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Donos de barco de turismo são denunciados por pesca ilegal

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Três representantes da empresa Pantanal Vip Ltda-ME respondem a duas denúncias do Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso, por realizarem pesca predatória no Rio Paraguai, nos arredores da cidade de Cáceres, no Oeste de Mato Grosso. As denúncias foram feitas depois da apreensão de mais de meia tonelada de peixes e de instrumentos proibidos para pesca.

De acordo com a ação penal, na primeira apreensão feita em abril do ano passado, agentes da Polícia Militar Ambiental (PMA) de Cáceres encontraram, na embarcação denominada Pantanal Vip, 455 kg de peixes retirados do Rio Paraguai, sendo que alguns peixes aparentavam terem sido capturados com garateia (aparelho náutico de quatro pontas tipo âncora ou anzol, que serve para recuperar objetos que tenham caído na água).

A procuradora da República Samira Engel Domingues, responsável pelo caso, explica que além de permitir a realização de pescaria ilegal no interior do barco, o gestor da empresa, Alzuir Francisco de Matos, e o gerente da embarcação, Alcides Alonso da Silva, também deixaram que fosse ultrapassado o limite de 5 quilos de peixe por pessoa, fixados pelo Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (Comdema) de Cáceres.

Segunda apreensão – Três meses depois da primeira apreensão, a mesma embarcação, sob o comando de Alzuir de Matos e Roberto Wagner Bernardes, foi encontrada transportando outros 211 kg de peixes capturados no Rio Paraguai, com instrumentos vedados para a pesca, como tarrafas, fisgas e garateias.

Diante dos fatos, o MPF ofereceu denúncia pela prática de pesca em quantidades superiores as permitidas e mediante a utilização de petrechos e métodos não permitidos, além do transporte de espécimes provenientes da pesca proibida, cuja pena é de detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente. Os processos tramitam na Vara Única da Justiça Federal em Cáceres.

Por conta da reincidência da pesca predatória, o MPF requereu a busca e apreensão da embarcação. A procuradora da República Samira Engel Domingues explica que a medida se mostrou necessária tendo em vista que nem mesmo a primeira apreensão da embarcação e a nomeação de um de seus funcionários na condição de fiel depositário, foi capaz de frear a prática de atos atentatórios à ordem pública, com significativa degradação ambiental na região de Cáceres.

O MPF considerou que a permanência da embarcação em poder da empresa, de seus sócios, ou mesmo de seus funcionários, permitia a continuidade das condutas criminosas, tendo sido, então, requerida a apreensão judicial da embarcação, mediante depósito em favor de entidade capaz de assegurar sua guarda e manutenção, evitando que o barco-hotel continuasse a ser utilizado para pesca predatória.

Ciente da apreensão do barco, o Gefron (Grupo Especial de Fronteira) solicitou a utilização da embarcação para o auxílio no patrulhamento do Rio Paraguai, assumindo a responsabilidade pela guarda e conservação da embarcação.

Entretanto, em fevereiro deste ano, a Justiça Federal deferiu o depósito do bem aos administradores da empresa, argumentando que eventual reincidência da pesca predatória poderia ser evitada com a realização de fiscalizações por parte da Polícia Ambiental quando da partida e do retorno da embarcação; e que a apreensão da embarcação prejudicaria a geração de empregos e a distribuição de renda no município.

O MPF recorreu, em 28 de fevereiro, alegando que deixar a embarcação sob responsabilidade dos administradores da empresa poderia levar a ocorrência de novos crimes ambientais. No recurso, a procuradora lembrou da dificuldade da disponibilização de efetivo da Polícia Militar Ambiental para atuar, com exclusividade, na fiscalização da embarcação, nos dias e horas designados por seus administradores. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região irá analisar e julgar o recurso do MPF.

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Paulinha Abelha, do Calcinha Preta, morre em consequência da encefalite

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A cantora Paulinha Abelha, vocalista da banda Calcinha Preta, morreu nesta quarta-feira (23.02), aos 43 anos, em Aracaju. Ela foi internada no dia 11 de fevereiro, com problemas renais e o problema evoluiu para uma encefalite. A artista morreu às 19h26 em decorrência de um quadro de comprometimento multissistêmico, segundo nota divulgada pela assessoria de comunicação do Hospital Primavera. om encefalite. Inicialmente a cantora apresentou um quadro de infecção renal e foi internada para fazer diálise, mas o problema se agravou, ela entrou em coma e os médicos ainda tentam descobrir o que provocou a encefalite.

“O Hospital Primavera comunica, com pesar, que a cantora, Paula de Menezes Nascimento Leca Viana, Paulinha Abelha, faleceu hoje às 19h26 em decorrência de um quadro de comprometimento multissistêmico. Nas últimas 24 horas apresentou importante agravamento de lesões neurológicas, constatadas em ressonância magnética, e associada a coma profundo. Foi então iniciado protocolo diagnóstico de morte encefálica, que confirmou hipótese após exames clínicos e complementar específicos. Ela estava internada no Hospital Primavera desde o dia 17 de fevereiro, sob os cuidados das equipes médicas de terapia intensiva, neurologia e infectologia”, diz a nota de falecimento.

O SUA SAÚDE AQUI falou sobre a doença da cantora dia 17. Saiba mais  aqui

QUEM FOI PAULINHA

Carreira e volta ao Calcinha Preta Nascida em 16 de agosto de 1978, Paula de Menezes Nascimento é natural do interior de Sergipe. Ela iniciou a carreira musical aos 12 anos, cantando em bandas locais e trios elétricos em pequenas cidades sergipanas. Antes do Calcinha Preta, ela chegou a tentar a carreira com outros grupos, criados por ela.

Por 3 anos, cantou na banda Flor de Mel, um investimento próprio que precisou interromper pela falta de recursos financeiros, tanto dela quanto de seus pais. Apesar da tristeza, Paulinha não desistiu, e pouco tempo depois foi selecionada para integrar a banda Panela de Barro. Ela ficou no grupo por mais três anos, período em que ganhou experiência e habilidade com o público. O destaque a nível nacional, no entanto, veio a partir de 1998, quando ela entrou para o Calcinha Preta após ser descoberta pelo empresário Gilton Andrade. O grupo, que é um dos maiores nomes do forró eletrônico, foi formado em 8 de dezembro de 1995 e, desde então, já passou por diversas formações.

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