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Dose extra da vacina Janssen pode aumentar os anticorpos em 9 vezes, diz empresa

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Vacina da Janssen chega a São Paulo
Divulgação/Secretaria Municipal da Saúde

Vacina da Janssen chega a São Paulo

Uma  dose de reforço da vacina da Janssen contra o  novo coronavírus pode aumentar em nove vezes o número de anticorpos que agem contra a infecção, segundo dados preliminares de um estudo da empresa, divulgado nesta quarta-feira 25.

Segundo o resultado de novos testes clínicos de fase 2, realizados nos Estados Unidos e na Europa, o reforço do imunizante pode ser mais positivo na proteção contra a Covid-19. Ainda, a vacina da Janssen é a único aprovada no Brasil para a aplicação em dose única. 

O imunizante “gerou um aumento rápido e robusto nos anticorpos de ligação à (proteína) Spike, nove vezes maior do que 28 dias após a vacinação de dose única primária”, informou a farmacêutica em um comunicado à imprensa. Em nota, foi revelado que cerca de 2 mil pessoas receberam a dose de reforço no intervalo de seis a oito meses após a primeira injeção. 

Os testes mostraram aumentos relevantes na resposta imunológica de participantes com idades entre 18 e 55 anos e nos com 65 anos ou mais que receberam uma dose de reforço com dosagem menor.

“Estabelecemos que uma única injeção de nossa vacina Covid-19 gera respostas imunes fortes e robustas que são duráveis e persistentes por oito meses. Com esses novos dados, também vemos que uma dose de reforço da vacina Covid-19 da Johnson & Johnson aumenta ainda mais as respostas de anticorpos entre os participantes do estudo que já haviam recebido nossa vacina”, afirmou Mathai Mammen, chefe de pesquisa e desenvolvimento da Janssen.

Fonte: IG SAÚDE

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Comitê científico de SP propõe uso obrigatório de máscaras

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O Centro de Contingência do Coronavírus em São Paulo, que auxilia o governo de São Paulo nas decisões relacionadas à pandemia, concorda que este ainda não é o momento de retirar a obrigatoriedade do uso de máscara no estado paulista.

Em entrevista coletiva hoje (20), o coordenador executivo do centro, João Gabbardo, disse que, apesar dos indicadores de morte, casos e internações por covid-19 estarem em queda no estado devido ao avanço da vacinação, os integrantes do comitê concordam que o momento exige cautela.

“A posição do comitê científico de São Paulo é que não é o momento de flexibilizarmos a utilização das máscaras, apesar dos números estarem muito positivos. Ainda não é o momento porque estamos passando por momento de transição no Plano São Paulo, com flexibilização importante como volta às aulas [presenciais], frequência obrigatória dos alunos, presença de público nos eventos esportivos culturais e esportivos como nos estádios, redução de distanciamento. Temos que acompanhar qual será o impacto dessas modificações nos indicadores”, disse ele.

Segundo Gabbardo, o Centro de Contingência continua analisando o assunto, mas ainda não definiu uma data para a suspensão do uso de máscara. Isso, continuou, vai depender de uma análise de fatores relacionados à transmissibilidade da doença e à cobertura vacinal. Mas a ideia é que o fim da obrigatoriedade do equipamento de proteção seja feito gradualmente, começando pela retirada do uso de máscara em lugares abertos, ao ar livre, e sem aglomeração.

“O governo tem recebido pedidos de setores, como o de eventos, para não flexibilizarmos. Todos têm receio de ter que retroceder – e nós não queremos retroceder”, afirmou. Uma das ideias do comitê é estabelecer metas para os indicadores de forma que, ao atingir uma dessas metas, poderia ser liberado o uso de máscara em algumas situações, tal como ao ar livre.

O Centro também analisa a possibilidade de, no futuro, continuar exigindo o uso de máscara em ambiente hospitalar, mesmo com o fim da pandemia. “Nos hospitais, as UTIs [unidades de terapia intensiva] e principalmente os centros cirúrgicos, a máscara é obrigatória para evitar a transmissão de doenças. Então vamos propor ao governo que em ambiente hospitalar o uso da máscara seja obrigatório mesmo depois da pandemia”, explicou.

Dados

Segundo o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, a taxa de ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva (UTI) do estado de São Paulo está hoje em 28,5%, com 1.841 pessoas internadas em estado grave. “Para se ter uma ideia, este número significa 2,6 mil pessoas a menos do que no pico da primeira onda [entre junho e julho do ano passado] e 9,2 mil a menos do que no pico da segunda onda [entre março e abril deste ano]”, disse ele, reforçando que essa queda nas internações é resultado do avanço da vacinação.

Nos hospitais privados, a ocupação de leitos é ainda menor do que nos públicos. De acordo com o secretário, 80% dos hospitais privados de São Paulo têm hoje uma ocupação de 20% de seus leitos.

Edição: Valéria Aguiar

Fonte: EBC Saúde

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