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Dono de loja em BH é acusado de estupro e assédio por clientes e ex-funcionárias

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Polícia Civil investiga dono de loja em casos de assédio e estupro
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Polícia Civil investiga dono de loja em casos de assédio e estupro

A Polícia Civil de Minas Gerais está investigando denúncias de assédio e estupro contra o dono da loja “Ana Modas”, em Belo Horizonte . Relatos de mulheres contando suas experiências contra o suspeito vem crescendo nas redes sociais e em nota, as autoridades locais já afirmaram que as vítimas que se pronunciaram já estão sendo ouvidas.

No Twitter, a amiga de uma das vítimas compartilhou os abusos sofridos por ela e em seguida, outras quatro mulheres contam que foram vítimas do mesmo agressor, identificado por elas como Cleidson dos Santos Fernandes. E entre as possíveis vítimas estão funcionárias, clientes e até possíveis parceiras de divulgação da loja.

Em entrevista, uma ex-funcionária, que não quis se identificar, relatou que na época em que trabalhava na loja, era menor de idade e enfrentava assédios recorrentes em sua rotina, entre abril e junho de 2019. Disse que quando trabalhava lá, uma colega tinha até recomendado ela esquecer sobre isso que em alguma hora ele cansaria dela, mas o que aconteceu foi o oposto.

“Várias vezes no fim do expediente quando as lojas do shopping já estavam fechadas e tinha pouco movimento, ele ia atrás de mim no segundo andar do shopping, onde é o banheiro, me prensava contra o box tentando me beijar, puxando meu cabelo, segurando meu rosto. Porém, ele fazia tudo isso como se fosse uma brincadeira”, declara. 

A situação chegou a ficar tão grave, que Fernandes chegou a mostrar suas genitálias com o proposito de oferecer sexo oral para a funcionária. Na época, ela tinha 17 anos, não entendi com clareza a situação por nunca ter passado e imaginado como seria ser assediada e não prestou queixa, mas agora a vítima tomara as medidas cabiveis para que o responsável seja punido.

“Graças a Deus, sempre acontecia algo que impedia ele de continuar, chegava alguém ou algo do tipo. Senão hoje eu seria mais uma vítima de estrupo e não só de assédio. Na época eu tinha 17 anos e nunca tinha passado por uma situação de assédio, então eu não entendia a gravidade da situação como entendo hoje”, conta.

A advogada do acusado lançou uma nota em que diz que “a loja Ana Modas, bem como seu proprietário, repudiam veementemente as acusações infundadas e levianas, e ao final provarão a verdade dos fatos, sua inocência e idoneidade”. Segundo lojistas locais, a loja no shopping UAI de Belo Horizonte se encontra fechada há alguns dias.

E de acordo com os relatos de funcionários de lojas vizinhas, Fernandes já havia portagonizado situações similares as denuncias. “Todo mundo já ouviu falar. Já teve caso de cliente fazendo escândalo dentro da loja, gritando que ia chamar a polícia para ele”.

Em nota a Polícia de Minas Gerais ressalta a importância de vítimas procurarem Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher , na Avenida Barbacena, 288, Barro Preto, para que as possíveis medidas sejam tomadas com segurança e o mais rápido possível.

O diretor jurídico do Grupo UAI, Bernard Martins, declarou nunca ter recebido nenhum tipo de reclamação de clientes ou funcionários sobre a conduta do lojista e que só tomou conhecimento sobre as denuncias pelos veículos de imprensa. Martins ainda disse que o acusado não procurou a administração do shopping para esclarecer situação.

“Esperamos que tudo seja esclarecido. É uma loja bastante antiga, bem consolidada, uma das mais movimentadas do shopping. A grande maioria dos clientes é mulher, e nunca recebemos qualquer tipo de reclamação. É uma situação que nos surpreende. Estamos dispostos a contribuir com as investigações”, finaliza.

A loja “Ana Modas” no shopping UAI , em Belo Horizonte permanece fechada mas não há informações de que ela tenha sido entregue. 

Fonte: IG Mundo

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Omar Aziz diz que redes sociais devem ajudar na investigação sobre fake news

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Omar Aziz diz que redes sociais devem ajudar na investigação sobre fake news
Divulgação/Agência Senado/Pedro França

Omar Aziz diz que redes sociais devem ajudar na investigação sobre fake news

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), defendeu neste domingo a investigação a respeito da disseminação de notícias falsas na internet — um problema que, segundo ele, também atinge a comissão — e disse que gigantes do setor de tecnologia, como Google, Facebook e Twitter podem contribuir para o enfrentamento a este fenômeno.

“É importante investigar a disseminação de notícias falsas na internet. No âmbito da CPI da Pandemia, também enfrentamos este problema e os representantes do YouTube, Facebook e Twitter podem contribuir sim. Bom domingo a todos”, escreveu Aziz em uma rede social, ao reproduzir uma matéria que diz que a “CPI chamará plataformas”.

A convocação de representantes das chamadas Big Techs foi aprovada no dia 23 de junho, após um requerimento apresentado pelo vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Nos requerimentos , Randolfe argumentou que empresas devem responder a respeito das medidas tomadas para conter a disseminação de notícias falsas em suas plataformas “que geram consequências reais e dificultam o combate à pandemia”.

Apesar de as convocações terem sido aprovadas, as datas para os depoimentos jamais chegaram a ser marcadas. Nos bastidores, o que se comenta é que isso ocorreu porque os trabalhos da comissão passaram a se concentrar na apuração de suspeitas de corrupção em contratos firmados pelo Ministério da Saúde com empresas de logística e na compra de vacinas.

Você viu?

No último dia 12, O GLOBO mostrou que representantes dessas empresas vinham procurando senadores com o objetivo de sair da mira da CPI da Covid e evitar medidas consideradas danosas à imagem, como a convocação de seus executivos e quebra de sigilos. Havia o temor de que a CPI pudesse enveredar de forma mais profunda por uma linha investigativa sobre a participação ou omissão delas no processo de disseminação de notícias falsas sobre a Covid-19.

O GLOBO também revelou que o YouTube, que pertence ao Google, permitiu a monetização de vídeos que divulgavam informações falsas sobre a Covid-19. Em documento enviado à CPI, o Google informou que canais faturaram pelo menos R$ 230 mil com esse tipo de conteúdo.

Instalada em 27 de abril, a CPI da Covid está em recesso e retoma os trabalhos no próximo dia 3 de agosto. O prazo final de funcionamento era 7 de agosto, mas a comissão teve o funcionamento prorrogado por mais 90 dias pelo presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG). Com isso, as atividades devem se estender até o início de novembro.

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