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‘Distinção entre ucranianos e afegãos’, defende governador italiano

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Refugiados vindos da Ucrânia entram na Polônia pela fronteira de Medyka
Reprodução/ACNUR – 06.03.2022

Refugiados vindos da Ucrânia entram na Polônia pela fronteira de Medyka

Um governador italiano de extrema direita defendeu nesta quarta-feira (30) que refugiados de países com longo histórico de conflitos e tensões, como Afeganistão e Paquistão, não recebam o mesmo tratamento que ucranianos.

Desde o início da invasão russa, em 24 de fevereiro, a Itália já acolheu cerca de 77 mil refugiados da Ucrânia , quase 12 vezes mais do que o número de deslocados internacionais que entraram no país pela rota do Mediterrâneo desde o início de 2022 (6,7 mil).

Os migrantes e refugiados da via marítima são provenientes da África e da Ásia, e sua chegada aos portos italianos é um dos cavalos de batalha preferidos da extrema direita.

“Surpreende a ideologia com a qual esse assunto é abordado. O drama do povo ucraniano demonstra o que significa a imigração bélica. Não por acaso, 90% das pessoas que chegam da Ucrânia são mulheres ou crianças. Se misturarmos os fluxos, darmos as mesmas respostas aos jovens afegãos e paquistaneses que chegam aqui e os colocarmos com mulheres e crianças ucranianas, não será justo e correto com as pessoas que fogem da guerra”, afirmou o governador de Friuli Veneza Giulia, Massimiliano Fedriga, expoente do partido de ultradireita Liga e também presidente da Conferência das Regiões da Itália.

“Não se trata de discriminação, mas sim de bom senso. Existe quem foge da guerra e é certificado e existe quem não obtém o status de refugiado porque não foge de uma guerra”, acrescentou.

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De acordo com o Ministério do Interior italiano, o país já recebeu 469 refugiados do Afeganistão em 2022. O país da Ásia Central enfrentou 20 anos de guerra após a invasão americana de 2001 e, em agosto passado, voltou a ser governado pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã, conhecido pela sistemática violação dos direitos humanos, especialmente das mulheres.

Segundo a convenção das Nações Unidas sobre o tema, tem direito a refúgio alguém que, “temendo ser perseguido por motivos de raça, religião, nacionalidade, grupo social ou político, encontra-se fora do país de sua nacionalidade e não pode ou, em virtude desse temor, não quer valer-se da proteção dessa nação”.

Ou seja, um país não precisa necessariamente estar em guerra para que um deslocado internacional seja considerado como refugiado, condição também reconhecida a pessoas que fogem de perseguições em regimes autoritários ou até em democracias.

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Fonte: IG Mundo

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Dia da Luta da População em Situação de Rua: Praça da Sé receberá ação

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Praça da Sé receberá evento sobre Dia da Luta da População de Rua
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

Praça da Sé receberá evento sobre Dia da Luta da População de Rua

Nesta sexta-feira, 19 de agosto das 9h às 18h, a Praça da Sé, em São Paulo , recebe evento que marca o Dia da Luta da População em Situação de Rua. Na mesma região, em 2004, sete moradores em situação de rua foram mortos enquanto dormiam e oito foram feridos. Desde então, movimentos sociais adotaram o dia para dar visibilidade a essa população.

O evento é organizado pelos Movimento Nacional de Luta pela População em Situação de Rua, Movimento Estadual da População em Situação de Rua de São Paulo; Movimento Nacional da População em Situação de Rua; e pelo Fórum Cidades em Defesa da População em Situação de Rua, com apoio da Prefeitura de São Paulo, via Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

Haverá uma unidade móvel para auxiliar na inscrição no CadÚnico, equipes de abordagem social; aplicação de vacinas da gripe e da Covid-19 e distribuição de 800 marmitas do Programa Cozinha Cidadã.

Também serão oferecidos os serviços do Centro de Promoção e Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua, da SMDHC. Na unidade itinerante que funciona em um ônibus adaptado, as pessoas receberão atendimento individual especializado; orientações, articulações e encaminhamentos para acesso a serviços públicos e equipamentos socioassistenciais, de saúde, educação, cultura e acesso ao trabalho além de ações de proteção e apoio para defesa em situações de violação de direitos à população em situação de rua.

A unidade móvel do Núcleo de Cidadania e Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado de São Paulo também estará no local. Haverá ainda atrações culturais que foram articuladas pelos movimentos envolvidos na organização.

Prêmio 19 de Agosto

Desde 2019, a SMDHC concede o Prêmio 19 de Agosto para iniciativas de organizações e pessoas físicas que desenvolvem trabalhos para a população em situação de rua na cidade de São Paulo.

Na 3ª edição do Prêmio, realizada em 2021, o Coletivo Projeto Vida, organizado por Clair Aparecida da Silva Santos, ganhou o primeiro lugar na categoria Pessoa Física. “Foi fundamental receber o prêmio, não só pela premiação em dinheiro, mas pelo reconhecimento governamental do projeto”, disse Clair Santos, que criou a iniciativa durante a pandemia de Covid-19 com o objetivo de promover a articulação e a formação de uma rede de apoio entre a sociedade civil, setores públicos e privados, para desenvolver ações para auxiliar a população em situação de rua com os cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus.

O dinheiro do prêmio foi utilizado para fortalecer o trabalho de três instituições: a Casa do Povo, no Bom Retiro; o Coletivo Imagens, no Grajaú, e o Consultório na Rua em Cidade Tiradentes; e também para realização do ‘Novembro Bem Garota’, para pessoas transexuais e travestis, e pagamento do frete de uma doação de 700 livros que o Projeto Vida recebeu e distribuiu.

Já na categoria Pessoa Jurídica, o prêmio foi para o Centro de Integração Social pela Arte, Trabalho e Educação (Cisarte), que atende pessoas em situação de rua na Bela Vista, região central de São Paulo. “O Prêmio 19 de Agosto é uma conquista do Movimento Nacional da População em Situação de Rua, da sociedade e do governo.

Ele é um símbolo na luta do direito da pessoa em situação de rua ser reconhecida como cidadã. Ficamos muito felizes em receber a premiação, que ajudou com as despesas mensais do espaço, na compra de insumos para as oficinas e na oferta de café da manhã”, disse Darcy Costa, presidente da Cisarte, que funciona diariamente, das 9 às 17 horas, no Viaduto Pedroso.

As inscrições para a edição deste ano foram fechadas em 15 de agosto e o evento de premiação das iniciativas vencedoras da quarta edição do Prêmio 19 de Agosto será realizado em setembro de 2022.

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Fonte: IG Nacional

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