ele receba promoções ou descontos. Caso viole a lei, a loja deve pagar multa de R$ 5.818.

No mês passado, o Tecnoblog detalhou casos de clientes que foram barrados na hora da compra, e tiveram que fornecer a digital em troca de descontos em produtos. Em um caso, a oferta foi de 33% e o consumidor teve de informar o número de celular para aproveitar a promoção.

Na quarta-feira, noticiamos com exclusividade que a Drogasil foi notificada pelo Procon-SP. O órgão exige a finalidade de coleta da biometria, assim como o tratamento do dado: captação, armazenamento e criptografia.

Este é o comunicado da empresa na íntegra:

Sobre a notificação que recebeu do Procon-SP, a RD-RaiaDrogasil esclarece que o uso da identificação biométrica ocorreu com o único objetivo de garantir a praticidade e a segurança desse processo para os clientes e para finalidades previstas na LGPD. Ressalta que o cadastramento biométrico sempre foi voluntário e aderente à legislação vigente.

Apesar disso, entendendo que a iniciativa causou desconfortos, a RD-RaiaDrogasil optou por interromper essa prática. É importante ressaltar que a RD-RaiaDrogasil foi uma das primeiras empresas do País a se adaptar à nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O grupo realizou grandes investimentos para ampliar ainda mais a segurança das informações e garantir a privacidade e a proteção dos dados dos consumidores.

Todas as informações coletadas são utilizadas exclusivamente em benefício do próprio cliente, incluindo as promoções personalizadas em categorias relevantes para ele. A Droga Raia, a Drogasil e todas as demais empresas de seu grupo econômico, não comercializam, em hipótese alguma, as informações pessoais de clientes a terceiros.

Há 116 anos, o grupo mantém uma relação de profunda confiança com seus clientes, pautada pelo total respeito à privacidade daqueles que utilizam seus serviços. O programa de fidelidade acumula mais de 30 anos de história e garante benefícios personalizados, sem jamais comprometer a privacidade e a segurança dos dados de cada um.

A RD-RaiaDrogasil segue à disposição para esclarecer tudo o que se fizer necessário.

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Apple Store atualiza regras de pagamento; veja o que muda

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Acordo judicial permite que desenvolveres entrem em contato direto com o consumidor, mas não resolve disputa com Epic Game
Bruno Gall De Blasi

Acordo judicial permite que desenvolveres entrem em contato direto com o consumidor, mas não resolve disputa com Epic Game

A Apple atualizou as regras da App Store para permitir que os desenvolvedores entrem em contato direto com os usuários para pagamentos, trata-se de um acordo judicial com as empresas que questionavam o controle da gigante americana sobre a loja.

Na primeira semana de outubro, a Apple disse pretendia adiar a implementação das mudanças mais significativas no modelo de negócio da App Store desde o começo das atividades, em 2008. Isto porque, a revisão, no centro do debate sobre o funcionamento da big tech , pode custar à empresa bilhões de dólares anualmente.

Com as novas regras, os desenvolvedores agora podem contatar os consumidores diretamente sobre métodos de pagamento alternativos, contornando a comissão de 15% ou 30% da Apple.

Eles poderão pedir aos usuários informações básicas, como nomes e endereços de e-mail, “desde que essa solicitação seja opcional”, informou a fabricante do iPhone.

A Apple propôs as mudança, em agosto, em um acordo judicial com pequenos desenvolvedores de aplicativos.

Mas é improvável que a concessão satisfaça empresas como a Epic Games, desenvolvedora do “Fortnite”, com quem a Apple tem uma disputa de longa data sobre sua política de pagamento.

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A Epic abriu um processo com o objetivo de quebrar o controle da Apple sobre a App Store, acusando a empresa de operar um monopólio em sua loja de bens e serviços digitais.

Em setembro, um juiz ordenou que a Apple afrouxasse o controle das opções de pagamento na App Store, mas concluiu que a Epic não poderia provar violações antitruste.

Ambas as partes interpuseram recursos.

Para a Epic e outros desenvolvedores, a capacidade de redirecionar os usuários para um método de pagamento fora do aplicativo não é suficiente – eles querem que os jogadores possam pagar diretamente sem sair do jogo.

A Apple também enfrenta investigações nos Estados Unidos e na Europa por alegações de abuso de posição dominante.

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