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Doria diz que ACM Neto lhe garantiu que o DEM não vai apoiar governo Bolsonaro

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Governo Doria anuncia alterações no Plano SP nesta quarta
Reprodução: ACidade ON

Governo Doria anuncia alterações no Plano SP nesta quarta

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), disse, nesta quarta-feira (10), durante coletiva de imprensa, que o presidente nacional do Democratas (DEM), ACM Neto, lhe garantiu que o seu partido não vai apoiar o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Segundo o governador de São Paulo, a decisão vale tanto para a atuação dos parlamentares da sigla no dia a dia do Congresso Nacional como um possível apoio à Bolsonaro em sua corrida pela reeleição no ano que vem.

Doria recebeu ACM Neto na noite desta terça-feira (9), em um jantar no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo. A reunião aconteceu em um momento de aproximação entre Doria e o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que já anunciou sua intenção de deixar o DEM.

“O jantar foi produtivo, sereno e a informação mais importante, ouvimos do presidente do DEM, quando afirmou cabalmente que o DEM não apoia e não apoiará o governo Jair Bolsonaro, nem neste momento, nem no futuro, para o programa sucessório”, afirmou Doria.

Maia, inclusive, está na mira do PSDB, que, segundo Doria, fará também oposição ao governo de Jair Bolsonaro. “Chega de PSDB do muro, sem coragem para defender o que precisa ser defendido”, afirmou o governador.

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Senado: partidos indicam membros para CPI da Covid-19

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Os blocos partidários do Senado definiram os nomes dos indicados para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19. A CPI, destinada a apurar eventuais omissões do governo federal no combate à pandemia, terá 11 membros titulares. A CPI também vai apurar como os estados administraram as verbas federais repassadas para enfrentar a covid-19.

Os membros titulares da comissão são: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL), Ciro Nogueira (PP-PI), Otto Alencar (PSD-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Eduardo Girão (Pode-CE), Humberto Costa (PT-PE), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Marcos Rogério (DEM-RO) e Jorginho Mello (PL-SC).

Os suplentes serão Jader Barbalho (MDB-PA), Luis Carlos Heinze (PP-RS), Angelo Coronel (PSD-BA), Marcos do Val (Pode-ES), Rogério Carvalho (PT-SE), Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Zequinha Marinho (PSC-PA). Os nomes foram apurados pela reportagem da EBC junto às assessorias dos senadores e partidos.

Agora, cabe ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, decidir se as reuniões do colegiado serão presenciais, semipresenciais ou remotas. Ele, no entanto, já indicou que os encontros, a princípio, ocorrerão nas dependências da Casa.

“Uma CPI impõe atos como interrogatórios, inquirição de testemunhas incomunicáveis, reunião e exame de documentos sigilosos, perícias. Tudo isso recomenda que, por ser um trabalho investigativo, seja feito presencialmente”, disse. Pacheco frisou, porém, que a própria comissão terá a liberdade de decidir o formato do seu trabalho, e inclusive de conduzir atividades não presenciais.

Os membros da comissão deverão eleger seu presidente e o vice. A relatoria será definida em seguida. A CPI terá poderes de investigação equivalentes aos de autoridades judiciais. Primeiramente, o colegiado deverá aprovar um plano de trabalho, proposto pelo relator. Trata-se das ações da comissão para cumprir o seu objetivo. Entre elas, podem estar a requisição de informações oficiais, a solicitação de auditorias e perícias, a intimação e oitiva de testemunhas, a convocação de ministros de Estado e a realização de diligências variadas.

* Com informações da Agência Senado

Edição: Fábio Massalli

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