POLÍCIA

Dono de cervejaria é suspeito de matar morador de rua com tiro na cabeça em Cuiabá

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Rafik Samir Feguri, de 42 anos, foi detido por porte ilegal de arma de fogo

Por G1 | MT

Um empresário dono de uma cervejaria foi detido nesta segunda-feira (18.01) suspeito de matar um morador de rua na última sexta-feira (15), em Cuiabá. Segundo a Polícia Militar, Rafik Samir Feguri, de 42 anos, foi detido por porte ilegal de arma de fogo.

O crime ocorreu na noite da sexta-feira em um terreno baldio na Rua Tereza Lobo, no bairro Consil. A Polícia Civil investiga a motivação do assassinato.

O G1 pediu um posicionamento ao advogado de Rafik.

O morador de rua, identificado como Cilce Pereira da Silva, de 63 anos, foi encontrado baleado com um tiro na cabeça e foi socorrido inconsciente pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

Policiais fizeram buscas na casa do empresário e localizaram uma pistola e munições em um armário, em Cuiabá — Foto: Polícia Militar de Mato Grosso

Na mesma noite, testemunhas indicaram o nome do suspeito à PM, mas ele havia fugido do local.

Cilce não resistiu e morreu na madrugada de sábado (16), data em que a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) foi comunicada.

A PM recebeu informações de que o empresário voltou para o comércio dele, na região da rodoviária de Cuiabá, e foi até o local.

Policiais fizeram buscas na casa do empresário e localizaram uma pistola e munições em um armário. Uma perícia deve apontar se essa arma foi a mesma utilizada para atirar no morador de rua.

Câmeras de segurança do suspeito mostram o momento em que ele faz disparos na região. Ele alegou à PM que os tiros foram disparados para um matagal.

O empresário foi algemado e levado à Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Civil, o empresário foi encaminhado para a Central de Flagrantes, onde foi ouvido pelo delegado plantonista. O empresário foi interrogado e liberado, pois não estava em situação de flagrante delito.

Com relação à arma de fogo, a Polícia Civil informou que ela é registrada e está devidamente regular, porém, foi apreendida por estar vinculada ao crime.

 

 

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POLÍCIA

Polícia cumpre mandados e prende 16 pessoas ligadas a organização criminosa

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Por Camila Molina

Vinte e quatro mandados judiciais com alvo em uma organização criminosa atuante na região leste do estado são cumpridos pela Polícia Civil, na manhã desta quinta-feira (04.03), na operação “Number One”, deflagrada pela Delegacia Regional de Água Boa (730 km a leste de Cuiabá) com base em investigações da Delegacia de Canarana (823 km a leste).

Dentre as ordens judiciais, 16 mandados são de prisão e oito de busca e apreensão domiciliar (cinco expedidos pela 7ª Vara Criminal de Água Boa e três expedidos pelo Judiciário de Canarana). Parte dos mandados são cumpridos em unidades prisionais de Água Boa, Barra do Garças e Cuiabá.

Segundo o delegado regional de Água Boa e coordenador dos trabalhos, Valmon Pereira da Silva, a operação possui objetos prioritários como coibir a ramificação e permanência da facção na região, responsabilizar os criminosos por atos de violência perpetrados principalmente nas modalidades de tráfico de drogas, roubo e extorsão, prevenção e repressão a investidas contra membros das Forças de Segurança.

“Além de desarticular a atuação da facção, a operação tem o objetivo de apreender armas, munições, drogas e produtos oriundos de furtos, que são objetos das buscas, devolvendo a tranquilidade à sociedade já que, os integrantes do grupo criminoso tem agido de forma intimidatória para marcar território”, disse Valmon.

Investigação

O trabalho investigativo conduzido pelo delegado de Canarana, Deuel Santana, iniciou em 2019, reunindo provas que resultaram na identificação de uma complexa rede criminosa atuante dentro e fora de unidades prisionais do estado de Mato Grosso. De acordo com as investigações, os integrantes do grupo criminoso, mesmo detidos do em unidades prisionais, ordenam crimes e participam diretamente de suas execuções.

“Durante as investigações, ficou demonstrado que apesar dos esforços empreendidos pelo aparelho estatal, celulares continuam chegando aos reeducandos que, usam a tecnologia em favor do crime. Mesmos presos, os criminosos transmitem ordens aos comparsas que estão fora em funções designadas pelos líderes. A forma violenta de agir contra aqueles que contrariam os propósitos do grupo foi outro fator característico constatado durante o trabalho investigativo”, disse o delegado.

No volumoso caderno investigativo há provas testemunhais, vídeos de crimes sendo praticados, diálogos com conteúdos que demonstram uma escala piramidal com funções específicas e uma clara demonstração do grupo em monopolizar o comércio de drogas no estado de Mato Grosso.

Ficou demonstrado ainda o propósito de crescer numericamente do grupo criminoso com admissão (batismo) inclusive de adolescentes. O grupo busca firmar-se como poder paralelo tentando instituir “proteção” a comerciantes mediante cobrança de taxas – fato denunciado por um empresário e confirmado pelas investigações.

Efetivo empregado

Cerca de 50 Policiais Civis atuam no cumprimento dos mandados em diferentes cidades do estado de forma articulada. Além do efetivo da Regional, que contou com policiais de Água Boa, Nova Xavantina, Querência, Ribeirão Cascalheira e Canarana, houve a participação efetiva das Delegacias de Barra do Garças, Primavera do Leste e Cuiabá.

Nome da operação

O nome da operação “Number One” foi escolhido pelo fato do inquérito instaurado na Delegacia de Canarana ser o primeiro procedimento da unidade no ano de 2019, quando iniciaram as investigações que desencadearam a referida operação.

Além disso, o trabalho investigativo chegou ao integrante do grupo tido na facção como número 01 na hierarquia do crime na região. O suspeito encontra-se preso em Cuiabá e é um dos alvos com mandado de prisão cumprido nesta quinta-feira.

Fonte: PJC MT

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